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	<title>Mojotrotters &#187; Cambodia</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>Dez coisas que eu aprendi no Camboja</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 19:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<description><![CDATA[
1. Uma moto pode carregar tranquilamente  uma família de cinco pessoas.
2. O papel da polícia não é proteger seus cidadãos, e sim aqueles que pagam mais.
Por quê? Propinas fazem parte da cultura do Camboja há muito tempo. Sabe-se que a polícia e os militares já sequestraram e ameaçaram cidadãos honestos em troca de dinheiro.
3. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2439" title="cambod 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p><strong>1. </strong>Uma moto pode carregar tranquilamente  uma família de cinco pessoas.</p>
<p><strong>2.</strong> O papel da polícia não é proteger seus cidadãos, e sim aqueles que pagam mais.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Propinas fazem parte da cultura do Camboja há muito tempo. Sabe-se que a polícia e os militares já sequestraram e ameaçaram cidadãos honestos em troca de dinheiro.</p></blockquote>
<p><strong>3.</strong> O <em>sompeah </em> &#8211; ato de juntar as mãos em prece – é o jeito mais gracioso e digno de se cumprimentar alguém.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2442" title="cambod 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>4. </strong>Falar mais devagar não vai fazer com que um cambojano aprenda a ler um mapa.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> O conceito de educação grátis e obrigatória não existe no Camboja. Os pais precisam pagar pela escola dos filhos. A maioria da população é pobre e, portanto, pouco escolarizada. Pode parecer estranho que um cambojano não saiba ler um mapa, mas pouca  gente foi treinada nesse tipo de raciocínio abstrato.</p></blockquote>
<p><strong>5.</strong> Se você estiver caminhando no mato e ouvir um clique, não se mexa. Peça ajuda. Talvez você dê sorte e só perca um pé.</p>
<p style="padding-left: 30px;">
<p><strong>6.</strong> Sorria durante qualquer discussão, por mais acalorada que ela seja.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Faz parte da cultura do sudeste asiático esconder suas emoções sob uma máscara zen. No Camboja esse conceito é levado muito a sério. Ninguém ousa perder a calma, o que equivale a perder moral e, junto com ele, status social.</p></blockquote>
<p><strong>7. </strong>A vingança é um prato que se serve  após vários anos de ódio em ebulição.</p>
<p><strong>Por quê?</strong> Um trecho do livro <a href="http://www.goodreads.com/book/show/386580.Survival_in_the_Killing_Fields" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.goodreads.com/book/show/386580.Survival_in_the_Killing_Fields?referer=');">Survival in the Killing Fields</a>, que relata as memórias apavorantes do sobrevivente  Haing Ngor (em tradução livre):</p>
<blockquote><p><em> Kum é uma palavra na língua khmer que descreve um tipo de vingança tipicamente cambojano – para ser mais preciso, é uma desavença antiga que acaba numa vingança muito mais destrutiva do que o dano original. Se eu te der um soco você esperar cinco anos pra me dar um tiro pelas costas numa noite escura, isso é o kum&#8230; é uma infecção que cresce na alma do nosso povo.</em></p></blockquote>
<blockquote><p>Acredita-se que o Khmer Rouge transformou simples camponeses em frios assassinos estimulando seu kum contra a elite urbana, que havia sido &#8220;corrompida&#8221; pelo ocidente imperialista. Sobreviventes do genocídio apelidaram esses brutais comunistas de kum-monuss: o povo da vingança.</p></blockquote>
<p><strong>8.</strong> Se você quiser dar umas porradas em alguém, você deve insultá-lo publicamente primeiro. Senão, você vai ser visto como um troglodita.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Ngor foi preso e torturado três vezes porque um de seus colegas disse ao Khmer Rouge que Ngor era um médico – e durante o regime sangrento, qualquer pessoa escolarizada era alvo de execução.</p>
<p>Mas antes de se vingar do seu delator, Ngor teve que declarar guerra em público. É assim que se briga no Camboja.</p></blockquote>
<p><strong>9. </strong>Ter sido invadido por vários países ao longo dos séculos resultou numa culinária boa pra cacilda.</p>
<p><strong>10.</strong> &#8220;Não&#8221; só quer dizer &#8220;não&#8221; se for dito em Khmer</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Os vendedores de rua, em sua maioria crianças, são muito insistentes. Você pode dizer &#8220;no&#8221; cinco ou mais vezes e eles ainda vão querer continuar te vender pulserinhas, livros, souvenires ou massagens. Mas diga &#8220;aw te, aw kun&#8221; ou simplesmente &#8220;te!&#8221;e sua negativa vai ser aceita bem mais rápido.Talvez essa frase os lembre dos seus pais dando bronca (e não mais um turista branco e <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/08/when-beggars-say-what-they-think/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/08/when-beggars-say-what-they-think/?referer=');">pão-duro</a>)?</p></blockquote>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2440" title="cambod 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>Camboja 40 graus</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/09/portugues-camboja-40-graus/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 10:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Images]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao pensar em Camboja - se você for como eu - talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2208" title="Cambodia 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Ao pensar em Camboja &#8211; se você for como eu &#8211; talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?</p>
<p>…</p>
<p>Três vivas à minha ignorância. Descobrir esse país foi um pouco como quando a gente vai ao cinema e escolhe um filme desconhecido porque o horário é conveniente. E quem diria? O filme acaba mudando sua vida.</p>
<p>A começar pelo alfabeto, rococó e indecifrável. O que pode te fazer sentir criança ou analfabeto. E meio impotente, meio bobo frente à sua beleza, linhas arredondadas e ausência de espaços.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2205" title="Cambodia 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>E o que dizer dos seus templos, pagodas e palácios? Verdadeiros oásis de beleza e serenidade, com seus monges e aprendizes de traje laranja, jardins tranquilos e oferendas de frutas. Antes de entrar, retire os sapatos, e certifique-se de cobrir seus ombros e coxas. Acenda um incenso e pare para admirar seus Budas, ora risonhos, ora gigantes, ora dormentes.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2209" title="Cambodia 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7-332x500.jpg" alt="" width="332" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/2010/09/siem-reap-makes-you-forget-youre-a-backpacker/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/09/siem-reap-makes-you-forget-youre-a-backpacker/?referer=');">Siem Reap</a>, destino obrigatório (e às vezes único) de quem vem ao Camboja, é ponto de partida para o que algumas pessoas chamam oitava maravilha do mundo: Angkor Wat. O templo, que estampa a bandeira nacional, que dá nome à cervejas e hotéis, é muito mais do que uma obra de arte arquitetônica: ele é o epicentro e fonte maior de orgulho da civilização khmer.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2215" title="angkor" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Sihanoukville, principal balneário do país, na costa sul, <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/?referer=');">nos sugou</a> como um buraco negro. Viemos pra passar três dias, acabamos <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/when-touristy-places-become-exotic/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/when-touristy-places-become-exotic/?referer=');">passando oito</a>. Suas praias nem são lá essas coisas, e choveu um pouco quase todo dia. Mas lá, dá pra comer como rei, beber feito esponja e festejar como se todo dia fosse sábado, gastando quase nada.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2216" title="sianouk" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Quem se aventura a sair do circuito padrão de turismo é altamente recompensado.  Você pode alugar uma scooter e desfrutar de estradas panorâmicas e vazias, e matar sua sede de aventura. Poder interagir com o povo local, que fala com você sem tentar te vender alguma coisa a toda hora. Mas não esqueça: nada de caminhar fora das trilhas marcadas. Calcula-se que ainda há cerca de 4 milhões de minas enterradas e não detonadas, espalhadas em todo o país. E que ainda matam ou ferem centenas de pessoas por ano, em sua maioria crianças brincando nos campos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2213" title="Cambodia 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Sua capital, Phnom Penh, surpreende pela atmosfera cosmopolita, cheia de cafés na calçada e <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/the-extreme-duality-of-phnom-penh/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/the-extreme-duality-of-phnom-penh/?referer=');">bares</a> que não fariam feio em Nova York. Só que lá a caneca de chope custa 50 cents. E andando uma quadra você chega num dos vários mercados tradicionais, templos de pechincha, alimentação e fofoca para os locais.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2204" title="Cambodia 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>E as centenas de crianças, vendendo pulserinhas na praia, cartões postais ou livros sobre o Khmer Rouge, lado a lado dos amputados de guerra a pedir esmolas não te deixam esquecer: você está no Camboja, um país que não deixa ninguém <a href="http://mojotrotters.com/2010/09/cambodia-makes-you-want-to-learn-history/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/09/cambodia-makes-you-want-to-learn-history/?referer=');">indiferente</a>.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2207" title="Cambodia 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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		<title>Camboja: um país que te inspira a aprender história</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 18:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao chegar num país novo, dá pra fazer umas generalizações após uns poucos dias. Esse povo é meio rabugento. Esse aqui é extrovertido e festivo. Já aqui, eles são um pouco tímidos e muito gentis.

O povo do Camboja desafia qualquer regra. Após uma semana de estadia no país, ainda não consegui destilar o espírito nacional.

Vejo um país de cidades vibrantes, com uma estética arquitetônica deslumbrante (você já viu uma pagoda Khmer?), e orgulhoso da sua antiga civilização. Mas, pra mim, as pessoas continuam um mistério.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_2194" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmergirl.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmergirl.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2194" title="khmergirl" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmergirl.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Uma manina khmer dorme em um dos templos de Angkor</strong></dd>
</dl>
</h5>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Ao chegar num país novo, dá pra fazer umas generalizações após uns poucos dias. Esse povo é meio rabugento. Esse aqui é extrovertido e festivo. Já aqui, eles são um pouco tímidos e muito gentis.</p>
<p>O povo do Camboja desafia qualquer regra. Após uma semana de estadia no país, ainda não consegui destilar o espírito nacional.</p>
<p>Vejo um país de cidades vibrantes, com uma estética arquitetônica deslumbrante (você já viu uma pagoda Khmer?), e orgulhoso da sua antiga civilização. Mas, pra mim, as pessoas continuam um mistério.</p>
<p><strong>Um povo de contrastes</strong></p>
<p>A princípio, os cambojanos perecem ser educados, sorridentes e tímidos. Aí você se depara com vendedores de rua insistentes que te agarram pelo braço e que não entendem um &#8220;não&#8221; após você ter dito não cinco vezes ou mais. Você encontra crianças que parecem totalmente robóticas ao tentar te vender alguma coisa. Elas vêm, uma após a outra, oferecendo produtos idênticos e dizendo as mesmíssimas palavras:</p>
<p>&#8220;Compra uma pulserinha? Tá bom, agora não, mas compra depois? Se você comprar, você compra de mim, tá? Me dá sua mão, promete. Ei, você jurou ontem que ia comprar de mim. Por que você mentiu?&#8221;</p>
<p>E quando você tenta mudar o jogo e conversar sobre outros assuntos, elas parecem nem registrar e voltam às suas frases ensaiadas.</p>
<p>Você conversa com locais que parecem não ter nenhuma noção de pensamento abstrato. Eles olham para um mapa como quem olha para um alfabeto estrangeiro. Quando você faz qualquer pergunta que começa com &#8220;por quê&#8221;, você recebe um olhar confuso. Mesmo mímicas que eram facilmente compreendidas nos outros países parecem não funcionar por aqui.</p>
<p>E aí você aprende que os golpes e a corrupção fazem parte do dia-a-dia, em todas as esferas da sociedade.</p>
<p>Para melhor entender o presente, eu resolvi olhar para o passado.</p>
<p><strong>O que a história explica</strong></p>
<p>A lado mais cruel da história do Camboja ainda está fresco. Qualquer pessoa com mais de 35 anos fez parte do experimento social mais sangrento do século XX. Eles foram forçados a deixar seus lares e trabalhar em campos de concentrção. Eles perderem membros da família que morreram de fome, doenças ou assassinato.</p>
<p>Entender como isso se manifesta na população exige tempo e reflexão.</p>
<p>Pra começar, o Khmer Rouge tentou eliminar qualquer pessoas que tivesse estudo. Intelectuais, artistas, professores, médicos, engenheiros…quase todos foram assassinados. Apenas os &#8220;puros&#8221; e &#8220;não-corruptos&#8221; camponeses, ou aqueles que conseguiram enganar os carrascos foram poupados. Para viver, você tinha que ser muito esperto ao se fingir de bobo.</p>
<p>&#8220;Imagine se todo mundo exceto a classe trabalhadora do seu país fosse morta&#8221;, um expatriado inglês me explicou. &#8220;Imagine que apenas eles gerassem filhos e subissem ao poder&#8221;.</p>
<p>O resultado é um país que tem como dirigentes pessoas sem educação formal. Mas isso não é tudo.</p>
<p><strong>Escolas fracas</strong></p>
<p>&#8220;A maioria dos cambojanos aprende só duas coisas na escola&#8221;, me contou um outro inglês expatriado, dono de um hotel em Siem Reap. &#8220;Eles aprendem a ler e escrever em Khmer. Quem tem sorte aprende inglês&#8221;.</p>
<p>Pensamento criativo e exploração científica são conceitos que a gente imagina universais nas escolas. Pois não são. Taí a causa da dificuldade do povo em elaborar pensamentos abstratos.</p>
<p>O mesmo proprietário do hotel me disse que não permite aos cambojanos nadarem na sua piscina. E não é por discriminação: ele disse que já está cansado de resgatá-los. &#8220;Eles veem a piscina e pulam, mas esquecem que não sabem nadar. E, é claro, acabam se afogando&#8221;.</p>
<p><strong>Os baixos salários</strong></p>
<p>US$1 por dia. Para uma grande parte da população, isso é tudo o que eles ganham para sustentar suas famílias. Obviamente, eles precisam arrumar outras maneiras de fazer dinheiro. E se o Khmer Rouge os ensinou alguma coisa, é que na luta pela sobrevivência vale tudo.</p>
<p>Incluindo golpes e propinas.</p>
<p>Um outro expatriado inglês com quem eu conversei disse que já deixou de ver o sistema como corrupção. Para conseguir qualquer coisa, você precisa molhar uma mão ou duas. &#8220;É como uma taxa, vai. É assim que as coisas funcionam por aqui&#8221;.</p>
<p><strong>A História ainda está sendo escrita</strong></p>
<p>O país está vivendo seu primeiro momento de paz em muitas décadas. Os líderes do Khmer Rouge ainda estão sofrendo processos e recorrendo das suas sentenças. Nunca a população teve contato com tantos estrangeiros.</p>
<p>Tudo está caminhando muito rápido: uma população em sua maioria camponesa está entrando em contato com nosso mundo ocidental ultra-moderno, de uma maneira mais rápida do que eles podem assimilar. Isso resulta em uma série de comportamentos que nos parecem bastante estranhos.</p>
<p><strong>A vida após o câncer</strong></p>
<p>&#8220;O Khmer Rouge foi como um câncer. Nós sobrevivemos, mas ainda estamos fracos&#8221;. Essa foi a explicação dada por Meang, o incrivelmente prestativo proprietário do hotel Prohm Roth Guesthouse, em Siem Reap. Esse conceito simples me esclareceu tanto quanto as centenas de páginas que eu li sobre o assunto.</p>
<p>É como se toda a população do Camboja sofresse de um choque pós-traumático coletivo, superando devagarinho o que aconteceu. Antigos soldados do Khmer Rouge e carrascos caminham lado a lado de sobreviventes dos Killing Fields, os campos de execução. Crianças que foram ensinadas a massacrar bebês em troncos de árvores estão em plena vida adulta.</p>
<p>É difícil pensar nisso sem ficar meio louco.</p>
<p>Com uma mistura tão assustadora de causas e um estranho conjunto de conseqüências, como não querer aprender mais sobre a história de um país? Poucos lugares me deixaram tão sedento de informação.</p>
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		<title>Imagine, se puder</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 14:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagine que de um dia pra outro você não tenha mais direito de ouvir música ou dançar. Que qualquer tipo de máquina seja proibida, dos relógios de pulso aos carros. Que não se possa mais ir à escola, ao trabalho, ao cinema, ao médico, à igreja, ao teatro. Nem usar papel e caneta. Que você seja forçado a abandonar a sua casa pra trabalhar no campo, entre 12 e 20 horas por dia. E que mesmo assim, você quase morra de fome.

Imagine se te proibissem falar de amor. E até de usar seus óculos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2179" title="khmer 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-3.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Imagine que de um dia pra outro você não tenha mais direito de ouvir música ou dançar. Que qualquer tipo de máquina seja proibida, dos relógios de pulso aos carros. Que não se possa mais ir à escola, ao trabalho, ao cinema, ao médico, à igreja, ao teatro. Nem usar papel e caneta. Que você seja forçado a abandonar a sua casa pra trabalhar no campo, entre 12 e 20 horas por dia. E que mesmo assim, você quase morra de fome.</p>
<p>Imagine se te proibissem falar de amor. E até de usar seus óculos.</p>
<p>Agora imagine que isso aconteceu pra valer no Camboja. E que só faz 35 anos que uma das tentativas mais radicais de transformação de sociedade havia começado. Entre 1975 e 1979, quase um terço da população do país do sudeste asiático morreu de fome, de doenças, de tortura ou assassinato. Os carrascos? Seus próprios conterrâneos, cambojanos membros da organização ultra-esquerdista do Khmer Rouge e liderados por Pol Pot.</p>
<p>Seu objetivo? Criar uma sociedade agrária auto-suficiente e isolada do resto do mundo. Uma sociedade onde o único conhecimento de valor fosse aquele ligado à agricultura. Onde os médicos, professores, eletricistas, artistas, motoristas, monges budistas ou estudantes sejam subitamente considerados como inimigos e mereçam a morte. Lenta e dolorosa.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2177" title="khmer 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-1.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Mais de 300 killing fields, ou campos de morte, estão espalhados pelo país. Nesses campos, valas coletivas guardam os restos mortais e as almas de quase 3 milhões de pessoas, os &#8220;inimigos do regime&#8221;. Alguns deles, como esse em Choeung Ek, próximo à capital Phnom Penh, estão abertos aos visitantes. O lugar funciona como um memorial, um museu e um cemitério maldito.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2178" title="khmer 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer-2.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Ao cruzar com uma pessoa de 40 anos ou mais na rua,  uma coisa é certa: ela carrega essa cicatriz na pele. Ela sabe como é acordar todos os dias por quatro anos sem saber se aquele dia seria seu último. Ela sabe o que é ter sua humanidade e dignidade roubadas. Talvez ela saiba o que é perder toda a família.</p>
<p>Ou ela sabe o que é ser um assassino. Ela sabe o que é ser arrancada de casa e, ainda criança, ser treinada para ajudar o regime que talvez tenha matado seus próprios pais. Ela sabe o que é matar crianças a pauladas e torturar mulheres grávidas.</p>
<p>(Como a grande maioria dos soldados foram recrutados na infância e adolescência, eles receberam o perdão da justiça, já que eles não tinham consciência dos seus atos).</p>
<p>MInha cabeça dá nó quando eu tento imaginar que nesta terra, carrascos e vítimas, neste caso nada mais do que dois lados da moeda, hoje caminham lado a lado nas ruas. Como dormir com um barulho desses?</p>
<p>Mas desse assunto, aqui pouco se fala. A hora é de construir, sem olhar pra trás. Essa história não se ensina nas escolas e não se discute nos botecos. Uma lembrança ruim, que o povo coletivamente luta para esquecer.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2180" title="khmer" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/khmer.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
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		<title>Quando os pedintes falam a verdade</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/when-beggars-say-what-they-think/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 11:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[culture shock]]></category>
		<category><![CDATA[economy]]></category>
		<category><![CDATA[emotions]]></category>
		<category><![CDATA[people]]></category>
		<category><![CDATA[travel-tips]]></category>

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		<description><![CDATA[(English) When selling bootleg books didn't work, the boy turned to begging for food. He looked 12 and was still perfecting his pity pitch.

After four days in Siem Reap (and another week in Sihanoukville), I got used to saying no to child sellers and beggars. I read enough articles to know giving them money does more harm than good:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/nogoodreason/3344097494/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.flickr.com/photos/nogoodreason/3344097494/?referer=');"><img title="Girl begging" src="http://farm4.static.flickr.com/3592/3344097494_c9f02f5815_d.jpg" alt="Girl begging" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/nogoodreason/3344097494/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.flickr.com/photos/nogoodreason/3344097494/?referer=');">Daniel Grosvenor</a></strong></dd>
</dl>
</h5>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Quando o menino percebeu que a gente não ia mesmo comprar um dos seus livros piratas, ele nos pediu comida. Ele parecia ter uns 12 anos e ainda estava aperfeiçoando suas técnicas de vendas.</p>
<p>Depois de quatro dias em <a href="http://wikitravel.org/en/Siem_Reap" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/wikitravel.org/en/Siem_Reap?referer=');">Siem Reap</a> (além de uma semana em <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/?referer=');">Sihanoukville</a>), eu me acostumei a dizer &#8220;não&#8221; às crianças e adultos vendendo souvenirs e pedindo esmolas. Eu li <a href="http://www.trekearth.com/gallery/Asia/Cambodia/West/Siem_Reab/Siem_Reap/photo523839.htm" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.trekearth.com/gallery/Asia/Cambodia/West/Siem_Reab/Siem_Reap/photo523839.htm?referer=');">artigo</a>s <a href="http://www.worldhum.com/features/ask-rolf-potts/should-i-give-money-to-child-beggars-20090219/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.worldhum.com/features/ask-rolf-potts/should-i-give-money-to-child-beggars-20090219/?referer=');">suficientes</a> para saber que, na maioria das vezes, dar dinheiro mais atrapalha do que ajuda.</p>
<p>Dar dinheiro é um gesto que os incentiva a <strong>continuar trabalhando ou pedindo dinheiro</strong>, ao invés de frequentar uma escola.</p>
<p>Os adultos e crianças acabam <strong>ficando dependentes</strong> dos turistas para sobreviver.</p>
<p><strong>Dar dinheiro atrapalha as ONG&#8217;s</strong> que estão tentando manter as crianças fora dos perigos das ruas.</p>
<p>Sem querer, <strong>você encoraja pais irresponsáveis a ficar em casa</strong>, muitas vezes bebendo, enquanto a criança passa o dia todo trabalhando.</p>
<p><strong>E pior de tudo</strong>: as crianças têm sua infância roubada.</p>
<p>Minha namorada Bianca, no entanto, deixou sua compaixão falar mais alto do que a razão. Quando o menino disse que estava com fome, ela ofereceu comprar um almoço pra ele, e o convidou para se juntar à nossa mesa.</p>
<p>Eu quis protestar, mas era tarde demais. Ela já estava olhando o menu junto com o menino. Tudo o que pude fazer foi limitar a quantia: Não mais que $1.50, eu disse. Quantia suficiente para uma generosa porção de arroz frito com carne.</p>
<p>Enquanto ele comia, a Bia começou a conversar com o menino sobre a sua vida. Eu abracei este gesto. Muito mais do que só dar uma esmola, essa seria uma oportunidade de construir empatia mútua, de saber um pouco mais sobre as pessoas que infelizmente com o passar dos dias acabamos vendo como incômodos.</p>
<p>Ele disse que precisava de dinheiro para comprar leite em pó para sua irmãzinha. Isso já me deixou cabreiro, já que eu já tinha ouvido essa história de outros pedintes, incluindo uma mulher carregando seu bebê.</p>
<p>Viajando no Camboja, você aprende rápido que seu povo é genial na imitação, e péssimo na inovação. Se alguma técnica funciona pra uma pessoa ou se um produto vende bem, você pode ter certeza que muita gente vai imitar.</p>
<p>Quer uma prova? É só você comparar o menu de três restaurante quaisquer em Siem Reap. Escute as propostas dos vendedores de lembrancinhas. Repare como em cada esquina você encontra mais um &#8220;Dr. Fish Massage&#8221;, um tanque cheio de peixinhos que comem a pele morta das suas pernas e pés. Metade deles oferece uma cerveja grátis com o serviço de 2 dólares.</p>
<p>O menino continuou, dizendo que seu pai perdeu as pernas num campo minado. Sua história começava a parecer um pouco trágica demais. Ao invés de empatia, eu comecei a desconfiar. O menino estava combinando vários elementos tristes de uma maneira um pouco forçada. Como resultado, eu passei a desconfiar de cada uma das suas palavras.</p>
<p>E o que eu temia aconteceu. Dois outros meninos, que obviamente notaram a nossa caridade, entraram no restaurante. Um deles pediu um prato de arroz frito enquanto o outro apenas observava. Esses meninos geralmente desistem depois de ouvir uns 5 &#8220;não, sinto muito&#8221;, mas esse aí, vários minutos depois, não se mexia.</p>
<p>Eu tive que ser bruto com o menino, e isso me deixou arrasado. Eu tive que olhar firme dentro dos seus olhos e dizer &#8220;Eu disse não. Eu não vou dizer de novo&#8221;.</p>
<p>Ao deixar a mesa, os olhos do menino me seguiram cheios de ódio. Um olhar como eu nunca tinha visto nesse país de pessoas dóceis e cerimoniosas.</p>
<p>&#8220;Seu pão duro&#8221;, ele lançou.</p>
<p>Isso é algo difícil de se ouvir, especialmente após ter comprado comida para um dos seus colegas. Mas a frase expôs a lógica dos pedintes do terceiro mundo, geralmente ocultada atrás de tantos &#8220;Tenha um bom dia&#8221; e &#8220;Obrigado, senhor&#8221;.</p>
<p>E a lógica é essa: se você tem dinheiro suficiente para viajar de avião até o meu país, você tem dinheiro para me comprar comida. Você tem dinheiro para comprar comida para todos nós. Então por que você não compra?</p>
<p>O que eles não sabem é que eu precisei <a href="http://mojotrotters.com/pt/2009/12/how-to-save-money-for-a-round-the-world-trip/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2009/12/how-to-save-money-for-a-round-the-world-trip/?referer=');">trabalhar duro por três anos</a> para economizar dinheiro para essa viagem. Que eu escolhi esse país precisamente porque ele é barato &#8211; e eu não sou rico. E que eu estou ajudando apenas com a minha presença e gastos diários, injetando dinheiro na economia e criando empregos na área de turismo.</p>
<p>O garoto estava apenas dizendo o que a maioria dos pedintes pensa, seja verdade ou não.</p>
<p>E essa é uma verdade dura de engolir, mas necessária.</p>
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		<title>Em Phnom Penh, não deixe de checar seus espelhos</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/in-phnom-penh-make-sure-you-have-good-mirrors/</link>
		<comments>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/in-phnom-penh-make-sure-you-have-good-mirrors/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 21:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Images]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[animals]]></category>
		<category><![CDATA[drive]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos nos referindo à sua scooter alugada. Você nunca sabe com quem está dividindo a estrada.

Clique no artigo para ver uma foto curiosa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos nos referindo à sua scooter alugada. Você nunca sabe com quem estará dividindo a estrada.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/elephant.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/elephant.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2083" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="elephant in phnom penh" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/elephant.jpg" alt="elephant in phnom penh" width="500" height="332" /></a></p>
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		<title>As estranhas estátuas de Koh Kong (Fotos)</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/the-strange-khmer-rouge-statues-of-koh-kong/</link>
		<comments>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/the-strange-khmer-rouge-statues-of-koh-kong/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 22:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Images]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[attractions]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
		<category><![CDATA[history]]></category>
		<category><![CDATA[village]]></category>

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		<description><![CDATA[No Cambodja, na cidade de Koh Kong  (próxima à fronteira da Tailândia), há um retiro espiritual budista com uma bizarra coleção de esculturas em frente ao rio.

Nas fotos abaixo você vai ver estátuas pra lá de sádicas, como a de uma pessoa sendo serradas ao meio enquanto é observada por um garuda, pássaro da mitologia budista.

Clique no artigo para a galeria de fotos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/khmerstatues-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/khmerstatues-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2048" title="khmer statues " src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/khmerstatues-9-500x331.jpg" alt="khmer statues koh kong" width="500" height="331" /></a></p>
<p>No Cambodja, na cidade de Koh Kong  (próxima à fronteira da Tailândia), há um retiro espiritual budista com uma bizarra coleção de esculturas em frente ao rio.</p>
<p>Nas fotos abaixo você vai ver estátuas pra lá de sádicas, como a de uma pessoa sendo serradas ao meio enquanto é observada por um garuda, pássaro da mitologia budista.</p>
<p>Pergunte a pessoas diferentes qual é o seu significado e você obterá respostas distintas: elas foram feitas pelo Khmer Rouge, para manter as pessoas afastadas da religião. Não, elas foram feitas pelos budistas, e mostram o inferno daqueles que escolhem uma vida de adultério e pecado.</p>
<p>É difícil obter uma resposta precisa, já que o Khmer Rouge destruiu tanto da cultura do Cambodja durante seu reinado de terror, que durou quatro anos. Você precisa então usar a imaginação, o que nesse lugar não vai ser tão difícil assim.</p>
<p>Clique nas miniaturas para visualizar as fotos. Clique nas flechas abaixo das fotos para avançar.</p>

<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-10-2047">


	<!-- Piclense link -->
	<div class="piclenselink">
		<a class="piclenselink" href="javascript:PicLensLite.start({feedUrl:'http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/plugins/nextgen-gallery/xml/media-rss.php?gid=10&amp;mode=gallery'});">
			[View with PicLens]		</a>
	</div>
	
	<!-- Thumbnails -->
		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-20.jpg" title="The entrance to the Buddhist retreat." class="shutterset_set_10" >
								<img title="Portal" alt="Portal" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-20.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-62" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-15.jpg" title="&quot;Don't touch the sculptures.&quot;" class="shutterset_set_10" >
								<img title="khmerstatues-15" alt="khmerstatues-15" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-15.jpg" width="100" height="75" />
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	</div>
	
		
 		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-3.jpg" title="Is this what happens to people who commit adultery?" class="shutterset_set_10" >
								<img title="khmerstatues-3" alt="khmerstatues-3" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-3.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-1.jpg" title="People chased up a spiky tree." class="shutterset_set_10" >
								<img title="khmerstatues-1" alt="khmerstatues-1" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-1.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-2.jpg" title="Sinners forced to carry a burden." class="shutterset_set_10" >
								<img title="khmerstatues-2" alt="khmerstatues-2" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-2.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-10.jpg" title="Man with dog head." class="shutterset_set_10" >
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							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-11.jpg" title="Terrorizing villagers." class="shutterset_set_10" >
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		</div>
	</div>
	
		
 		
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								<img title="khmerstatues-12" alt="khmerstatues-12" src="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/thumbs/thumbs_khmerstatues-12.jpg" width="100" height="75" />
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	</div>
	
		
 		
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							</a>
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	</div>
	
		
 		
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-13.jpg" title=" " class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-6.jpg" title="Man with fish head." class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-7.jpg" title="The result of sexual desire run amok?" class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-19.jpg" title="The retreat, where villagers with drinking and gambling problems come to recover." class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-16.jpg" title="The retreat's pagoda." class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-17.jpg" title="Monks in training." class="shutterset_set_10" >
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			<a href="http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/gallery/khmer/khmerstatues-18.jpg" title="A Buddha sits before a tree circled by benches." class="shutterset_set_10" >
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