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	<title>Mojotrotters &#187; Lebanon</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>Bcharre: Neve, poesia e cedros ao norte do Líbano</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 20:29:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
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		<description><![CDATA[“No Líbano é possível esquiar de manhã e ir à praia à tarde”, reza um antigo clichê.

Mas isso seria um desperdício. Deixe de lado essa bobagem repetida à exaustão pelos guias turísticos e curta sem pressa a romântica Bcharre, cidadezinha que parece ter sido transplantada da Suíça ou Alemanha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2827" title="Bcharry blog 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>“No Líbano é possível esquiar de manhã e ir à praia à tarde”, reza um antigo clichê.</p>
<p>Mas isso seria um desperdício. Deixe de lado essa bobagem repetida à exaustão pelos guias turísticos e curta sem pressa a romântica Bcharre, cidadezinha que parece ter sido transplantada da Suíça ou Alemanha. Ou saída de um conto-de-fadas.</p>
<p>Bcharre, a 1650 m de altitude, fica próxima ao Qadisha Valley, menos de 4 horas ao norte de Beirute. O percurso é um dos mais cênicos de todo o país, com vistas para picos, cânions, oliveiras, vinhedos e vales.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2831 aligncenter" title="Bcharry blog 8" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Você pode começar a visita explorando as ruas íngremes da cidade, entrando em suas igrejas Maronitas de pedra, comprando chocolate caseiro e quem sabe sendo convidado para um chá com bolo na casa de uma simpática libanesa, como nós fomos. Outras atrações incluem uma tumba fenícia e a Qadisha Grotto, uma gruta de 500 m que fica a 4km de Becharre.</p>
<p>À noite, a cidade fica morta. Mas, como a população é majoritariamente católica, você não vai ficar na mão em matéria de álcool, amplamente distribuído nos comércios da cidade. Compre umas garrafas de vinho, nozes e outros petiscos e chame a galera do seu hotel pra compartilhar, ao redor do aquecedor, na aconchegante hospedaria Tiger House.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2753 alignnone" title="bcharre 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>No dia seguinte, você pode combinar dois passeios. Um é a visita do museu de Khalil Gibran, autor de O Profeta. Natural de Bcharry, o poeta e escritor passou a maior parte da sua vida nos Estados Unidos, mas escolheu sua terra natal para descansar eternamente. Além do museu exibir uma coleção de pinturas impressionante do autor, o local tem uma vista privilegiada das montanhas da região.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2830" title="Bcharry blog 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>De lá, tome um táxi para a floresta de cedros, que na verdade guarda apenas umas poucas árvores. Ao lado da floresta fica a estação de ski, totalmente vazia durante a nossa visita, em dezembro. É a sua chance de ver neve numa temperatura bastante amena, que pode chegar aos 18 graus. E na volta, dispense o táxi: desça as montanhas à pé e curta com calma as vistas alucinantes da região. O passeio é lindo, e em menos de duas horas, você chega de novo ao hotel, para sua merecida rodada de vinhos libaneses.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2829 aligncenter" title="Bcharry blog 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2828" title="Bcharry blog 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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		<title>Fronteira do Líbano com Israel: roteiro</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 00:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[adventure]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.

Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atração</strong>: Visita dos domínios do Hezbolla, no sul do Líbano: Bint Jbeil, Maroun el-Rass, e Aytaroun</p>
<p><strong>Preço:</strong> Variável, mas cerca de US$50 para duas pessoas (veja explicação no fim do texto)</p>
<p><strong>Dificuldade:</strong> Negociar transporte barato e responder a eventuais interrogações</p>
<p><strong>Atenção: O sul do Líbano é a região com maior instabilidade política em todo e país, além de ser palco principal do conflito com Israel. Turistas teoricamente precisam de autorização para entrar, mas ninguém nos pediu nada. Talvez porque a gente tem meio que cara de libanês. Ou talvez tivemos sorte. Mas quem estiver interessado em visitar a região deve consultar as autoridades locais: policiais, soldados ou agentes de turismo.</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2759" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2759" title="bintjbeil 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></dt>
<h5 style="text-align: left;"><strong>A entrada de um parque familiar em in Maroun el Ras, uma cidade acima da fronteira israelita.</strong></h5>
</dl>
</div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os proprietários de uma confeitaria em Tyre negociaram em nosso nome um bom preço pra uma corrida de táxi. O destino: Bint Jbeil, sul do Líbano. Isso é pura hospitalidade libanesa: compre uns doces e bata um papo com um comerciante regado a chá que você ganha um amigo e ajudante pra vida toda.</p>
<p>A viagem foi tranquila, com mais checkpoints militares do que de costume. Estávamos esperando que um dos soldados nos perguntasse sobre o objetivo da nossa visita. Nós então deveríamos solicitar uma autorização. Mas a cada parada, simplesmente eles gesticulavam para que o nosso carro seguisse em frente.</p>
<p>Bandeiras e pôsteres de partidos políticos são comuns nas ruas do Líbano, marcando territórios feito grafite de gangues. Mas quanto mais ao sul se vai, mais bélicas as faixas: rapazes com keffiyeh ao redor do pescoço e rifles nas mãos, a barba e porte inconfundíveis de <a href="http://www.cfr.org/publication/11132/profile.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cfr.org/publication/11132/profile.html?referer=');">Hassan Nasrallah</a>.</p>
<p>Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.</p>
<p>Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.</p>
<p>Essa foi a última imagem que eu pude capturar nas duas horas seguintes:</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2755" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><strong>Bint Jbeil</strong></p>
<p>O único sinal que denuncia o estrago feito pelas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil" target="_self" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil?referer=');">bombas de Israel em 2006</a> é o ritmo frenético de contrução. A rua comercial principal – apenas uma dúzia de lojas de cada lado, não mais que isso – exibe arcos arabescos novinhos em folha. Para onde quer que você olhe, há casas e mansões em diferentes estágios de edificação.</p>
<p>Ao invés de estátuas e monumentos, parques e rotatórias exibiam peças de artilharia pesada, como pedaços de mísseis anti-aéreos e aglomerados de foguetes Katyusha.</p>
<p>Nós caminhávamos pra além da área comercial, em direção à uma mesquita de pedra. Um Ford antigo com dois rapazes dentro parou na nossa frente. O motorista, que falava um francês bem razoável, perguntou o que é que a gente veio fazer ali.</p>
<p>&#8220;Só estamos dando uma volta&#8221;, eu disse, nos apresentando. &#8220;Tudo bem&#8221;?</p>
<p>&#8220;Você tem autorização pra estar aqui&#8221;?</p>
<p>&#8220;Não, ninguém nos pediu ou ofereceu nada. Mas nós temos nossos documentos&#8221;. A seu pedido, eu mostrei pra ele meu passaporte canadense.</p>
<p>&#8220;Certo. Vocês podem continuar. Mas não sou eu quem decido nada, há outras pessoas responsáveis por esse tipo de controle. Você tem uma câmera?&#8221;</p>
<p>&#8220;Tenho, mas não estou tirando fotos.&#8221;</p>
<p>Ele fez uma pausa pra refletir. &#8220;Ok, mas não continue nessa rua. Por favor, dê meia-volta.&#8221;</p>
<p>Fizemos o que ele pediu e paramos pra tomar um café na rua principal. Foi aí que o passeio começou a ficar interessante.</p>
<p>&#8220;Sejam bem-vindos ao Líbano&#8221;, um senhor de cinquenta e poucos anos nos disse com um grande sorriso no rosto. Durante sua estadia de alguns meses por ano na cidade, ele cuida de uma loja vizinha que vende sapatos e bolsas. No resto do tempo ele mora e trabalha perto de Detroit, onde é proprietário de um posto de gasolina, e onde moram sua mulher e seis filhos.</p>
<p>&#8220;Eu amo os norte-americanos,&#8221; ele disse, sem que tivéssemos perguntado nada.&#8221;Eles são maravilhosos. Eu não me importo com o que os outros pensam.&#8221;</p>
<p>Nós sentamos do lado de fora da loja com ele, o proprietário do café e a sua cunhada. Ocasionalmente um ou outro amigo ou membro da família passava, tomava um café e dava um alô.</p>
<p>&#8220;O que você acha das mulheres libanesas&#8221;?, ele me perguntou. &#8220;Porque eu as amo. Elas são tão limpas. Isso é muito importante pra gente. Primeiro, a limpeza. Depois, vem a beleza&#8221;.</p>
<p>E assim como os senhores em Tyre, ele nos ajudou a negociar um preço justo para uma corrida de táxi, ida e volta, à Maroun el-Rass e Aytaroun. Nós fechamos em  20,000 LBP, cerca de US$13.</p>
<p><strong>Maroun el-Ras</strong></p>
<p>Apenas cinco km de uma estrada íngreme separam Bint Jbeil de Maroun el-Rass, povoado com vista para a fronteira israelense. Bandeiras iranianas ondulam na entrada da cidade.</p>
<p>Um tanque israelense destruído, com uma bandeira do Hezbolla em trapos, observa de cima a cidade Bint Jbeil. A poucos metros dali, uma estátua de pedra tem um pé sobre um capacete verde decorado com a Estrela de Davi.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2765" title="bintjbeil 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2763" title="bintjbeil 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" alt="" width="434" height="651" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2755 aligncenter" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" alt="" width="467" height="305" /></a></p>
<p>Fomos conduzidos ao recém-construído <a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover?referer=');">parque familiar</a> da cidade. O portão foi decorado com símbolos iranianos. Pôsteres enormes do Ayatollah Khamenei e Mohammad Ahmedinejan são claramente visíveis do lado de fora.</p>
<p>A entrada nos fazia lembrar um parque temático: canteiros manicurados alinhados à ruazinhas de paralelepípedos. Diversas tendas com telhado de palha abrigavam mesas de piquenique e churrasqueiras. Uma pequena mesquita, com o exterior já finalizado, ainda estava em construção do lado de dentro.</p>
<p>O dia estava frio e os ventos, fortes. O parque estava vazio, se não fosse pela presença de dois jovens libaneses que vivem e trabalham na África Ocidental, atualmente passando férias em seu país de origem. Eles nos cumprimentaram calorosamente.</p>
<p>&#8220;Então quer dizer que o Irã ajudou a construir esse lugar,&#8221; eu perguntei a um deles. .</p>
<p>&#8220;Não,&#8221; ele sorriu. &#8220;Foi o Irã que construi tudo.&#8221;</p>
<p>Segundo o rapaz, famílias de todo o sul do Líbano vão para lá em finais-de-semana durante o verão. O parque ainda está finalizando a construção de um hotel, uma piscina e um terreno de paintball.</p>
<p>Ele nos levou a uma extremidade do terreno, onde as montanhas descem vertiginosamente.</p>
<p>&#8220;Olha aí os nossos vizinhos&#8221;, ele disse, apontando para o horizonte. De lá dava pra ver claramente a fronteira cercada e a cidade israelita Avivim, com bem mais árvores do que no lado libanês.</p>
<p>&#8220;E as pessoas aqui não tem medo de estarem tão próximas de Isarel?&#8221;,  eu o perguntei. Ele sorriu: &#8220;Nós aqui do sul não temos medo de nada.&#8221;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">I</span></p>
<p><strong>Aytarun e Aynata</strong></p>
<p>Nosso motorista nos levou de carro à Aytaroun, outra cidade fronteiriça sem nada que a distinguisse. &#8220;Aytaroun, nothing&#8221;, ele disse, com seu inglês quase inexistente.</p>
<p>Sem que a gente pedisse, ele nos levou à vizinha Aynata, onde um memorial aos combatentes do Hezbollah mortos foi construído.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2768" title="bintjbeil 15" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2767" title="bintjbeil 13" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2770" title="bintjbeil (1)" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Do lado de dentro, várias pedras de mármore foram esculpidas com escrituras árabes e o logo do Hezbollah. Em muitas delas, repousavam coroas de flores, fotos de soldados e cópias do Alcorão com capas de couro. Eu fui do lado de fora pra poder tirar uma foto do monumento e fui interceptado por um Ford SUV, guiado por um homem fortão de jaqueta de couro, óculos de sol e um Bluetooth na orelha. &#8220;Salaam aleykum,&#8221; ele me disse, sem muita convicção.</p>
<p>&#8220;Aleykum salaam,&#8221; eu respondi. &#8220;Ana min Brazil. Turisti. Afwan, ma behki arabi.&#8221; Eu sou brasileiro. Turista. Desculpe, eu não falo árabe&#8221;.</p>
<p>Ele sorriu: &#8220;Você sabe o que é isso,&#8221; ele perguntou em inglês. &#8220;É um monumento aos nossos mártires.&#8221; Ele desceu do carro, que ficou parado no meio da rua. &#8220;Venha, eu te mostro.&#8221; A passageira, uma mulher bem-vestida de véu, nos seguiu, sorrindo educadamente. Ele nos levou de volta pra dentro.</p>
<p>&#8220;Esses aqui são para o <em>populi</em>,&#8221; ele disse, apontado para os mármores do lado esquerdo. &#8220;Mães, irmãos e esposas.&#8221; Eu deduzi que ele se referia aos civis.&#8221;E esses aqui são para os mártires. Cada pedra homenagiea 14 soldados.&#8221; Quinze combatentes da sua cidade natal morreram em 2006, ele nos disse.</p>
<p>&#8220;Você é bem-vindo aqui,&#8221; ele disse. &#8220;Fotos aqui, ok. Mas do lado de fora, nada de fotos.&#8221; Eu concordei.</p>
<p><strong>O cemitério</strong></p>
<p>O taxista fez uma última parada antes de nos trazer de volta à Bint Jbeil: um cemitério. Pelas bandeiras e fotos era evidente que ele foi construído para os soldados do Hezbollah. O taxista nos conduziu pela fileira de túmulos, cada um decorado com um pequeno relicário de vidro.</p>
<p>Paramos na penúltima tumba, e o motorista nos apontou para a foto de um homem já maduro, segurando um AK-47. &#8220;Esse é o meu pai,&#8221; ele disse.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2769" title="bintjbeil 16" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p><strong>Quanto custa visitar o sul do Líbano a partir de Beirute:</strong></p>
<p>(para duas pessoas. $1 = 1,500 libras libanesas )</p>
<p>Shared taxi de Beirute a Tyre: 15,000 LBP</p>
<p>Taxi de Tyre a Bint Jbeil: 12,000 LBP</p>
<p>Taxi ida e volta para Maroun el Ras, Aytarun : 20,000 LBP</p>
<p>Taxi de Bint Jbeil a Tyre: 25,000 LBP</p>
<p>Micro-onibus de Tyre a Beirut: 10,000 LBP</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<item>
		<title>Por que você deve ir agora para o Líbano</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 17:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>

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		<description><![CDATA[ Talvez nenhum dos países dentro do nosso roteiro tenha um talento tão pouco aproveitado para o turismo como o Líbano. Minha mãe, pai, amigos aventureiros, viajados ou cautelosos: independente da personalidade, acho que todos eles curtiriam demais esse país. 

E você também. Saiba porque.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2724" title="lebanon 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Talvez nenhum dos países dentro do nosso roteiro tenha um talento tão pouco aproveitado para o turismo como o Líbano. Minha mãe, pai, amigos aventureiros, viajados ou cautelosos: independente da personalidade, acho que todos eles curtiriam demais esse país. E você também. Saiba porque.</p>
<h3>É tudo pertinho</h3>
<p>O país inteiro é quatro vezes menor do que o estado do Rio de Janeiro. Você sai da capital, Beirute, moderninha, pseudo-européia e pretensiosa, e chega a Tripoli, pura jóia árabe, em pouco mais de uma hora. No caminho entre as duas, Byblos, com suas ruínas romanas e Batroun, com sua parede fenícia e limonada imbatível, são outros destinos incríveis. Raramente você precisa passar mais de uma hora num carro ou ônibus em cada trecho para conhecer todo o país.</p>
<h3>Viajar aqui é muito fácil</h3>
<p>Nada de reservas de passagens, terminais de ônibus, estações de trem: o sistema local funciona com vans e mini-ônibus que correm a estrada norte-sul do país. Todas as cidades interessantes ficam às margens dessa rodovia. Pare na beira da estrada e em menos de 3 minutos um deles vai passar em direção ao seu destino. Perfeito pra viagem seguir seu ritmo biológico: se tiver cansado, durma mais um pouquinho, se tiver energia, pule da cama mais cedo. Você nunca vai perder o ônibus.</p>
<h3>A lendária hospitalidade árabe</h3>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2719" title="lebanon 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Quando a gente já tinha se preparado para passar o Natal no quarto de hotel, recebemos o convite para passar a ceia com uma família, convidados por um rapaz que acabávamos de conhecer num vinhedo.</p>
<p>Mais de uma vez, ao se perder em algum lugar, ao invés de direções recebemos convites para entrar na casa de alguém e compartilhar chá e doces.</p>
<p>Há mais libaneses no Brasil (entre 6 e 7 milhões)  do que no Líbano (cerca de 4 milhões). Aqui, quase todo mundo tem um primo ou tio na terrinha. Garantia de amigos instantâneos.</p>
<p>E o assédio a turistas é quase inexistente, mesmo nos pontos de maior interesse.</p>
<h3>História, paisagens e cultura</h3>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2727" title="lebanon 8" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Se você curte história: algumas das cidades mais antigas do mundo, como Byblos e Sidon estão aqui. Em Baalbeck você pode visitar as maiores ruínas romanas fora da Itália. Vestígios da triste guerra civil, como prédios abandonados e metralhados estão a cada esquina de Beirute.</p>
<p>(Bônus: voce nao vai ter que dividir as ruínas com centenas de turistas como em<em> </em>Acrópole de Atenas).</p>
<p>Se você curte natureza, o país é um prato cheio, com seus 300 dias de sol por ano, a beleza do Mar Mediterrâneo, neve nas montanhas, cedros e trilhas.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2723" title="lebanon 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>E, com exceção de Beirute, o país é pouco ocidentalizado, apesar de grande parte da população falar inglês e francês. Você vai ser exposto à novas músicas, aromas e costumes bem únicos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2726" title="lebanon 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<h3>A comida</h3>
<p>Tabouleh, fattoush, hommos, shish tawouk, kafta, sfiha, kibe. Doces perfumados de água de rosas, recheados de nozes, pistache e amêndoas. Café turco, narguilé, vinho e arak. A comida libanesa, apesar de bastante familiar para os brasileiros, aqui é ainda mais deliciosa, variada e saudável.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2722" title="lebanon 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2721" title="lebanon 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<h3>O país é seguro?</h3>
<p>Como se sabe, a situação política do país é volátil. A fronteira com o Israel, no sul, é tensa e a viagem pra lá requer informação e cautela. Mas, principalmente em Beirute, a quantidade de obras é imensa, o que dá um certo indício da fé dos compradores e construtores na estabilidade e crescimento do país.</p>
<p>Mesmo assim, recomenda-se checar antes da sua viagem as últimas notícias dos jornais e pesquisar com viajantes que acabam de voltar sobre a situação atual.</p>
<p>Quanto à crime, os episódios de roubo ou violência são raríssimos. Vá sem medo.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2725" title="lebanon 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
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