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	<title>Mojotrotters</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>Banquete Imperial em Hue</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 06:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Imperador vietnamita Tu Duc (1848-1883) entrou pra história por fazer mais exigências que astro de rock em turnê internacional.

O seu chazinho matinal tinha de ser preparado a partir das gotas de água colhidas de folhas da flor de lótus. E não qualquer lótus: só valia se elas crescessem no lago da cidade imperial de Hue, capital do Vietnã durante 150 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p lang="pt-BR">(BIANCA: ACRESCENTAR VALOR DOS PRATOS NO CORPO DO TEXTO)</p>
<p lang="pt-BR">O Imperador vietnamita Tu Duc (1848-1883) entrou pra  história por fazer mais exigências que astro de rock em turnê  internacional.</p>
<p lang="pt-BR">O seu chazinho matinal  tinha de ser  preparado a partir das gotas de água colhidas de folhas da flor de  lótus. E não qualquer lótus: só valia se elas crescessem no lago da  cidade imperial de Hue, capital do Vietnã durante 150 anos.</p>
<p lang="pt-BR">Na  hora do almoço, a dor-de-cabeça dos empregados era ainda maior.  Conta-se que o imperador exigia 50 pratos diferentes, preparados por 50  chefs e servidos por 50 criados a cada refeição.</p>
<p lang="pt-BR">Como  Hue não tinha tanta variedade agrícola assim, os cozinheiros tiveram  que ser particularmente criativos. Ingredientes simples, como vegetais,  ovos e peixe eram trabalhados e refinados até se tornarem  verdadeiramente especiais. O que diferenciava esses pratos do que era  servido no resto do país era a sua apresentação e preparação cheia de  etapas.</p>
<p lang="pt-BR">Tanta frescura acabou impactando a  culinária da cidade de Hue de maneira definitiva. Hoje, os banquetes  imperiais são servidos em vários restaurantes da cidade. Sem ter que  gastar muito – entre  x dólares – você pode provar um banquete com cerca  de x pratos,   preparados em sua maioria por mulheres que aprenderam o  metiê em família. Um talento que passou de geração em geração.</p>
<p lang="pt-BR">Veja aqui um álbum de fotos desse banquete bem especial, servido no restaurante <a href="http://www.ancienthue.com.vn/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.ancienthue.com.vn/?referer=');">Ancient Hue</a>.</p></p>
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		<title>A terra onde toda sexta-feira é Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 00:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi com saudações de “Shabat Shalom!” que dois jovens colegas em um café de Jerusalém se cumprimentaram alegremente, pouco depois das 4 da tarde. O dia era sexta-feira, quando o pôr-do-sol marca o início do dia sagrado para os judeus. Centenas de chassídicos, Torá na mão, caminhavam em direção ao Muro das Lamentações, aquele que é o seu local mais sagrado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2974" title="israel 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Foi com saudações de “Shabat Shalom!” que dois jovens colegas em um café de Jerusalém se cumprimentaram alegremente, pouco depois das 4 da tarde. O dia era sexta-feira, quando o pôr-do-sol marca o início do dia sagrado para os judeus. Centenas de chassídicos, Torá na mão, caminhavam em direção ao Muro das Lamentações, aquele que é o seu local mais sagrado.</p>
<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2973" title="israel 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p lang="pt-BR">O Shabat é celebrado toda semana entre família ou amigos em Israel. Para os judeus ortodoxos, toda atividade é proibida: trabalhar, dirigir, assistir televisão ou ouvir rádio, usar eletrodomésticos, servir-se do forno e até mesmo ligar ou apagar a luz. Os comércios fecham no fim da sexta-feira para só abrir no domingo, primeiro dia da semana em Israel.</p>
<p lang="pt-BR">Mas em toda religião há aqueles menos beatos. Nossos anfitriões em Jerusalém, judeus seculares, não se consideram religiosos. Eles apenas cultivam semanalmente uma das tradições mais gostosas do judaísmo: o jantar do Shabat.</p>
<p lang="pt-BR">Os filhos que já moram sozinhos vêm visitar e trazem esposa e sogro. O filho que está de viagem na América do Sul aparece em videoconferência pelo Skype. Aquele outro que mora nos Estados Unidos telefona e bate papo com todos, desejando Shabat Shalom.</p>
<p lang="pt-BR">A certa hora nos abraçamos e desejamos bons votos uns aos outros.O pão judeu, challah, é partido e cada um recebe um pedaço. Há peixe com ervas, lasanha, dois tipos de frango, arroz com nozes, taboule e salada, batata doce assada, hummus, torta pecã e frutas, além de vinho e sucos de frutas. Os homens usam o quipá e alguém se ocupa de ler uns versos sagrados. “Mas só por tradição”, eles explicam.</p>
<p lang="pt-BR">A festa só acaba de madrugada quando os visitantes, cansados e de barriga cheia, partem para suas casas. Com exceção do Papai Noel, árvore de Natal e presentes, você poderia achar que é Natal. Mas aqui eles tiveram a excelente ideia de não reduzir a festa a apenas uma vez por ano.</p>
<p lang="pt-BR">Por aqui, toda sexta-feira é dia de celebrar, de beber, de encontrar a família, de fazer uma refeição especial, de se abraçar e desejar tudo de bom.</p>
<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2975" title="israel 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3-400x500.jpg" alt="" width="400" height="500" /></a></p>
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		<title>Os souks da Síria</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 14:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Syria]]></category>
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		<description><![CDATA[Se eu já desconfiava que ir ao shopping era um programa chato, depois de visitar a Síria eu não tenho mais nenhuma dúvida. Os souks são muito mais do que centros de compras. Eles são espaços humanos, coloridos, feitos pelo povo e para o povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2930" title="souks 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Se eu já desconfiava que ir ao shopping era um programa chato, depois de visitar a Síria eu não tenho mais nenhuma dúvida. Os <em>souks </em>são muito mais do que centros de compras. Eles são espaços humanos, coloridos, feitos pelo povo e para o povo.</p>
<p>É tão gostoso perder-se entre ao suas vielas quanto encontrar <em>khans</em> enormes, ou hospedarias de viajantes, escondidos atrás de uma pequena porta. Convertidos em escolas ou centros de artesanato, os <em>khans</em> são construídos ao redor de um pátio central e contam com diversos quartos fechados ao redor. No Khan <em> </em>As&#8217;ad Pacha, em Damasco, você pode visitar uma exposição de arte em cartaz.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2928" title="souks 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1-374x499.jpg" alt="" width="374" height="499" /></a></p>
<p>Mesquitas, casas de banho turco e palácios também podem ser acessados de dentro do <em>souk</em>.  Um dos mais impressinonantes é o Azem Palace, construído em 1750 e que hoje funciona como museu.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2929" title="souks 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Mas a função principal do souk ainda é a compra e venda de mercadorias. Você pode fazer perfumes, comprar roupas, sedas, jóias, cosméticos, temperos, pratarias, utensílios pra casa, tomar sorvete artesanal, suco de romã, café turco, comer shish taouk&#8230; ou simplesmente assistir uma rotina que não mudou muito nos últimos 200 anos.</p>
<p lang="pt-BR">Fique aqui com uma galeria de fotos dos souks de Damasco e Aleppo, na Síria.</p>

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		<title>Bcharre: Neve, poesia e cedros ao norte do Líbano</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 20:29:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“No Líbano é possível esquiar de manhã e ir à praia à tarde”, reza um antigo clichê.

Mas isso seria um desperdício. Deixe de lado essa bobagem repetida à exaustão pelos guias turísticos e curta sem pressa a romântica Bcharre, cidadezinha que parece ter sido transplantada da Suíça ou Alemanha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2827" title="Bcharry blog 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-4-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>“No Líbano é possível esquiar de manhã e ir à praia à tarde”, reza um antigo clichê.</p>
<p>Mas isso seria um desperdício. Deixe de lado essa bobagem repetida à exaustão pelos guias turísticos e curta sem pressa a romântica Bcharre, cidadezinha que parece ter sido transplantada da Suíça ou Alemanha. Ou saída de um conto-de-fadas.</p>
<p>Bcharre, a 1650 m de altitude, fica próxima ao Qadisha Valley, menos de 4 horas ao norte de Beirute. O percurso é um dos mais cênicos de todo o país, com vistas para picos, cânions, oliveiras, vinhedos e vales.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2831 aligncenter" title="Bcharry blog 8" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-8-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Você pode começar a visita explorando as ruas íngremes da cidade, entrando em suas igrejas Maronitas de pedra, comprando chocolate caseiro e quem sabe sendo convidado para um chá com bolo na casa de uma simpática libanesa, como nós fomos. Outras atrações incluem uma tumba fenícia e a Qadisha Grotto, uma gruta de 500 m que fica a 4km de Becharre.</p>
<p>À noite, a cidade fica morta. Mas, como a população é majoritariamente católica, você não vai ficar na mão em matéria de álcool, amplamente distribuído nos comércios da cidade. Compre umas garrafas de vinho, nozes e outros petiscos e chame a galera do seu hotel pra compartilhar, ao redor do aquecedor, na aconchegante hospedaria Tiger House.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2753 alignnone" title="bcharre 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bcharre-6.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>No dia seguinte, você pode combinar dois passeios. Um é a visita do museu de Khalil Gibran, autor de O Profeta. Natural de Bcharry, o poeta e escritor passou a maior parte da sua vida nos Estados Unidos, mas escolheu sua terra natal para descansar eternamente. Além do museu exibir uma coleção de pinturas impressionante do autor, o local tem uma vista privilegiada das montanhas da região.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2830" title="Bcharry blog 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-7-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>De lá, tome um táxi para a floresta de cedros, que na verdade guarda apenas umas poucas árvores. Ao lado da floresta fica a estação de ski, totalmente vazia durante a nossa visita, em dezembro. É a sua chance de ver neve numa temperatura bastante amena, que pode chegar aos 18 graus. E na volta, dispense o táxi: desça as montanhas à pé e curta com calma as vistas alucinantes da região. O passeio é lindo, e em menos de duas horas, você chega de novo ao hotel, para sua merecida rodada de vinhos libaneses.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2829 aligncenter" title="Bcharry blog 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-6-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2828" title="Bcharry blog 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/Bcharry-blog-5-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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		<title>Desarmados pela hospitalidade síria</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 19:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Syria]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.

“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.

Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2798" title="simpatico" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.</p>
<p>“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.</p>
<p>Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”</p>
<p>A hospitalidade na Síria é sagrada. É código de honra, que corre na veia dos seus habitantes há gerações. A morada tradicional síria, das mais simples aos palácios reais, tem uma sala dedicado aos visitantes. O cômodo é decorado com a melhor mobília da casa e a sua porta fica destrancada. Segundo a tradição, qualquer um que estivesse de passagem poderia entrar e se hospedar, por um dia ou um ano. E, historicamente, apenas no terceiro dia de estadia é que o viajante precisaria dizer seu nome e porque veio.</p>
<p>É difícil passar um dia na Síria sem ser desarmado pela generosidade do seu povo. Logo no nosso primeiro dia no país, encontramos por acaso na rua Aesha, uma garota que havíamos conhecido brevemente num ônibus na cidade de Beirute, no Líbano. “So luck! So luck see you”, ela nos disse, com a expressão e abraço de quem encontra um amigo que não vê há anos.</p>
<p>Misturando mímica e vocabulário do inglês Básico 1 andamos pelas ruas movimentadas da cidade, com a Aesha me segurando pelos braços e se oferecendo para pagar, apesar dos nossos protestos, nozes e pizzas árabes. “You my visit, my guest, I pay for you, please!”</p>
<p>Nós não fizemos muita onda, já que tudo era bem baratinho. Horas mais tarde, fomos a um restaurante. Apesar de Esha não ter comido ou bebido nada além de água, ela foi com a carteira na mão em direção ao caixa. Sem jeito de deixar uma estudante de 22 anos pagar por uma conta razoavelmente alta para os padrões locais, o Beto correu atrás dela.</p>
<p>“No no no no no, you don&#8217;t have to pay, plese, you student, no need”, pediu o Beto.</p>
<p>“Yes, yes please, please, my pleasure, please”, respondia a Aesha.</p>
<p>Por longos e constrangedores minutos, com pequenas variações no vocabulários e os gestos cada vez mais expansivos das duas partes, o diálogo prosseguiu. Esha finalmente desistiu quando o dono do restaurante a confiou, com a fisionomia resignada, algo em árabe. “Eles são americanos, eles são assim”, foi o que a gente pescou do diálogo.</p>
<p>Estar num país onde as lojas são decoradas com fontes em formato de bule de café, derramando o líquido continuamente, simbolizando a generosidade, nos faz pensar sobre as nossas atitudes no ocidente. Onde a gente come sozinho em frente ao computador, ou se sente meio ofendido se a visita não traz uma garrafa de vinho ao jantar. Onde geralmente cada um paga exatamente o que consumiu no restaurante. Falta de grana, você diz? Pois o poder aquisitivo dos sírios é muito menor do que o nosso.</p>
<p>Wajdi, nosso anfitrião em Damasco, passava quase todos os dias em jejum. “Eu não gosto de comer sozinho, prefiro esperar a noite chegar pra comer com vocês. Refeição é algo que se compartilha”, ele dizia, noite após noite, seja num restaurante incrível ou em casa, com um pacote de comida farta e quentinha nas mãos. Que ele fazia questão de nos pagar. E que a gente, ocidental demais, tinha uma dificuldade enorme em aceitar.</p>
<p><strong>Post Scriptum: </strong>esse texto foi publicado em um Internet Café muito especial, na cidade de Homs. Ao sentar, sem que pedíssemos nada, recebemos para nossa surpresa uma cerveja do atendente. “Welcome”, ele disse, palavra que aliás ouvimos várias vezes por dia, até de quem não fala inglês. Quando fomos pagar a conta &#8211; um total combinado de 6 horas de Internet, um scanner e várias impressões &#8211; fomos surpreendidos outra vez.</p>
<p>“How much”, we asked.</p>
<p>“No sir, it&#8217;s free”, respondeu o atendente.</p>
<p>“Free? No possible, free! 6 hours Internet, printing, scan, no free!” protestamos.</p>
<p>“Yes, sir. Today, first day business. Thank you, thank you very much, please welcome”, ele nos disse, entregando um cartão da loja.</p>
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		<title>Fronteira do Líbano com Israel: roteiro</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 00:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[adventure]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
		<category><![CDATA[danger]]></category>
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		<category><![CDATA[travel-tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.

Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atração</strong>: Visita dos domínios do Hezbolla, no sul do Líbano: Bint Jbeil, Maroun el-Rass, e Aytaroun</p>
<p><strong>Preço:</strong> Variável, mas cerca de US$50 para duas pessoas (veja explicação no fim do texto)</p>
<p><strong>Dificuldade:</strong> Negociar transporte barato e responder a eventuais interrogações</p>
<p><strong>Atenção: O sul do Líbano é a região com maior instabilidade política em todo e país, além de ser palco principal do conflito com Israel. Turistas teoricamente precisam de autorização para entrar, mas ninguém nos pediu nada. Talvez porque a gente tem meio que cara de libanês. Ou talvez tivemos sorte. Mas quem estiver interessado em visitar a região deve consultar as autoridades locais: policiais, soldados ou agentes de turismo.</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2759" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2759" title="bintjbeil 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></dt>
<h5 style="text-align: left;"><strong>A entrada de um parque familiar em in Maroun el Ras, uma cidade acima da fronteira israelita.</strong></h5>
</dl>
</div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os proprietários de uma confeitaria em Tyre negociaram em nosso nome um bom preço pra uma corrida de táxi. O destino: Bint Jbeil, sul do Líbano. Isso é pura hospitalidade libanesa: compre uns doces e bata um papo com um comerciante regado a chá que você ganha um amigo e ajudante pra vida toda.</p>
<p>A viagem foi tranquila, com mais checkpoints militares do que de costume. Estávamos esperando que um dos soldados nos perguntasse sobre o objetivo da nossa visita. Nós então deveríamos solicitar uma autorização. Mas a cada parada, simplesmente eles gesticulavam para que o nosso carro seguisse em frente.</p>
<p>Bandeiras e pôsteres de partidos políticos são comuns nas ruas do Líbano, marcando territórios feito grafite de gangues. Mas quanto mais ao sul se vai, mais bélicas as faixas: rapazes com keffiyeh ao redor do pescoço e rifles nas mãos, a barba e porte inconfundíveis de <a href="http://www.cfr.org/publication/11132/profile.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cfr.org/publication/11132/profile.html?referer=');">Hassan Nasrallah</a>.</p>
<p>Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.</p>
<p>Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.</p>
<p>Essa foi a última imagem que eu pude capturar nas duas horas seguintes:</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2755" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><strong>Bint Jbeil</strong></p>
<p>O único sinal que denuncia o estrago feito pelas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil" target="_self" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil?referer=');">bombas de Israel em 2006</a> é o ritmo frenético de contrução. A rua comercial principal – apenas uma dúzia de lojas de cada lado, não mais que isso – exibe arcos arabescos novinhos em folha. Para onde quer que você olhe, há casas e mansões em diferentes estágios de edificação.</p>
<p>Ao invés de estátuas e monumentos, parques e rotatórias exibiam peças de artilharia pesada, como pedaços de mísseis anti-aéreos e aglomerados de foguetes Katyusha.</p>
<p>Nós caminhávamos pra além da área comercial, em direção à uma mesquita de pedra. Um Ford antigo com dois rapazes dentro parou na nossa frente. O motorista, que falava um francês bem razoável, perguntou o que é que a gente veio fazer ali.</p>
<p>&#8220;Só estamos dando uma volta&#8221;, eu disse, nos apresentando. &#8220;Tudo bem&#8221;?</p>
<p>&#8220;Você tem autorização pra estar aqui&#8221;?</p>
<p>&#8220;Não, ninguém nos pediu ou ofereceu nada. Mas nós temos nossos documentos&#8221;. A seu pedido, eu mostrei pra ele meu passaporte canadense.</p>
<p>&#8220;Certo. Vocês podem continuar. Mas não sou eu quem decido nada, há outras pessoas responsáveis por esse tipo de controle. Você tem uma câmera?&#8221;</p>
<p>&#8220;Tenho, mas não estou tirando fotos.&#8221;</p>
<p>Ele fez uma pausa pra refletir. &#8220;Ok, mas não continue nessa rua. Por favor, dê meia-volta.&#8221;</p>
<p>Fizemos o que ele pediu e paramos pra tomar um café na rua principal. Foi aí que o passeio começou a ficar interessante.</p>
<p>&#8220;Sejam bem-vindos ao Líbano&#8221;, um senhor de cinquenta e poucos anos nos disse com um grande sorriso no rosto. Durante sua estadia de alguns meses por ano na cidade, ele cuida de uma loja vizinha que vende sapatos e bolsas. No resto do tempo ele mora e trabalha perto de Detroit, onde é proprietário de um posto de gasolina, e onde moram sua mulher e seis filhos.</p>
<p>&#8220;Eu amo os norte-americanos,&#8221; ele disse, sem que tivéssemos perguntado nada.&#8221;Eles são maravilhosos. Eu não me importo com o que os outros pensam.&#8221;</p>
<p>Nós sentamos do lado de fora da loja com ele, o proprietário do café e a sua cunhada. Ocasionalmente um ou outro amigo ou membro da família passava, tomava um café e dava um alô.</p>
<p>&#8220;O que você acha das mulheres libanesas&#8221;?, ele me perguntou. &#8220;Porque eu as amo. Elas são tão limpas. Isso é muito importante pra gente. Primeiro, a limpeza. Depois, vem a beleza&#8221;.</p>
<p>E assim como os senhores em Tyre, ele nos ajudou a negociar um preço justo para uma corrida de táxi, ida e volta, à Maroun el-Rass e Aytaroun. Nós fechamos em  20,000 LBP, cerca de US$13.</p>
<p><strong>Maroun el-Ras</strong></p>
<p>Apenas cinco km de uma estrada íngreme separam Bint Jbeil de Maroun el-Rass, povoado com vista para a fronteira israelense. Bandeiras iranianas ondulam na entrada da cidade.</p>
<p>Um tanque israelense destruído, com uma bandeira do Hezbolla em trapos, observa de cima a cidade Bint Jbeil. A poucos metros dali, uma estátua de pedra tem um pé sobre um capacete verde decorado com a Estrela de Davi.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2765" title="bintjbeil 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2763" title="bintjbeil 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" alt="" width="434" height="651" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2755 aligncenter" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" alt="" width="467" height="305" /></a></p>
<p>Fomos conduzidos ao recém-construído <a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover?referer=');">parque familiar</a> da cidade. O portão foi decorado com símbolos iranianos. Pôsteres enormes do Ayatollah Khamenei e Mohammad Ahmedinejan são claramente visíveis do lado de fora.</p>
<p>A entrada nos fazia lembrar um parque temático: canteiros manicurados alinhados à ruazinhas de paralelepípedos. Diversas tendas com telhado de palha abrigavam mesas de piquenique e churrasqueiras. Uma pequena mesquita, com o exterior já finalizado, ainda estava em construção do lado de dentro.</p>
<p>O dia estava frio e os ventos, fortes. O parque estava vazio, se não fosse pela presença de dois jovens libaneses que vivem e trabalham na África Ocidental, atualmente passando férias em seu país de origem. Eles nos cumprimentaram calorosamente.</p>
<p>&#8220;Então quer dizer que o Irã ajudou a construir esse lugar,&#8221; eu perguntei a um deles. .</p>
<p>&#8220;Não,&#8221; ele sorriu. &#8220;Foi o Irã que construi tudo.&#8221;</p>
<p>Segundo o rapaz, famílias de todo o sul do Líbano vão para lá em finais-de-semana durante o verão. O parque ainda está finalizando a construção de um hotel, uma piscina e um terreno de paintball.</p>
<p>Ele nos levou a uma extremidade do terreno, onde as montanhas descem vertiginosamente.</p>
<p>&#8220;Olha aí os nossos vizinhos&#8221;, ele disse, apontando para o horizonte. De lá dava pra ver claramente a fronteira cercada e a cidade israelita Avivim, com bem mais árvores do que no lado libanês.</p>
<p>&#8220;E as pessoas aqui não tem medo de estarem tão próximas de Isarel?&#8221;,  eu o perguntei. Ele sorriu: &#8220;Nós aqui do sul não temos medo de nada.&#8221;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">I</span></p>
<p><strong>Aytarun e Aynata</strong></p>
<p>Nosso motorista nos levou de carro à Aytaroun, outra cidade fronteiriça sem nada que a distinguisse. &#8220;Aytaroun, nothing&#8221;, ele disse, com seu inglês quase inexistente.</p>
<p>Sem que a gente pedisse, ele nos levou à vizinha Aynata, onde um memorial aos combatentes do Hezbollah mortos foi construído.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2768" title="bintjbeil 15" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2767" title="bintjbeil 13" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2770" title="bintjbeil (1)" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Do lado de dentro, várias pedras de mármore foram esculpidas com escrituras árabes e o logo do Hezbollah. Em muitas delas, repousavam coroas de flores, fotos de soldados e cópias do Alcorão com capas de couro. Eu fui do lado de fora pra poder tirar uma foto do monumento e fui interceptado por um Ford SUV, guiado por um homem fortão de jaqueta de couro, óculos de sol e um Bluetooth na orelha. &#8220;Salaam aleykum,&#8221; ele me disse, sem muita convicção.</p>
<p>&#8220;Aleykum salaam,&#8221; eu respondi. &#8220;Ana min Brazil. Turisti. Afwan, ma behki arabi.&#8221; Eu sou brasileiro. Turista. Desculpe, eu não falo árabe&#8221;.</p>
<p>Ele sorriu: &#8220;Você sabe o que é isso,&#8221; ele perguntou em inglês. &#8220;É um monumento aos nossos mártires.&#8221; Ele desceu do carro, que ficou parado no meio da rua. &#8220;Venha, eu te mostro.&#8221; A passageira, uma mulher bem-vestida de véu, nos seguiu, sorrindo educadamente. Ele nos levou de volta pra dentro.</p>
<p>&#8220;Esses aqui são para o <em>populi</em>,&#8221; ele disse, apontado para os mármores do lado esquerdo. &#8220;Mães, irmãos e esposas.&#8221; Eu deduzi que ele se referia aos civis.&#8221;E esses aqui são para os mártires. Cada pedra homenagiea 14 soldados.&#8221; Quinze combatentes da sua cidade natal morreram em 2006, ele nos disse.</p>
<p>&#8220;Você é bem-vindo aqui,&#8221; ele disse. &#8220;Fotos aqui, ok. Mas do lado de fora, nada de fotos.&#8221; Eu concordei.</p>
<p><strong>O cemitério</strong></p>
<p>O taxista fez uma última parada antes de nos trazer de volta à Bint Jbeil: um cemitério. Pelas bandeiras e fotos era evidente que ele foi construído para os soldados do Hezbollah. O taxista nos conduziu pela fileira de túmulos, cada um decorado com um pequeno relicário de vidro.</p>
<p>Paramos na penúltima tumba, e o motorista nos apontou para a foto de um homem já maduro, segurando um AK-47. &#8220;Esse é o meu pai,&#8221; ele disse.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2769" title="bintjbeil 16" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p><strong>Quanto custa visitar o sul do Líbano a partir de Beirute:</strong></p>
<p>(para duas pessoas. $1 = 1,500 libras libanesas )</p>
<p>Shared taxi de Beirute a Tyre: 15,000 LBP</p>
<p>Taxi de Tyre a Bint Jbeil: 12,000 LBP</p>
<p>Taxi ida e volta para Maroun el Ras, Aytarun : 20,000 LBP</p>
<p>Taxi de Bint Jbeil a Tyre: 25,000 LBP</p>
<p>Micro-onibus de Tyre a Beirut: 10,000 LBP</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<item>
		<title>Por que você deve ir agora para o Líbano</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2011/01/2718/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 17:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>

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		<description><![CDATA[ Talvez nenhum dos países dentro do nosso roteiro tenha um talento tão pouco aproveitado para o turismo como o Líbano. Minha mãe, pai, amigos aventureiros, viajados ou cautelosos: independente da personalidade, acho que todos eles curtiriam demais esse país. 

E você também. Saiba porque.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2724" title="lebanon 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-5.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Talvez nenhum dos países dentro do nosso roteiro tenha um talento tão pouco aproveitado para o turismo como o Líbano. Minha mãe, pai, amigos aventureiros, viajados ou cautelosos: independente da personalidade, acho que todos eles curtiriam demais esse país. E você também. Saiba porque.</p>
<h3>É tudo pertinho</h3>
<p>O país inteiro é quatro vezes menor do que o estado do Rio de Janeiro. Você sai da capital, Beirute, moderninha, pseudo-européia e pretensiosa, e chega a Tripoli, pura jóia árabe, em pouco mais de uma hora. No caminho entre as duas, Byblos, com suas ruínas romanas e Batroun, com sua parede fenícia e limonada imbatível, são outros destinos incríveis. Raramente você precisa passar mais de uma hora num carro ou ônibus em cada trecho para conhecer todo o país.</p>
<h3>Viajar aqui é muito fácil</h3>
<p>Nada de reservas de passagens, terminais de ônibus, estações de trem: o sistema local funciona com vans e mini-ônibus que correm a estrada norte-sul do país. Todas as cidades interessantes ficam às margens dessa rodovia. Pare na beira da estrada e em menos de 3 minutos um deles vai passar em direção ao seu destino. Perfeito pra viagem seguir seu ritmo biológico: se tiver cansado, durma mais um pouquinho, se tiver energia, pule da cama mais cedo. Você nunca vai perder o ônibus.</p>
<h3>A lendária hospitalidade árabe</h3>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2719" title="lebanon 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-9.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Quando a gente já tinha se preparado para passar o Natal no quarto de hotel, recebemos o convite para passar a ceia com uma família, convidados por um rapaz que acabávamos de conhecer num vinhedo.</p>
<p>Mais de uma vez, ao se perder em algum lugar, ao invés de direções recebemos convites para entrar na casa de alguém e compartilhar chá e doces.</p>
<p>Há mais libaneses no Brasil (entre 6 e 7 milhões)  do que no Líbano (cerca de 4 milhões). Aqui, quase todo mundo tem um primo ou tio na terrinha. Garantia de amigos instantâneos.</p>
<p>E o assédio a turistas é quase inexistente, mesmo nos pontos de maior interesse.</p>
<h3>História, paisagens e cultura</h3>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2727" title="lebanon 8" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-8.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Se você curte história: algumas das cidades mais antigas do mundo, como Byblos e Sidon estão aqui. Em Baalbeck você pode visitar as maiores ruínas romanas fora da Itália. Vestígios da triste guerra civil, como prédios abandonados e metralhados estão a cada esquina de Beirute.</p>
<p>(Bônus: voce nao vai ter que dividir as ruínas com centenas de turistas como em<em> </em>Acrópole de Atenas).</p>
<p>Se você curte natureza, o país é um prato cheio, com seus 300 dias de sol por ano, a beleza do Mar Mediterrâneo, neve nas montanhas, cedros e trilhas.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2723" title="lebanon 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-4.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>E, com exceção de Beirute, o país é pouco ocidentalizado, apesar de grande parte da população falar inglês e francês. Você vai ser exposto à novas músicas, aromas e costumes bem únicos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2726" title="lebanon 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-7.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<h3>A comida</h3>
<p>Tabouleh, fattoush, hommos, shish tawouk, kafta, sfiha, kibe. Doces perfumados de água de rosas, recheados de nozes, pistache e amêndoas. Café turco, narguilé, vinho e arak. A comida libanesa, apesar de bastante familiar para os brasileiros, aqui é ainda mais deliciosa, variada e saudável.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2722" title="lebanon 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-3.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2721" title="lebanon 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-2.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<h3>O país é seguro?</h3>
<p>Como se sabe, a situação política do país é volátil. A fronteira com o Israel, no sul, é tensa e a viagem pra lá requer informação e cautela. Mas, principalmente em Beirute, a quantidade de obras é imensa, o que dá um certo indício da fé dos compradores e construtores na estabilidade e crescimento do país.</p>
<p>Mesmo assim, recomenda-se checar antes da sua viagem as últimas notícias dos jornais e pesquisar com viajantes que acabam de voltar sobre a situação atual.</p>
<p>Quanto à crime, os episódios de roubo ou violência são raríssimos. Vá sem medo.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2725" title="lebanon 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/12/lebanon-6.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
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		<title>Viagem espiritual: um ashram na Índia</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 18:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Sounds]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
		<category><![CDATA[emotions]]></category>
		<category><![CDATA[travel-tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Que tal passar suas férias levantando antes do sol nascer, sendo proibido de beber uma só gota de álcool,  ou passar as noites em boa companhia? 

Pois é por livre escolha que centenas de hóspedes vêm todos os anos ao Sivananda Yoga Vedanta Dhanwantari Ashram, na Índia, cumprir essas regras ao participar do Yoga Vacation, que dura duas semanas.

Quer saber como é a vida em um ashram? Clique aqui e ouça a reportagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal passar suas férias levantando antes do sol nascer, sendo proibido de beber uma só gota de álcool,  ou passar as noites em boa companhia? Pois é por livre escolha que centenas de hóspedes vêm todos os anos ao <a href="http://www.sivananda.org/neyyardam/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.sivananda.org/neyyardam/?referer=');"><em>Sivananda Yoga Vedanta Dhanwantari Ashram</em></a>, na Índia, cumprir essas regras ao participar do Yoga Vacation, que dura duas semanas.</p>
<p>Em novembro de 2010, eu passei 12 dias no ashram Sivananda em meio à alunos, curiosos, homens santos e devotos. Entre gente que foi embora depois de três dias (estadia mínima) ou que tinha a intenção de ficar três meses.</p>
<p>Quer saber como é a vida em um ashram? Ouça a reportagem.</p>

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		<title>(English) On Indian men holding hands in public</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 18:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>

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		<description><![CDATA[(English) Nothing like seeing two Indian men holding hands to show how homophobic Westerners really are.

or 

Nothing like seeing two Indian men holding hands to show how sexually repressed their society has become.

Which one is it? I think it's both. What's your say?]]></description>
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		<title>Todos estamos conectados: versão hindu</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 08:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
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		<category><![CDATA[travel-tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando uma mulher prestes a dar a luz não encontrou um leito disponível no hospital particular da região, sua família ligou para o Manu.

Quando o dono de uma mercearia foi pego ao vender maconha pros turistas – sem ter pago a devida propina aos policiais antes – ele chamou o Manu.

Advogado, dono de hotel e filho de políticos, Manu é o padroeiro informal de Varkala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR">Quando uma mulher prestes a dar a luz não encontrou um leito disponível no hospital particular da região, sua família ligou para o Manu.</p>
<p lang="pt-BR">Quando o dono de uma mercearia foi pego ao vender maconha pros turistas – sem ter pago a devida propina aos policiais antes – ele chamou o Manu.</p>
<p lang="pt-BR">Advogado, dono de hotel e filho de políticos, Manu é o padroeiro informal de Varkala.</p>
<p lang="pt-BR">Numa pequena cidade à beira mar no estado de Kerala, a polícia cumpre o seu papel de proteger. No caso, a proteção é pra quem paga o baksheesh (ou propina) em dia. Comerciante que tem mais, paga mais. Quem quiser vender álcool – e quem não quer numa cidade turística que atrai principalmente europeus? &#8211; deve pagar suas parcelas em dia, sob o risco de <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/11/varkala-boozy-skulduggery-in-paradise/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/11/varkala-boozy-skulduggery-in-paradise/?referer=');">perder o negócio</a>.</p>
<p lang="pt-BR">Ao caminhar com Manu pela rua principal de Varkala, é fácil perceber a sua influência. Todos o cumprimentam, alguns o puxam de lado para fazer pedidos, trocar cartões ou fazer confidências na língua local. Seu telefone toca sem parar: hora de ajudar um pobre motorista de moto-táxi, que foi preso por um delito mínimo e não tem dinheiro para contratar um advogado.</p>
<p lang="pt-BR">O hotel de Manu é novo, enfrenta concorrência de centenas de outros negócios e não aparece no guia Lonely Planet, a bíblia dos viajantes independentes. Mas mesmo assim, nesse momento o seu estabelecimento está operando em ocupação máxima.</p>
<p lang="pt-BR">Isso porque uma mão lava a outra: os motoristas de moto-táxi, ao receber turistas sem reservas na estação de trem, têm uma indicação na ponta da língua pra fazer. Os donos de restaurantes vizinhos, amigos e protegidos de Manu, também não hesitam ao recomendar o Golden Beach a quem pergunta.</p>
<p lang="pt-BR">E quando eu pedi que o Manu me dissesse onde ficava um determinado restaurante que me havia sido recomendado, ao invés de me entregar um mapinha xerocado,  ele me acompanhou até lá pessoalmente. Manu é amigo dos donos (claro), e minha refeição saiu&#8230; de graça. “Amigo do Manu é amigo nosso”, eu ouvi. “Volte amanhã”!</p>
<p lang="pt-BR">Todos estamos conectados. Essa é a famosa teoria da física quântica, dos adeptos de filosofia de auto-ajuda como “The Secret” e  várias correntes espirituais e religiosas, entre elas o hindu Vedanta.</p>
<p lang="pt-BR">Na Índia, isso é não é uma crença: é uma realidade. Sem conexões, você não abre um negócio, consegue licenças, contorna a sufocante burocracia indiana ou tira um visto (foi graças a nosso amigo indiano Harveen, amigo do cônsul, que conseguimos contornar uma regra que impede que não-residentes de Cingapura tirem um visto pra Índia por lá). E se fazer conexões fosse uma língua, o Manu seria fluente.</p>
<p lang="pt-BR">Também ajuda o fato de que o Golden Beach Resort em North Cliff – próximo à Black Beach &#8211; seja bem localizado, tenha quartos simples mas limpos e baratinhos (de $4 a $16 dólares, dependento da vista e da temporada) e vista pro mar. O Manu é porreta. Até eu tô recomendando.</p>
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
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