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	<title>Mojotrotters &#187; camping</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>De volta à infância em Fraser Island</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 04:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[adventure]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[coast]]></category>
		<category><![CDATA[drive]]></category>

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		<description><![CDATA[(English) When they can't be bothered with sound discipline, it's customary for parents to scare their children with fantastic lies.

In Brazil, for example, children are told that if they play with fire they will wet their beds, or that cockroaches will lick their mouths at night if they neglect to brush their teeth.

And there's the mammoth childhood lie, one that crosses many cultures and is so ridiculous that its survival is nothing less than a miracle: that a fat old man in the North Pole is monitoring every child and delivers obedience rewards on a sleigh pulled by flying reindeer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Safari&#8221; em Fraser Island</strong><br />
<strong>Custo:</strong> A partir de $230<br />
<strong>Dificuldade:</strong> Equivalente a um passeio de escola da 5a. série</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1544" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="fraser island" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-2.jpg" alt="fraser island" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Quando disciplinar as crianças começa a dar trabalho demais, os pais cansados recorrem ao velho hábito de assustarem seus filhos com mentirinhas fantásticas.</p>
<p>No Brasil, por exemplo, qualquer criança sabe que brincadeiras com fogo resultam em xixi na cama. Ou que criança que não escova os dentes antes de dormir arrisca acordar com uma barata lambendo sua boca (né, sogrinha?)</p>
<p>Sem esquecer a maior mentira de todas, comum à inúmeras culturas e tão ridícula que a sua perpetuação é um milagre: a de que um homem velho e gordo, que mora no Pólo Norte, está monitorando o comportamento de cada criança, recompensando aquelas que foram bem comportadas com presentes no fim do ano.</p>
<p>Para as crianças e suas mentes literais, essas absurdas mentiras provam-se incrivelmente eficazes, para a alegria dos pais e educadores.</p>
<p>Os operadores de turismo em Fraser Island conseguiram adaptar o sistema infantil com uma eficiência matadora, mesmo em adultos.</p>
<p>O método é simples: junte um grupo de oito jovens de vinte e poucos anos em busca de aventuras e mande-os para uma imensa ilha na costa de Queensland, a bordo de um caro jeep 4&#215;4. Deixe o grupo sozinho por três dias. Mas antes, encha as suas cabeças com tantos perigos e ameaças que ninguém vai nem sonhar em tentar se divertir por conta própria.</p>
<h2>As regras do jogo</h2>
<p>Um dia antes da viagem, você é obrigado a assistir um vídeo de uma hora que te alerta sobre os imensos perigos da condução na areia. Os mesmos perigos e alertas são repetidos em viva voz pela funcionária do albergue que organiza o passeio.</p>
<p>Um exemplo: se você dirigir próximo ao mar, a água salgada vai enferrujar a carroceira. Resultado: multa, de no mínimo $200, a ser dividida entre todos os passageiros.</p>
<p>Ou essa: se você fizer uma virada brusca na areia, o jeep vai capotar e todos os passageiros vão sofrer ferimentos graves.</p>
<p>Finalmente, o responsável pelo carro, após fazer um check-list dos equipamentos a bordo, completa a sessão terror com com recortes de jornais mostrando motorista inconsoláveis frente à morte dos seus companheiros de viagem.</p>
<p>Os grupos, de oito pessoas, são formados levando-se em conta não a sua possível compatibilidade, e sim de forma que cada time tenha motoristas qualificados em número suficiente. O que aumenta exponencialmente a chance de você cair num grupo onde uma ou mais pessoas sejam do tipo controladoras e caretas, eliminando qualquer possibilidade do grupo curtir momentos de descoberta e real aventura (valeu, Lucy).</p>
<div id="attachment_1543" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-3.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-1543 " style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="fraser dingo" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-3.jpg" alt="dingo" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Um dingo selvagem caminha de maneira ameaçadora em Fraser Island</p></div>
<h2>A viagem</h2>
<p>Uma pequena balsa leva os carros e os passageiros da terra firme à ilha. Apesar da sua superfície ser toda em areia, o que qualifica Fraser Island como a maior ilha de areia do mundo, do seu solo brotou milagrosamente uma frondosa floresta tropical. Quando a maré está alta, impedindo a passagem do jeep com segurança pela areia, você utiliza as estradas de terra (de areia, na verdade), no meio da ilha.   Também conhecido como &#8220;máquina de lavar&#8221;, o truculento passeio não é recomendado a turistas de ressaca.</p>
<p>Os viajantes levam consigo um itinerário detalhado, onde tudo é definido de antemão. Chegue ao lago às 14 horas. Saia às 15h30. Chegada no camping às 17h30.</p>
<p>Essas regras existem por uma boa causa: é necessário conhecer o horário de subida e descida das marés, que mudam diariamente as condições da &#8220;estrada&#8221;. Mas como é de praxe infantilizar os visitantes ao máximo, a exploração responsável e independente do local é estritamente proibida. E quem ousar sair do itinerário corre o risco de ser multado.</p>
<p>Apesar do regime militar, enforçado pelo déspota auto-eleito do grupo (ainda aí, Lucy?), a viagem é deliciosa. Dirigir na areia é emocionante e delicioso. Nas partes mais macias, o jeep derrapa para os lados, assustando motoristas e passageiros. As passagens de água doce para o mar provocam espirros espetaculares, se a o trajeto for feito com jeito.</p>
<p>Fraser Island têm vários lagos de água doce. Alguns têm água turquesa e areia incrivelmente branca, que de tão pura, pode ser usada para exfoliar a pele e polir os dentes. Outras, de água verde escura, próximas as dunas de areia dourada, nos fazem lembrar a costa do Rio Grande do Norte.</p>
<div id="attachment_1545" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-1.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-1545 " style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="fraser lake" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/05/fraser-1.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Bianca arrisca perder os membros e a vida descendo casualmente a duna de areia</p></div>
<h2>Caindo na real</h2>
<p>Já no segundo dia na ilha a maioria dos participantes se toca que dirigir na areia, se feito de maneira responsável, não é assim tão perigoso, e que não, os dingoes, espécie de cães selvagem que povoam a ilha, não estão a fim de te comer vivo.</p>
<p>Com um pouco de raciocínio, você percebe que não é possível escapar da água salgada ao dirigir na areia dura e molhada (que segundo os operadores, é melhor por oferecer mais tração).</p>
<p>Você também aprende que ao correr em disparada pelas dunas macias ao redor do Lago Wabee, o risco de você quebrar a espinha e sofrer com a invalidez até o fim dos seus dias é desprezível. Ou que o mar violento não vai te arrastar até as suas profundezas se você simplesmente caminhar com a água na altura do joelho.</p>
<p>E eu nunca ouvi falar de alguém que tenha sofrido uma parada cardio-respiratória ao ser queimado por uma água-via.</p>
<p>Mas ninguém quer arriscar.</p>
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		<title>Um dia na Campervan</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/03/portugues-um-dia-na-campervan/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 22:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[New Zealand]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
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		<description><![CDATA[As 8 da manhã, a claridade começa a entrar, preguiçosa feito a gente, pela janela. E após um sono de quase 10 horas, é tempo de acordar. Abrimos a cortina e verificamos se chove (quase nunca) ou se faz sol (quase sempre).

Da janela, podemos ver o mar, o gramado, o asfalto, os vizinhos ou a montanha. E decidir se o café vai ser tomado ali mesmo ou em um lugar mais bonito ou tranqüilo. Às vezes damos sorte e há um banheiro ali do lado. Outras vezes é preciso segurar a vontade por um tempo mais e escovar os dentes com água de caneca.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 class="mceTemp">
<dl id="attachment_1211" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1211" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="vannn 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/vannn-3.jpg" alt="vannn 3" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Camping informal em Wellington</strong></dd>
</dl>
</h5>
<p>As 8 da manhã, a claridade começa a entrar, preguiçosa feito a gente, pela janela. E após um sono de quase 10 horas, é tempo de acordar. Abrimos a cortina e verificamos se chove (quase nunca) ou se faz sol (quase sempre).</p>
<p>Da janela, podemos ver o mar, o gramado, o asfalto, os vizinhos ou a montanha. E decidir se o café vai ser tomado ali mesmo ou em um lugar mais bonito ou tranqüilo. Às vezes damos sorte e há um banheiro ali do lado. Outras vezes é preciso segurar a vontade por um tempo mais e escovar os dentes com água de caneca.</p>
<p>As tarefas se dividem sem que precisemos nos dizer nada: enquanto o Beto faz o café, eu arrumo a cama. Eu me arrumo, ele olha o mapa. Enquanto ele prepara as torradas, eu ponho a mesa. Que às vezes é nossa mesa mesmo. Mas que pode ser um banco de parque.</p>
<p>O café é feito em pouca quantidade, e as torradas são um pouco frias. Pra não dizer as noites. Mas as frutas são saborosas, a granola é fresca, os beijos são doces e o céu é nosso.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1210" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="vannn 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/vannn-2.jpg" alt="vannn 2" width="500" height="375" /></p>
<p>Não temos horários, prazos ou compromissos. Seguimos de manhã viajando pela estrada, ouvindo chorinho ou Bebel Gilberto, ou decidimos se vale a pena explorar a região um pouco mais. Às vezes seguimos nosso guia, outras vezes nos deixamos guiar pelas placas ou pelo vento.</p>
<p>Ele dirige. Eu dou idéias. Ele se orienta. Eu guio o Ipod. Vibramos com as ovelhas, com as montanhas, com o mar azul, com o pôr-do-sol. Provamos vinhos, fazemos trilhas, tomamos banhos de mar, conhecemos as cidades, tiramos fotos, comemos nozes, tiramos um cochilo. Às vezes conhecemos gente, em outras passamos o dia sozinhos. Procuramos um Café Internet e corremos pra fazer tudo o que é preciso ser feito.</p>
<p>E comemos. Churrasco, macarrão, sanduíche, sopa em lata, milho verde cozido. Barras de cereais, chocolate, queijo barato, chá com bolachas.</p>
<p>Às vezes assistimos Mad Men pelo computador, uma das poucas atividades que nos remete ao nosso cotidiano em Montréal. Outras vezes não é preciso: o sono vêm farto, e vêm rápido. Como trilha sonora, o barulho das ondas ou o apito do vento. Hora de dizer boa noite, meu amor.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1209" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="vannn 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/vannn-1.jpg" alt="vannn 1" width="500" height="375" /></p>
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		<title>Como acampar (quase) de graça na Nova Zelândia</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 05:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[New Zealand]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<description><![CDATA[No Brasil, a compra de um carro é todo um evento. Quem pode, compra zero, com cheirinho de novo e coisa e tal. Quem pode menos, compra zero, paga em 24 ou 72 prestações e leva os amigos pra uma voltinha no quarteirão com o som no talo. Quem pode menos ainda, compra um 92 com trio elétrico e passa os fins-de-semana encerando a carroceira.

Na Nova Zelândia, a compra de um carro é um ato quase tão banal como ir supermercado. Pegue, pague. Não tem DETRAN ou despachante. O processo de transferência de proprietários, despido de qualquer fila, pompa ou circunstância, leva 10 minutos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, a compra de um carro é todo um evento. Quem pode, compra zero, com cheirinho de novo e coisa e tal. Quem pode menos, compra zero, economiza nos opcionais, paga em 24 ou 72 prestações e leva os amigos pra uma voltinha no quarteirão com o som no talo. Quem pode menos ainda, compra um 92 com trio elétrico e, conforme a paixão, passa os fins-de-semana encerando a carroceira.</p>
<p>Na Nova Zelândia, a compra de um carro é um ato quase tão banal como ir supermercado. Pegue, pague. Não tem DETRAN ou despachante. O processo de transferência de proprietários, despido de qualquer fila, pompa ou circunstância, é feito numa agência de correios, custa menos de 10 dólares e leva 10 minutos.</p>
<p>Sem contar os preços baixos. A oferta abundante de carros importados japoneses, que aguentam firme muitos anos de estrada. O fluxo enorme de gente chegando e saindo. Para o viajante um pouco mais descolado, comprar um carro pra viajar no país e vendê-lo antes de partir é o canal. A não ser que você queira percorrer o país pegando carona, não há maneira mais econômica de viajar pela Nova Zelândia. E como o Beto já explicou <a href="http://mojotrotters.com/2010/03/buying-a-campervan-in-new-zealand/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/03/buying-a-campervan-in-new-zealand/?referer=');">nesse post</a>, não há maneira mais conveniente ou versátil de viajar aqui do que com o seu próprio veículo.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1112" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="van-flickr 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-1.jpg" alt="van-flickr 1" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A título de comparação, formos checar o custo do aluguel de uma campervan por 5 semanas, que é o período que pretendemos passar na Noza Zelândia. Uma facada: $3100 NZ dólares, ou $3800 reais. Praticamente o preço que pagamos pelo <a href="http://mojotrotters.com/2010/03/meet-edgar/" target="_self" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/03/meet-edgar/?referer=');">Edgar</a>. E que pretendemos recuperar totalmente antes de tomar o avião pra Austrália. Claro que o motor sempre pode fundir na nossa mão. Ou a gente pode ter que ficar mais tempo aqui do que o planejado para conseguir vender o veículo.</p>
<p>Mas estamos, afinal de contas, no país dos esportes radicais, e resolvemos que correr riscos é parte integrante da experiência cultural.</p>
<p>Você pode comprar um carro comum e dormir em albergues, alojamentos ou numa barraca todas as noites. Ou você pode fazer com a gente e comprar uma campervan, que nada mais é do que uma van transformada em mini-trailer. Completa, com cama, cozinha, vara de pescar e o escambau, você fica livre do restaurante e das diárias de hotel. Com o bônus de poder dormir e fazer sua refeições com uma vista diferente todos os dias, dar um apelido engraçadinho pro carro e, se for criança nascida nos anos 80 como nós, realizar a sua fantasia de ser hippie por um mês.</p>
<p>Só tem um pegadinha: pelo menos no Norte do país é proibido acampar em áreas públicas (reza a lenda que no Sul é bem mais tranquilo). O viajante teria que se restringir a campings pagos. Claro que de vez em quando a gente fica feliz de pagar por um chuveiro quente e uma cozinha limpinha pra lavar a louça. Mas não todas as noites: queremos dormir em frente às colinas, ter como vista o mar azul, brincar de intrépidos exploradores, não ter nenhuma luz à vista para dormir em meio às estrelas.</p>
<p>Além disso, somos brasileiros,  não desistimos nunca e fazemos questão de economizar um tutu, que pretendemos reinvestir muito em breve no mercado de esportes radicais. Confira nossas dicas pra driblar o sistema:</p>
<h2>1- Perca o medo de ser pego</h2>
<p>Essa talvez seja a dica fundamental. E talvez a dica mais fácil de se sugerir e mais difícil de aplicar. Ontem tivemos que ir a Auckland resolver uns pepinos e, pra economizar hotel, decidimos dormir estacionados numa rua de um bairro tranquilo, em plena cidade. Eu, como boa brasileira, fiquei meio aflita temendo os malandros batendo no nosso vidro com um 3 oitão no meio da madrugada. O Beto, como bom semi-gringo, ficou meio aflito pensando nos vizinhos ligando pra polícia. Mas Auckland é mais tranquilo que igreja em sábado de Carnaval e saímos dessa sãs e salvos. Na dúvida, peça que um local (não muito careta) te indique um lugar.</p>
<h2>2 &#8211; Se parar em lugar proibido, saia cedo</h2>
<p>Uma noite encontramos um terreno baldio, atrás de uns pinheiros altos, sem placas pra cortar nosso barato, sem casas por perto. Resolvemos chamar o terreno de nosso lar. Mas, lembra?, no Norte da Nova Zelândia é proibido acampar em locais públicos. Dito e feito: pela manhã, enquanto comíamos torradas, veio o fiscal do &#8220;bairro&#8221; e nos lembrou delicadamente do nosso delito. Não fomos multados, mas aprendemos a lição: se for fazer coisa errada, faça direito. Saia cedo, e de fininho, enquanto o fiscal ainda estiver dormindo.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1113" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="van-flickr 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-2.jpg" alt="van-flickr 2" width="500" height="375" /></a></p>
<h2>3 &#8211; Use os acampamentos do DOC</h2>
<p>Além dos campings comerciais, o DOC &#8211; Department of Conservation &#8211; opera cerca de 120 terrenos de camping espalhados na Nova Zelândia, quase sempre em lugares lindos e isolados. Eles ficam situados em reservas, parques nacionais, florestas ou parques marítimos. As instalações desses campings são bem simples: no máximo, torneira de água fria, banheiros e buraco para fogueira.</p>
<p>Além de você estar num local privilegiado, a diária é bem econômica, na faixa dos NZ$9 dólares por pessoa.</p>
<p>E detalhe: você deixa o pagamento em uma espécie de cofrinho &#8211; chamado &#8220;caixa de honestidade&#8221; -  na entrada do estabelecimento. Geralmente, não tem ninguém pra checar quem paga, quem entra ou sai. Peça para seu anjinho e seu diabinho tirarem um par ou ímpar.</p>
<h2>4- Dica muito malandra e não endossada pelos Mojos</h2>
<p>Nos campings privados você paga cerca de NZ$18 dólares por pessoa, por noite. Muito dinheiro por um pedacinho de grama todo niveladinho e desprovido de qualquer senso de aventura, não é?</p>
<p>Mas olha só: após as 20hs, geralmente o escritório do camping fecha e só abre de novo lá pelas 8 da manhã. Já o terreno do camping permanece aberto para entradas ou saídas de carros. Ou seja: você tem uma janela de 12 horas de &#8220;boca livre&#8221;. Mas não faça isso, é muito feio.</p>
<h2>5 &#8211; Compre um chuveiro solar e use banheiros públicos</h2>
<p>O maior inconveniente de se acampar em locais não designados para isso é lidar com a falta de água e de banheiro. Mas você pode diminuir o desconforto comprando um chuveiro solar, que transforma a luz do sol em água morna e que te permite tomar um banho até que razoável no fim do dia. Há banheiros públicos nas praias, nos postos de gasolina, nos restaurantes de estrada. E mantenha sempre um bom estoque de água no carro para poder cozinhar e lavar a louça.</p>
<p><strong>Adendo intraduzível:</strong></p>
<h2>6 &#8211; If this van is rocking, don&#8217;t come a-knocking</h2>
<p>Just don&#8217;t.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1114" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="van-flickr 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/van-flickr-3.jpg" alt="van-flickr 3" width="500" height="667" /></a></p>
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