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	<title>Mojotrotters &#187; culture shock</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>Desarmados pela hospitalidade síria</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 19:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.

“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.

Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2798" title="simpatico" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.</p>
<p>“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.</p>
<p>Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”</p>
<p>A hospitalidade na Síria é sagrada. É código de honra, que corre na veia dos seus habitantes há gerações. A morada tradicional síria, das mais simples aos palácios reais, tem uma sala dedicado aos visitantes. O cômodo é decorado com a melhor mobília da casa e a sua porta fica destrancada. Segundo a tradição, qualquer um que estivesse de passagem poderia entrar e se hospedar, por um dia ou um ano. E, historicamente, apenas no terceiro dia de estadia é que o viajante precisaria dizer seu nome e porque veio.</p>
<p>É difícil passar um dia na Síria sem ser desarmado pela generosidade do seu povo. Logo no nosso primeiro dia no país, encontramos por acaso na rua Aesha, uma garota que havíamos conhecido brevemente num ônibus na cidade de Beirute, no Líbano. “So luck! So luck see you”, ela nos disse, com a expressão e abraço de quem encontra um amigo que não vê há anos.</p>
<p>Misturando mímica e vocabulário do inglês Básico 1 andamos pelas ruas movimentadas da cidade, com a Aesha me segurando pelos braços e se oferecendo para pagar, apesar dos nossos protestos, nozes e pizzas árabes. “You my visit, my guest, I pay for you, please!”</p>
<p>Nós não fizemos muita onda, já que tudo era bem baratinho. Horas mais tarde, fomos a um restaurante. Apesar de Esha não ter comido ou bebido nada além de água, ela foi com a carteira na mão em direção ao caixa. Sem jeito de deixar uma estudante de 22 anos pagar por uma conta razoavelmente alta para os padrões locais, o Beto correu atrás dela.</p>
<p>“No no no no no, you don&#8217;t have to pay, plese, you student, no need”, pediu o Beto.</p>
<p>“Yes, yes please, please, my pleasure, please”, respondia a Aesha.</p>
<p>Por longos e constrangedores minutos, com pequenas variações no vocabulários e os gestos cada vez mais expansivos das duas partes, o diálogo prosseguiu. Esha finalmente desistiu quando o dono do restaurante a confiou, com a fisionomia resignada, algo em árabe. “Eles são americanos, eles são assim”, foi o que a gente pescou do diálogo.</p>
<p>Estar num país onde as lojas são decoradas com fontes em formato de bule de café, derramando o líquido continuamente, simbolizando a generosidade, nos faz pensar sobre as nossas atitudes no ocidente. Onde a gente come sozinho em frente ao computador, ou se sente meio ofendido se a visita não traz uma garrafa de vinho ao jantar. Onde geralmente cada um paga exatamente o que consumiu no restaurante. Falta de grana, você diz? Pois o poder aquisitivo dos sírios é muito menor do que o nosso.</p>
<p>Wajdi, nosso anfitrião em Damasco, passava quase todos os dias em jejum. “Eu não gosto de comer sozinho, prefiro esperar a noite chegar pra comer com vocês. Refeição é algo que se compartilha”, ele dizia, noite após noite, seja num restaurante incrível ou em casa, com um pacote de comida farta e quentinha nas mãos. Que ele fazia questão de nos pagar. E que a gente, ocidental demais, tinha uma dificuldade enorme em aceitar.</p>
<p><strong>Post Scriptum: </strong>esse texto foi publicado em um Internet Café muito especial, na cidade de Homs. Ao sentar, sem que pedíssemos nada, recebemos para nossa surpresa uma cerveja do atendente. “Welcome”, ele disse, palavra que aliás ouvimos várias vezes por dia, até de quem não fala inglês. Quando fomos pagar a conta &#8211; um total combinado de 6 horas de Internet, um scanner e várias impressões &#8211; fomos surpreendidos outra vez.</p>
<p>“How much”, we asked.</p>
<p>“No sir, it&#8217;s free”, respondeu o atendente.</p>
<p>“Free? No possible, free! 6 hours Internet, printing, scan, no free!” protestamos.</p>
<p>“Yes, sir. Today, first day business. Thank you, thank you very much, please welcome”, ele nos disse, entregando um cartão da loja.</p>
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		<title>Pra não dizer que eu não falei das flores</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 21:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Images]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
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		<category><![CDATA[culture shock]]></category>
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		<description><![CDATA[Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR">Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.</p>
<p lang="pt-BR">Mas os vendedores pedem pra posar pras fotos, te oferecem flores incrivelmente perfumadas e fazem arranjos com habilidade. Flores que servem para enfeitar o cabelo das mulheres ou para serem oferecidas aos deuses. E a experiência aos pouquinhos se transforma.</p>
<p lang="pt-BR">O pequeno mercado de Madurai é feito o resto da Índia: bolsos de beleza em meio ao caos, um lugar feio mas surpreendentemente fotogênico. É só saber <em>olhar</em>.</p>
<p lang="pt-BR">Fique aqui com a galeria de fotos desse passeio. Para avançar, é só clicar na seta no canto inferior direito.</p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">
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		<title>Filosofando sobre arrotos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 06:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando a gente viaja, descobrimos que nem sempre nosso jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.

Tudo isso é muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha de boas maneiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2539" title="haikus-2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Quando a gente viaja, descobrimos  que nem sempre nosso  jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre  tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas  necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.</p>
<p>Tudo isso é  muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado  que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha  de boas maneiras.</p>
<p lang="pt-BR">É só eu ver um cara reunindo  aquela catarrada sonora na garganta, antes de arremessar tudo com gosto  na calçada, e eu tenho vontade de ir lá bater um papo com ele sobre  hábitos de boa higiene.</p>
<p lang="pt-BR">É eu sentir uma mulher me  empurrando loucamente pra tentar pegar meu lugar na fila, e meu instinto  é mandar um “ô minha filha, não tá vendo que eu cheguei antes não”?</p>
<p>E ao ser encarada, ao andar na rua ou sentar um restaurante ? Eu grito por dentro um “perdeu alguma coisa aqui, foi?”</p>
<p lang="pt-BR">A  Archana, uma indiana dançarina super graciosa que eu conheci me contou  que ao passar uma temporada estudando na França ela ficou  hor-ro-ri-za-da ao ver seu colega de classe russo assoar o nariz na  classe. E que o russo, por sua vez, achou a Archana nojentona quando ela  deu um sonoro arroto depois do almoço.</p>
<p>Como é difícil aceitar  nossas mútuas diferenças culturais. Como é duro olhar para outros  hábitos com olhos de curiosidade antropológica. No meu caso, pega forte  tudo o que involve fluídos e sons naturais. Eu passo os dias a julgar,  condenar e criticar intimamente cada um desses gestos. E isso cansa.</p>
<p lang="pt-BR">O  detalhe é que a estrangeira aqui sou eu. Eu sou a visita, que  naturalmente, não está em posição de criticar os hábitos e a cultura  compartilhada por mais de um bilhão de anfitriões.</p>
<p lang="pt-BR">Mesmo  porque eu, por ignorância ou esquecimento, também já fiz coisas que por  aqui são consideradas rudes. Mas jamais recebi lição de moral de  indiano algum ao, por exemplo, comer com a mão esquerda &#8211; mão que  deveria ser reservada para a higiene, e nunca para levar comida à boca.</p>
<p lang="pt-BR">Não, nunca recebi nem sermão ou olhar torto. Os indianos são delicados demais pra fazer isso.</p>
<p>Lembro  com graça de que ao fazer intercâmbio para os Estados Unidos, aos 15  anos, fui avisada com apostila e tudo que os hábitos, alimentação e  clima diferentes no novo país poderiam provocar uma série de sintomas,  como letargia, irritação, sonolência e outras mazelas, e que a isso  chamamos choque cultural.</p>
<p lang="en-US">A-hã. O país dos Nikes, McDonald&#8217;s, do Kleenex e da Madonna. Aqueles bárbaros!</p>
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		<title>Vivendo a mil por hora em Cingapura</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/11/portugues-vivendo-a-mil-por-hora-em-cingapura/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 23:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Singapore]]></category>
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		<category><![CDATA[culture shock]]></category>
		<category><![CDATA[people]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda inconveniência de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4153/5126338386_df842412d1.jpg" alt="DNA bridge" width="500" height="332" /></p>
<p><p lang="pt-BR">Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda <em>inconveniência</em> de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.</p>
<p lang="pt-BR">Dentro de um elevador, no centro da cidade, uma mini televisão de plasma exibe os noticiários internacionais. Quem disse que todas aqueles segundos gastos entre o térreo e o 12o. andar também não podem ser produtivos?</p>
<p lang="pt-BR">Em Cingapura, a eficiência é a lei.</p>
<p lang="pt-BR">Outros pequenos exemplos: ao fazer a baldeação no metrô para trocar de linha, você não precisa subir ou descer escadas e atravessar grandes corredores. Os trens de linhas opostas são instalados frente a frente. Alguns passos bastam.</p>
<p lang="pt-BR">No zoológico – por sinal o mais bem-feito que eu já vi – os animais são alimentados em horários que seguem uma sequência lógica. Os tigres brancos comem às 14h30, e os gorilas, seus vizinhos, às 14h45. Tudo para que você possa ver todos os bichos almoçarem sem ter que ziguezaguear pelo parque. Se quiser otimizar ainda mais o seu tempo, carrinhos elétricos na entrada estão disponíveis para aluguel.</p>
<p lang="pt-BR">Tanta eficácia e praticidade – fantásticas pra que vem a Cingapura a turismo – são na verdade sintomas de uma epidemia: a síndrome da correria.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1082/5125747229_8f18081e29.jpg" alt="Afternoon jogger" width="500" height="375" /></p>
<p lang="pt-BR">Veja a cena: o domingo estava ensolarado. Eu, o Beto e nosso querido anfitrião  Harveen iríamos passar o dia na ilha Pulau Ubin curtindo a natureza, fazendo passeio de bicicleta e tomando água de côco. Um dia tranquilo, certo? Não para o Harveen, que ao ver que o trem já estava na estação partiu em disparada pelo corredor, e a gente atrás tentando alcançar, correndo escada rolante abaixo pra gente não perder o trem. Trens esses que passam a cada 3 ou 4 minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Ao chegar na balsa, nos disseram que a gente teria que esperar o barco, de 10 pessoas, ficar cheio antes de zarpar. O Harveen levantava, sentava,  visivelmente tomado pela agonia de quem se sente impotente, se desculpando efusivamente pra gente pela demora de menos de 10 minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Detalhe:  Ninguém nos esperava, estávamos sentados olhando para a água e tínhamos o dia inteiro pela frente.</p>
<p lang="pt-BR">E esse está longe de ser um caso isolado ou o comportamento de um cara meio inquieto. Em Cingapura, todos parecem andar rápido. O Blackberry sempre a tiracolo é consultado e usado para responder e-mails  mesmo em jantares finos, durante conversas animadas entre amigos às 23hs numa sexta-feira. Para não ter que enfrentar a espera do táxi, tem gente que fura a fila andando alguns metros e pescando sorrateiramente o táxi que se dirigia à fila. Perde-se em civilidade, mas ganham-se preciosos minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Em 8 meses de viagem nunca tivemos a agenda tão cheia. Pulávamos de encontros a compromisso a passeios a almoços e a jantares. Nosso roteiro era diariamente orquestrado e agendado pelo nosso anfitrião e a sua turma de amigos, que não podiam conceber que a gente pudesse vagar sem rumo, passear sem propósito. Os bate-papos, apesar de relaxados e bastante interessantes, eram geralmente sobre temas como política, economia, imigração, história, tecnologia. Nada de gastar o verbo por horas a fio com piadas ou papinho besta.</p>
<p lang="pt-BR">“Quanto tempo vocês vão passar no museu?”, nos perguntavam. Para a gente, acostumados com a total liberdade há tantos meses, o conceito de decidir quanto tempo a gente iria dedicar a uma passeio era esdrúxulo.</p>
<p lang="pt-BR">Para eles, é um modo de vida. Não há tempo a perder.</p></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os turistas indianos são tão cafonas como os nossos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2010 00:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<category><![CDATA[culture shock]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu vi que os turistas indianos são tão patetas como os nossos, eu comecei a curtir mais a Índia.

Aqui também há um mercado efervescente de turismo interno. Os indianos podem ser encontrados comendo em restaurantes medíocres, caros, mas com vista pro mar. Eles compram bugigangas bregas feitas de conchas ou plástico chinês como lembrancinhas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/tourists.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/tourists.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2448" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="indian tourists" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/tourists.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<p>Quando eu vi que os turistas indianos são tão patetas como os nossos, eu comecei a curtir mais a Índia.</p>
<p>Aqui também há um mercado efervescente de turismo interno. Os indianos podem ser encontrados comendo em restaurantes medíocres, caros, mas com vista pro mar. Eles compram bugigangas bregas feitas de conchas ou plástico chinês como lembrancinhas.</p>
<p>E eles seguram o pôr-do-sol nas mãos ou beliscam o topo de um palácio para fotos engraçadinhas. Que nem a gente.</p>
<p>Isso me fez começar a gostar mais da Índia, desmistificando um povo frustrantemente estrangeiro. Desde que eu cheguei no país (no estado de Tamil Nadu), eu ainda não consegui ver algo além do choque cultural. Vi um país onde o comportamento e interação entre as pessoas é visivelmente diferente dos outros países que visitei.</p>
<p>E era tudo tão alienígena que me faltava vontade de começar a tentar entender essa gente.</p>
<p>Eu vi uma sociedade que decidiu coletivamente fazer suas cidades se parecerem com depósitos de lixo. E isso é compreensível em lugares extremamente subdesenvolvidos, como algumas regiões na África ou em Papua Nova Guiné.</p>
<p>Mas nesses lugares a organização social em larga escala ainda é algo relativamente novo. Países onde tribos distintas entre si foram juntadas à força para formar uma nação.</p>
<p>Os indianos, por outro lado, têm uma sociedade organizada há séculos. Eles são nada menos do que o mercado livre democrático em maior crescimento no mundo.Será que isso é o melhor que eles conseguem fazer, eu me perguntava.</p>
<p>Ter visto os turistas indianos numa cidade turística foi como ter achado a peça do quebra-cabeça fundamental para entrar no espírito do povo daqui. Foi a passagem para uma coisa incrível que acontece quando se viajar por muito tempo: paramos de admirar as diferenças entre os povos para nos maravilhar com as semelhanças.</p>
<p>Ei, eles não são tão estranhos assim, eu finalmente pensei.</p>
<p>E ainda há um bônus: as cidades turísticas na Índia foram em sua maioria construídas tendo em vista os indianos. Em Mahabalipuram e em Manniyakuram, por exemplo, as placas estão quase todas escritas em Tamil, com uma ocasional tradução em hindi para os &#8220;estrangeiros&#8221;.</p>
<p>Ou seja: ainda posso me sentir como o intrépido viajante, apesar de ser o clássico turista de câmera na mão e camisa florida no corpo.</p>
<p>Outra razão pra gostar ainda mais da Índia.</p>
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		<title>Dez coisas que eu aprendi no Camboja</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/10/ten-things-i-learned-from-cambodia/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 19:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<description><![CDATA[
1. Uma moto pode carregar tranquilamente  uma família de cinco pessoas.
2. O papel da polícia não é proteger seus cidadãos, e sim aqueles que pagam mais.
Por quê? Propinas fazem parte da cultura do Camboja há muito tempo. Sabe-se que a polícia e os militares já sequestraram e ameaçaram cidadãos honestos em troca de dinheiro.
3. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2439" title="cambod 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p><strong>1. </strong>Uma moto pode carregar tranquilamente  uma família de cinco pessoas.</p>
<p><strong>2.</strong> O papel da polícia não é proteger seus cidadãos, e sim aqueles que pagam mais.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Propinas fazem parte da cultura do Camboja há muito tempo. Sabe-se que a polícia e os militares já sequestraram e ameaçaram cidadãos honestos em troca de dinheiro.</p></blockquote>
<p><strong>3.</strong> O <em>sompeah </em> &#8211; ato de juntar as mãos em prece – é o jeito mais gracioso e digno de se cumprimentar alguém.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2442" title="cambod 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-4.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>4. </strong>Falar mais devagar não vai fazer com que um cambojano aprenda a ler um mapa.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> O conceito de educação grátis e obrigatória não existe no Camboja. Os pais precisam pagar pela escola dos filhos. A maioria da população é pobre e, portanto, pouco escolarizada. Pode parecer estranho que um cambojano não saiba ler um mapa, mas pouca  gente foi treinada nesse tipo de raciocínio abstrato.</p></blockquote>
<p><strong>5.</strong> Se você estiver caminhando no mato e ouvir um clique, não se mexa. Peça ajuda. Talvez você dê sorte e só perca um pé.</p>
<p style="padding-left: 30px;">
<p><strong>6.</strong> Sorria durante qualquer discussão, por mais acalorada que ela seja.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Faz parte da cultura do sudeste asiático esconder suas emoções sob uma máscara zen. No Camboja esse conceito é levado muito a sério. Ninguém ousa perder a calma, o que equivale a perder moral e, junto com ele, status social.</p></blockquote>
<p><strong>7. </strong>A vingança é um prato que se serve  após vários anos de ódio em ebulição.</p>
<p><strong>Por quê?</strong> Um trecho do livro <a href="http://www.goodreads.com/book/show/386580.Survival_in_the_Killing_Fields" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.goodreads.com/book/show/386580.Survival_in_the_Killing_Fields?referer=');">Survival in the Killing Fields</a>, que relata as memórias apavorantes do sobrevivente  Haing Ngor (em tradução livre):</p>
<blockquote><p><em> Kum é uma palavra na língua khmer que descreve um tipo de vingança tipicamente cambojano – para ser mais preciso, é uma desavença antiga que acaba numa vingança muito mais destrutiva do que o dano original. Se eu te der um soco você esperar cinco anos pra me dar um tiro pelas costas numa noite escura, isso é o kum&#8230; é uma infecção que cresce na alma do nosso povo.</em></p></blockquote>
<blockquote><p>Acredita-se que o Khmer Rouge transformou simples camponeses em frios assassinos estimulando seu kum contra a elite urbana, que havia sido &#8220;corrompida&#8221; pelo ocidente imperialista. Sobreviventes do genocídio apelidaram esses brutais comunistas de kum-monuss: o povo da vingança.</p></blockquote>
<p><strong>8.</strong> Se você quiser dar umas porradas em alguém, você deve insultá-lo publicamente primeiro. Senão, você vai ser visto como um troglodita.</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Ngor foi preso e torturado três vezes porque um de seus colegas disse ao Khmer Rouge que Ngor era um médico – e durante o regime sangrento, qualquer pessoa escolarizada era alvo de execução.</p>
<p>Mas antes de se vingar do seu delator, Ngor teve que declarar guerra em público. É assim que se briga no Camboja.</p></blockquote>
<p><strong>9. </strong>Ter sido invadido por vários países ao longo dos séculos resultou numa culinária boa pra cacilda.</p>
<p><strong>10.</strong> &#8220;Não&#8221; só quer dizer &#8220;não&#8221; se for dito em Khmer</p>
<blockquote><p><strong>Por quê?</strong> Os vendedores de rua, em sua maioria crianças, são muito insistentes. Você pode dizer &#8220;no&#8221; cinco ou mais vezes e eles ainda vão querer continuar te vender pulserinhas, livros, souvenires ou massagens. Mas diga &#8220;aw te, aw kun&#8221; ou simplesmente &#8220;te!&#8221;e sua negativa vai ser aceita bem mais rápido.Talvez essa frase os lembre dos seus pais dando bronca (e não mais um turista branco e <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/08/when-beggars-say-what-they-think/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/08/when-beggars-say-what-they-think/?referer=');">pão-duro</a>)?</p></blockquote>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2440" title="cambod 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/cambod-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Índia tá se lixando pras sinopses</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/10/india-defies-synopsys/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 17:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
		<category><![CDATA[culture shock]]></category>
		<category><![CDATA[emotions]]></category>
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		<description><![CDATA[Seja o que for que você afirme sobre a Índia, o oposto também será verdadeiro.

Isso torna a tarefa de escrever sobre o país bastante complicada. Mas, de acordo com a minha própria lógica, isso faz com que escrever sobre o país seja muito fácil.

E, sim, há muito há ser dito sobre o país após apenas alguns dias aqui. O problema é que encontro pouca coisa a dizer que fuja dos clichês. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2392" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="india 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Seja o que for que você afirme sobre a Índia, o oposto também será verdadeiro.</p>
<p>Isso torna a tarefa de escrever sobre o país bastante complicada. Mas, de acordo com a minha própria lógica, isso faz com que escrever sobre o país seja muito fácil.</p>
<p>E, sim, há muito há ser dito sobre o país após apenas alguns dias aqui. O problema é que encontro pouca coisa a dizer que fuja dos clichês. </p>
<p>Dizer que a Índia é uma terra de contrastes não só é batido como pouco informativo.</p>
<p>Qualquer um pode ver a discrepância gritante entre as realidades vizinhas: na terra do Buddha e Gandhi ainda reina um um inclemente sistema de castas. Você passa na frente de uma fétida favela onde crianças fazem suas necessidades na calçada para entrar num cinema com banheiros design e comida entregue no seu assento.</p>
<p>Você pode ver homens tomando banho de mar em cuecas minúsculas. Mas esses mesmos homens jamais usariam shorts nas ruas, sob o risco de parecer mal vestidos. As casas aqui são limpas, enquanto as ruas são imundas. O esgoto a céu aberto ataca as suas narinas e o cheiro de incenso as reconfortam.   </p>
<h5 class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_2391" class="wp-caption aligncenter" style="width: 318px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-1.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2391" title="india 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/india-1-374x499.jpg" alt="" width="308" height="410" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Ele não usaria shorts nem morto.</strong></dd>
</dl>
</h5>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Mas tudo isso não ajuda muito a entender o país. Muita gente sabe o que é a Índia. Mas quem consegue explicar o porquê da Índia.</p>
<p>E tentar explicar a Índia é um feito, já que &#8220;Índia&#8221; é uma entidade geopolítica, uma grande mistureba de etnias, línguas e costumes. Um cozinheiro hindu em Tamil Nadu tem pouco em comum com um banqueiro cristão em Calcutá, que por sua vez é diferente demais de um motorista de moto-táxi muçulmano em Rajastão.</p>
<p>Mas como o oposto disso também é verdadeiro, esses três personagem também têm muito em comum. </p>
<p>O país é grande demais, as tradições muito fluídas, e as mitologias são tão permanentes que fazer um resumo não só é quase impossível, como necessariamente será reducionista. </p>
<p>Eu tenho dois meses pela frente nesta terra. Se no final, eu for capaz de entender apenas uma fração, eu vou considerar um grande feito.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como ser bela no Vietnã</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/10/portugues-como-ser-bela-no-vietna/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 11:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vietnam]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[culture shock]]></category>
		<category><![CDATA[emotions]]></category>
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		<description><![CDATA[No Vietnã, mulher não está se matando pra ser magra. Porque na grande maioria das vezes elegantes elas já são.

Ser bela aqui é ter a pele clara. Quer elogiar uma mulher vietnamita? Então mande essa: “Você tem a pele tão branca”! Provavelmente, ela vai ficar vermelha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-1.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2344" title="brancas 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No Vietnã, mulher não está se matando pra ser magra. Porque na grande maioria das vezes elegantes elas já são.</p>
<p>Ser bela aqui é ter a pele clara. Quer elogiar uma mulher vietnamita? Então mande essa: “Você tem a pele tão branca”! Provavelmente, ela vai ficar vermelha.</p>
<p>A publicidade aqui também cumpre seu lamentável papel de reforçar padrões de beleza fora do alcance da mulher comum. Quem estrela os comerciais e ilustra as capas de revistas são modelos impossivelmente brancas para os padrões locais. Aí é só empurrar cremes, desodorantes, hidratantes e até sabonetes que clareiam a pele. Numa visitinha à farmácia é difícil achar um produto cosmético que não contenha agentes clareadores na sua fórmula. Nas clínicas de estética o tratamento mais popular é o clareamento da pele. Veja esse comercial veiculado na televisão vietnamita em 2009:</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R3fbFZbSm_U?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/R3fbFZbSm_U?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Uma das explicações dessa obsessão pela brancura é que grande parte da Ásia ainda vive no sistema agrário. Ser branca, portanto, é um indício que você não é apenas uma camponesa que trabalha numa plantação de arroz. (A propósito, há uma moda entre os homens de deixar a unha do mindinho bem comprida. Tradução: eu não preciso pegar na enxada).</p>
<p>Também é possível que o gosto pela pele branca seja uma tentativa de se aproximar da estética ocidental. Mesmo se, no nosso caso, dá mais status ter a pele morena, o que pra nós tanto é sinônimo de saúde e sensualidade como sinal que você tem grana pra ir pra praia.</p>
<p>Mas o sol do Vietnã é implacável e brilha o ano inteiro. Mesmo morando nas cidades, não há como escapar. Eu tento me por no lugar delas e cheguei a uma aproximação: Imaginem, mulheres, que no céu há um contêiner gigante de calorias engordativas prontas a serem metabolizadas e transformadas em gordura em celulite ao menor contato com o astro-rei. O que você faria?</p>
<p>Além de usar e abusar desses produtos de beleza que são na melhor das hipóteses ineficientes e, na pior delas, cancerígenos e causadores de manchas, elas se cobrem. Enquanto houver luz natural lá fora, mulher vietnamita que se preza não sai de casa sem máscara de rosto, chapéu cônico (ou capacete pra moto, modo de transporte nacional preferido) e mangas compridas ou  luvas.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2345" title="brancas 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>É difícil encontrar duas mulheres com a mesma estampa de máscara. Há toda uma indústria que nasceu para servir essa obsessão nacional. Os capacetes também são sempre diferentes e divertidos, com estampas piratas de marcas famosas, formato de boné ou chapéu de aba, cores femininas, delicadas ou gritantes.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-7.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2350" title="brancas 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-7.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-6.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2349" title="brancas 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-6.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mas não há estampa de Hello Kitty que me faça esquecer do sofrimento a que essas mulheres se submetem. No Vietnã faz calor demais e a humidade atmosférica é alta. Eu tinha dificuldade de aguentar a temperatura usando camiseta regata e bermuda. Eu já experimentei uma dessas máscaras: a respiração condensa, é difícil respirar, o calor sufoca. A máscara esconde o que a gente tem de mais único, a expressão do rosto e o sorriso.</p>
<p>Sem falar no sofrimento psíquico, talvez o mais importante. Esses milhões de mulheres de pele amarelada ou oliva, que ou já são ou talvez nunca serão tão brancas como uma mulher ocidental, nessa batalha diária e perdida contra a própria cor de pele.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/moto.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/moto.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2366" title="moto" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/moto-374x499.jpg" alt="" width="374" height="499" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/brancas-3.jpg?referer=');"></p>
<p></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em Cingapura, é a comida que te consome</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/10/in-singapore-food-consumes-you/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 10:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Singapore]]></category>
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		<description><![CDATA[Recusar comida em Cingapura é tão produtivo como teclar cinco vezes na tecla Enter do computador, na esperança que a operação se apresse. Insistir é inútil.

É como o povo expressa seu carinho. É como eles agradam e honram os visitantes. É o que eles sabem fazer de melhor.

O desafio pro turista é se sentir lisonjeado, ao invés de frustrado e indigesto.

Uma tragicomédia em três atos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Uma tragicomédia em três atos</h2>
<p>Ninguém passa fome em Cingapura. Falta oportunidade pra isso.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ffffff;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-21.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-21.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2328" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="food 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-21.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></span></p>
<h2>Ato 1, Cena 1</h2>
<p>O termo “comida de rua”, usado bastante por aqui, talvez venha do fato que da sua mesa é possível ver um pedacinho de rua ao longe. Lau Pa Sat é a principal praça de alimentação no centro financeiro de Cingapura, um antigo mercado convertido, com cerca de <a href="http://www.laupasat.biz/listing.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.laupasat.biz/listing.html?referer=');">100 lojas</a> oferecendo comida asiática.</p>
<p>Cada estande tem uma borda de vidro e uma placa luminosa mostrando fotos dos seus produtos. Desdmond, um advogado local com quem fizemos amizade, circulou entre o aglomerado de mesas e cadeiras com facilidade, a despeito da sua cadeira de rodas.</p>
<p>&#8220;Nossa primeira missão é encontrar uma mesa,&#8221; ele aconselhou.</p>
<p>Seguindo a dica, eu rapidamente peguei um assento. Na mesma hora um chinês bem sério fez o sinal de &#8220;não&#8221; com os dedos, enquanto dizia algo em singlish (apelido do inglês, língua nacional de Cingapura, falado com o tempero local).</p>
<p>&#8220;A mesa já está ocupada,&#8221; me explicou Desmond. Aprendemos que em Cingapura é costume reservar a mesa com um pacote de lencinhos Kleenex enquanto você compra a comida.</p>
<h2>Ato 1, cena 2</h2>
<p>&#8220;Qual é a especialidade local,&#8221; eu perguntei com um olho virado pro Desmond e o outro olhando pra uns patos vermelhos laqueados perigosamente pendurados numa tenda vizinha. Mesmo de longe eu quase podia sentir o gosto dos famosos cinco temperos chineses.</p>
<p>Advogados são bons de leitura de linguagem corporal, e sem demora o Desmond pediu um dos patos. Acionando sua elegante cadeira de rodas elétrica, ele foi para a barraca vizinha e pediu mais dois pratos: ostras fritas e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Char_kway_teow" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Char_kway_teow?referer=');">char kway teow</a>. Na volta, ele deu uma parada em uma quarta barraca e trouxe um saquinho com três bananas empanadas.</p>
<p>Em Cingapura, o povo <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/11/portugues-vivendo-a-mil-por-hora-em-cingapura/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/11/portugues-vivendo-a-mil-por-hora-em-cingapura/?referer=');">vive com pressa</a>. Sempre um compromisso, reunião ou encontro pela frente. Ao contrário dos seus vizinhos do sudeste asiático, você raramente vê um nativo de Cingapura sentado por aí sem fazer nada. O tempo pra comer também é restrito, o que talvez explica o porquê da comida ser tão lubrificada, reduzindo assim o tempo de mastigação.</p>
<p>Após comer parecia que a gente tinha dado uns malhos em uma frigideira oleosa, mas tudo estava muito saboroso. O pato, especialmente, estava estupendo. Todos deixaram comida no prato. E duas das três bananas saíram intactas.</p>
<p>&#8220;Vamos pedir mais alguma coisa,&#8221; o Desmond ofereceu. Nós rimos educadamente da sua piada. Ele pareceu não entender.</p>
<p>Em Cingapura, com comida não se brinca.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-3.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2327" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="singapore food" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-3.jpg" alt="lau pa sat singapore" width="500" height="375" /></a></p>
<h2>Ato 2, cena 1</h2>
<p>Noitadas agitada são sinônimo de café-da-manhã bem tarde, então geralmente a gente ia pra rua ao meio-dia já de estômago cheio. Mas quando encontramos um cara de Cingapura super bacana que havíamos hospedado ano passado em Montréal, através do Couchsurfing, ele estava com fome e querendo almoçar.</p>
<p>&#8220;Tem um lugar aqui famoso pelos bolos (salgados) de cenoura,&#8221; disse Daniel instantes após nosso encontro numa praça de alimentação em Little India. A gente o informou que, apesar da nossa curiosidade, não comeríamos até bem mais tarde.</p>
<p>Ele sumiu por cinco minutos pra buscar sua refeição. Na volta, ele trazia dois pratos. Num deles, um stir-fry feito de cubos de massa, cenouras raladas e cebolinhas. O outro prato tinha os mesmos ingredientes, mas ao invés de claro o prato era escuro, devido ao molho de soja.</p>
<p>Esses são os tais <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chai_tow_kway" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Chai_tow_kway?referer=');">bolos de cenoura</a>.</p>
<p>&#8220;Quando eu era criança, eu preferia o bolo escuro,&#8221; ele disse. &#8220;Hoje em dia eu gosto mais do claro.&#8221;</p>
<p>E realmente, o bolo branco era mais saboroso, carregado de alho e especiarias. Seu irmão escurinho tinha um gosto adocicado.</p>
<p>Apesar da gente já estar com a barriga cheia de café-da-manhã, nós encaramos algumas garfadas. Daniel pediu licença e voltou com um prato de rojak, uma salda de frutas e vegetais coberta com molho de amendoim. Ele havia esquecido de pedir a sua refeição.</p>
<p>A gente só conseguiu comer um terço de cada bolo de cenoura. Uma garfada mais necessitaria de uma bomba estomacal ou bulimia prévias. &#8220;Vocês ainda estão com fome?,&#8221; perguntou Daniel.</p>
<p>Certo, eles gostam de zoar com os turistas, a gente pensou. É a pegadinha nacional. Você tem que achar algum jeito de extravasar nesse país tão cheio de ordem, limpeza e regras.</p>
<p>Daniel levantou e, novamente, em cinco minutos, voltou com duas tigelas. Uma estava cheia de uma espécie de spaghetti preto gelatinoso e cubos de gelo. A outra tinha um creme aerado branco.</p>
<p>80% das duas sobremesas foram deixadas intactas na mesa.</p>
<h2>Ato 2, cena 2</h2>
<p>O caixa na loja de sobremesas <a href="http://thefoodlaw.blogspot.com/2007/04/ah-chew-desserts.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/thefoodlaw.blogspot.com/2007/04/ah-chew-desserts.html?referer=');">Ah Chew Desserts</a> escolhe um consumidor ao acaso para concorrer a uma segunda porção de doce. Eu fui um dos escolhidos após pagar pela nossa pasta de amêndoas com bolas de gergelim e a gelatina de manga com sagu do Daniel.</p>
<p>O cara me pediu pra inserir uma bolinha de borracha numa estrutura de vidro cheia de varetas. A gravidade se encarregaria de jogar a bola caixa abaixo até que ela caísse em uma das oito aberturas na base. Minha bola caiu no &#8220;Grass jelly with fruits&#8221;.</p>
<p>O caixa então carimbou o verso do meu recibo: válido para uma sobremesa grátis, até 30 dias após a data da compra. Legal! Eu poderia voltar lá no dia seguinte.</p>
<p>Cinco minutos após minha primeira colherada de pasta de amêndoas – mais para uma sopa fria, na verdade – a garçonete trouxe uma tigela transbordando de gelatina e frutas em cubos. Ela pediu meu recibo carimbado.</p>
<p>&#8220;O quê,&#8221; ela me perguntou sem acreditar quando eu disse que não queria a sobremesa naquela hora. &#8220;Você só vai comer um prato?&#8221;</p>
<h5 class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_2325" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-1.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2325" title="food 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/food-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Uma tenda de comida em Cingapura. Cada vendedor recebe uma classificação &#8211; nesse caso, um &#8220;A&#8221;, a nota mais alta &#8211; de acordo com a limpeza do lugar.</strong> </dd>
</dl>
</h5>
<h2>Ato 3</h2>
<p>Il Lido é um restaurante no Sentosa Golf Club, um playground pra ricos numa península ao sul de Cingapura. Nós fomos jantar lá convidados por um grupo de advogados e empresários com quem fizemos amizade.</p>
<p>Desmond, nosso amigo advogado é apaixonado por vinhos finos. Ele sugeriu que todos nós pedíssemos o menu de degustação, já que ele tinha trazido quatro vinhos diferentes que acompanhavam especificamente aqueles pratos.</p>
<p>O banquete começou com atum selado na frigideira, seguido de duas vieiras grelhadss com prosciutto crocante, tagliatelli com molho de tomate e lagosta e steaks de filé mignon. Para encerrar, petit-gatêau com sorvete de creme. Capuccinos e vinho de sobremesa completaram a refeição.</p>
<p>Duas coisas unem o povo de Cingapura: limpeza e amor pela comida. Qualquer discussão, seja qual for o tema, vai acabar em culinária. Todo mundo parece ser um expert. Ninguém ficou em cima do muro. O veredito: a comida estava medíocre e as porções, pequenas demais.</p>
<p>Veio a conta. Nada daquelas discussões sobre quem paga o quê. Uma pessoa se ofereceu para pagar a fatura, e o resto do grupo concordou em enviar sua parte pelo bankline.</p>
<p>Um dos convivas nos olhou e disse, &#8220;Vocês estão a fim de comer comida de verdade? Nós estamos indo jantar. Conhecemos um lugar que faz noodles de carne maravilhosas.&#8221;</p>
<p>Recusamos a oferta delicadamente. No dia seguinte, ficamos sabendo que a turminha pediu cinco pratos.</p>
<h2>Epílogo</h2>
<p>Recusar comida em Cingapura é tão produtivo como teclar cinco vezes na tecla Enter do computador, na esperança que a operação se apresse. Insistir é inútil.</p>
<p>Para o povo daqui, a comida é sagrada . Nessa cidade-país, que não tem campo ou história nacional mais antiga do que 190 anos, nenhuma cultura sobrevivente do seu povo nativo, comida é a identidade nacional.</p>
<p>É como o povo expressa seu carinho. É como eles agradam e honram os visitantes. É o que eles sabem fazer de melhor.</p>
<p>O desafio pro turista é se sentir lisonjeado, ao invés de frustrado e indigesto.</p>
<p>E se você quiser ficar podre de rico, descubra como o povo daqui não é obeso e faça um pílula com a tal fórmula.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camboja 40 graus</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 10:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao pensar em Camboja - se você for como eu - talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2208" title="Cambodia 6" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-6.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Ao pensar em Camboja &#8211; se você for como eu &#8211; talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?</p>
<p>…</p>
<p>Três vivas à minha ignorância. Descobrir esse país foi um pouco como quando a gente vai ao cinema e escolhe um filme desconhecido porque o horário é conveniente. E quem diria? O filme acaba mudando sua vida.</p>
<p>A começar pelo alfabeto, rococó e indecifrável. O que pode te fazer sentir criança ou analfabeto. E meio impotente, meio bobo frente à sua beleza, linhas arredondadas e ausência de espaços.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2205" title="Cambodia 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-3.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>E o que dizer dos seus templos, pagodas e palácios? Verdadeiros oásis de beleza e serenidade, com seus monges e aprendizes de traje laranja, jardins tranquilos e oferendas de frutas. Antes de entrar, retire os sapatos, e certifique-se de cobrir seus ombros e coxas. Acenda um incenso e pare para admirar seus Budas, ora risonhos, ora gigantes, ora dormentes.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2209" title="Cambodia 7" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-7-332x500.jpg" alt="" width="332" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/2010/09/siem-reap-makes-you-forget-youre-a-backpacker/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/09/siem-reap-makes-you-forget-youre-a-backpacker/?referer=');">Siem Reap</a>, destino obrigatório (e às vezes único) de quem vem ao Camboja, é ponto de partida para o que algumas pessoas chamam oitava maravilha do mundo: Angkor Wat. O templo, que estampa a bandeira nacional, que dá nome à cervejas e hotéis, é muito mais do que uma obra de arte arquitetônica: ele é o epicentro e fonte maior de orgulho da civilização khmer.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2215" title="angkor" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/angkor.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Sihanoukville, principal balneário do país, na costa sul, <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/sihanoukville-is-a-backpacker-neverland/?referer=');">nos sugou</a> como um buraco negro. Viemos pra passar três dias, acabamos <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/when-touristy-places-become-exotic/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/when-touristy-places-become-exotic/?referer=');">passando oito</a>. Suas praias nem são lá essas coisas, e choveu um pouco quase todo dia. Mas lá, dá pra comer como rei, beber feito esponja e festejar como se todo dia fosse sábado, gastando quase nada.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2216" title="sianouk" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/sianouk.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Quem se aventura a sair do circuito padrão de turismo é altamente recompensado.  Você pode alugar uma scooter e desfrutar de estradas panorâmicas e vazias, e matar sua sede de aventura. Poder interagir com o povo local, que fala com você sem tentar te vender alguma coisa a toda hora. Mas não esqueça: nada de caminhar fora das trilhas marcadas. Calcula-se que ainda há cerca de 4 milhões de minas enterradas e não detonadas, espalhadas em todo o país. E que ainda matam ou ferem centenas de pessoas por ano, em sua maioria crianças brincando nos campos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2213" title="Cambodia 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-11.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Sua capital, Phnom Penh, surpreende pela atmosfera cosmopolita, cheia de cafés na calçada e <a href="http://mojotrotters.com/2010/08/the-extreme-duality-of-phnom-penh/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/the-extreme-duality-of-phnom-penh/?referer=');">bares</a> que não fariam feio em Nova York. Só que lá a caneca de chope custa 50 cents. E andando uma quadra você chega num dos vários mercados tradicionais, templos de pechincha, alimentação e fofoca para os locais.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2204" title="Cambodia 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-2.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>E as centenas de crianças, vendendo pulserinhas na praia, cartões postais ou livros sobre o Khmer Rouge, lado a lado dos amputados de guerra a pedir esmolas não te deixam esquecer: você está no Camboja, um país que não deixa ninguém <a href="http://mojotrotters.com/2010/09/cambodia-makes-you-want-to-learn-history/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/09/cambodia-makes-you-want-to-learn-history/?referer=');">indiferente</a>.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2207" title="Cambodia 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/09/Cambodia-5.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
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