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	<title>Mojotrotters &#187; danger</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>Fronteira do Líbano com Israel: roteiro</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 00:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
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		<category><![CDATA[adventure]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.

Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atração</strong>: Visita dos domínios do Hezbolla, no sul do Líbano: Bint Jbeil, Maroun el-Rass, e Aytaroun</p>
<p><strong>Preço:</strong> Variável, mas cerca de US$50 para duas pessoas (veja explicação no fim do texto)</p>
<p><strong>Dificuldade:</strong> Negociar transporte barato e responder a eventuais interrogações</p>
<p><strong>Atenção: O sul do Líbano é a região com maior instabilidade política em todo e país, além de ser palco principal do conflito com Israel. Turistas teoricamente precisam de autorização para entrar, mas ninguém nos pediu nada. Talvez porque a gente tem meio que cara de libanês. Ou talvez tivemos sorte. Mas quem estiver interessado em visitar a região deve consultar as autoridades locais: policiais, soldados ou agentes de turismo.</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2759" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2759" title="bintjbeil 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></dt>
<h5 style="text-align: left;"><strong>A entrada de um parque familiar em in Maroun el Ras, uma cidade acima da fronteira israelita.</strong></h5>
</dl>
</div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os proprietários de uma confeitaria em Tyre negociaram em nosso nome um bom preço pra uma corrida de táxi. O destino: Bint Jbeil, sul do Líbano. Isso é pura hospitalidade libanesa: compre uns doces e bata um papo com um comerciante regado a chá que você ganha um amigo e ajudante pra vida toda.</p>
<p>A viagem foi tranquila, com mais checkpoints militares do que de costume. Estávamos esperando que um dos soldados nos perguntasse sobre o objetivo da nossa visita. Nós então deveríamos solicitar uma autorização. Mas a cada parada, simplesmente eles gesticulavam para que o nosso carro seguisse em frente.</p>
<p>Bandeiras e pôsteres de partidos políticos são comuns nas ruas do Líbano, marcando territórios feito grafite de gangues. Mas quanto mais ao sul se vai, mais bélicas as faixas: rapazes com keffiyeh ao redor do pescoço e rifles nas mãos, a barba e porte inconfundíveis de <a href="http://www.cfr.org/publication/11132/profile.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cfr.org/publication/11132/profile.html?referer=');">Hassan Nasrallah</a>.</p>
<p>Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.</p>
<p>Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.</p>
<p>Essa foi a última imagem que eu pude capturar nas duas horas seguintes:</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2755" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><strong>Bint Jbeil</strong></p>
<p>O único sinal que denuncia o estrago feito pelas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil" target="_self" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil?referer=');">bombas de Israel em 2006</a> é o ritmo frenético de contrução. A rua comercial principal – apenas uma dúzia de lojas de cada lado, não mais que isso – exibe arcos arabescos novinhos em folha. Para onde quer que você olhe, há casas e mansões em diferentes estágios de edificação.</p>
<p>Ao invés de estátuas e monumentos, parques e rotatórias exibiam peças de artilharia pesada, como pedaços de mísseis anti-aéreos e aglomerados de foguetes Katyusha.</p>
<p>Nós caminhávamos pra além da área comercial, em direção à uma mesquita de pedra. Um Ford antigo com dois rapazes dentro parou na nossa frente. O motorista, que falava um francês bem razoável, perguntou o que é que a gente veio fazer ali.</p>
<p>&#8220;Só estamos dando uma volta&#8221;, eu disse, nos apresentando. &#8220;Tudo bem&#8221;?</p>
<p>&#8220;Você tem autorização pra estar aqui&#8221;?</p>
<p>&#8220;Não, ninguém nos pediu ou ofereceu nada. Mas nós temos nossos documentos&#8221;. A seu pedido, eu mostrei pra ele meu passaporte canadense.</p>
<p>&#8220;Certo. Vocês podem continuar. Mas não sou eu quem decido nada, há outras pessoas responsáveis por esse tipo de controle. Você tem uma câmera?&#8221;</p>
<p>&#8220;Tenho, mas não estou tirando fotos.&#8221;</p>
<p>Ele fez uma pausa pra refletir. &#8220;Ok, mas não continue nessa rua. Por favor, dê meia-volta.&#8221;</p>
<p>Fizemos o que ele pediu e paramos pra tomar um café na rua principal. Foi aí que o passeio começou a ficar interessante.</p>
<p>&#8220;Sejam bem-vindos ao Líbano&#8221;, um senhor de cinquenta e poucos anos nos disse com um grande sorriso no rosto. Durante sua estadia de alguns meses por ano na cidade, ele cuida de uma loja vizinha que vende sapatos e bolsas. No resto do tempo ele mora e trabalha perto de Detroit, onde é proprietário de um posto de gasolina, e onde moram sua mulher e seis filhos.</p>
<p>&#8220;Eu amo os norte-americanos,&#8221; ele disse, sem que tivéssemos perguntado nada.&#8221;Eles são maravilhosos. Eu não me importo com o que os outros pensam.&#8221;</p>
<p>Nós sentamos do lado de fora da loja com ele, o proprietário do café e a sua cunhada. Ocasionalmente um ou outro amigo ou membro da família passava, tomava um café e dava um alô.</p>
<p>&#8220;O que você acha das mulheres libanesas&#8221;?, ele me perguntou. &#8220;Porque eu as amo. Elas são tão limpas. Isso é muito importante pra gente. Primeiro, a limpeza. Depois, vem a beleza&#8221;.</p>
<p>E assim como os senhores em Tyre, ele nos ajudou a negociar um preço justo para uma corrida de táxi, ida e volta, à Maroun el-Rass e Aytaroun. Nós fechamos em  20,000 LBP, cerca de US$13.</p>
<p><strong>Maroun el-Ras</strong></p>
<p>Apenas cinco km de uma estrada íngreme separam Bint Jbeil de Maroun el-Rass, povoado com vista para a fronteira israelense. Bandeiras iranianas ondulam na entrada da cidade.</p>
<p>Um tanque israelense destruído, com uma bandeira do Hezbolla em trapos, observa de cima a cidade Bint Jbeil. A poucos metros dali, uma estátua de pedra tem um pé sobre um capacete verde decorado com a Estrela de Davi.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2765" title="bintjbeil 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2763" title="bintjbeil 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" alt="" width="434" height="651" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2755 aligncenter" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" alt="" width="467" height="305" /></a></p>
<p>Fomos conduzidos ao recém-construído <a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover?referer=');">parque familiar</a> da cidade. O portão foi decorado com símbolos iranianos. Pôsteres enormes do Ayatollah Khamenei e Mohammad Ahmedinejan são claramente visíveis do lado de fora.</p>
<p>A entrada nos fazia lembrar um parque temático: canteiros manicurados alinhados à ruazinhas de paralelepípedos. Diversas tendas com telhado de palha abrigavam mesas de piquenique e churrasqueiras. Uma pequena mesquita, com o exterior já finalizado, ainda estava em construção do lado de dentro.</p>
<p>O dia estava frio e os ventos, fortes. O parque estava vazio, se não fosse pela presença de dois jovens libaneses que vivem e trabalham na África Ocidental, atualmente passando férias em seu país de origem. Eles nos cumprimentaram calorosamente.</p>
<p>&#8220;Então quer dizer que o Irã ajudou a construir esse lugar,&#8221; eu perguntei a um deles. .</p>
<p>&#8220;Não,&#8221; ele sorriu. &#8220;Foi o Irã que construi tudo.&#8221;</p>
<p>Segundo o rapaz, famílias de todo o sul do Líbano vão para lá em finais-de-semana durante o verão. O parque ainda está finalizando a construção de um hotel, uma piscina e um terreno de paintball.</p>
<p>Ele nos levou a uma extremidade do terreno, onde as montanhas descem vertiginosamente.</p>
<p>&#8220;Olha aí os nossos vizinhos&#8221;, ele disse, apontando para o horizonte. De lá dava pra ver claramente a fronteira cercada e a cidade israelita Avivim, com bem mais árvores do que no lado libanês.</p>
<p>&#8220;E as pessoas aqui não tem medo de estarem tão próximas de Isarel?&#8221;,  eu o perguntei. Ele sorriu: &#8220;Nós aqui do sul não temos medo de nada.&#8221;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">I</span></p>
<p><strong>Aytarun e Aynata</strong></p>
<p>Nosso motorista nos levou de carro à Aytaroun, outra cidade fronteiriça sem nada que a distinguisse. &#8220;Aytaroun, nothing&#8221;, ele disse, com seu inglês quase inexistente.</p>
<p>Sem que a gente pedisse, ele nos levou à vizinha Aynata, onde um memorial aos combatentes do Hezbollah mortos foi construído.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2768" title="bintjbeil 15" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2767" title="bintjbeil 13" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2770" title="bintjbeil (1)" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Do lado de dentro, várias pedras de mármore foram esculpidas com escrituras árabes e o logo do Hezbollah. Em muitas delas, repousavam coroas de flores, fotos de soldados e cópias do Alcorão com capas de couro. Eu fui do lado de fora pra poder tirar uma foto do monumento e fui interceptado por um Ford SUV, guiado por um homem fortão de jaqueta de couro, óculos de sol e um Bluetooth na orelha. &#8220;Salaam aleykum,&#8221; ele me disse, sem muita convicção.</p>
<p>&#8220;Aleykum salaam,&#8221; eu respondi. &#8220;Ana min Brazil. Turisti. Afwan, ma behki arabi.&#8221; Eu sou brasileiro. Turista. Desculpe, eu não falo árabe&#8221;.</p>
<p>Ele sorriu: &#8220;Você sabe o que é isso,&#8221; ele perguntou em inglês. &#8220;É um monumento aos nossos mártires.&#8221; Ele desceu do carro, que ficou parado no meio da rua. &#8220;Venha, eu te mostro.&#8221; A passageira, uma mulher bem-vestida de véu, nos seguiu, sorrindo educadamente. Ele nos levou de volta pra dentro.</p>
<p>&#8220;Esses aqui são para o <em>populi</em>,&#8221; ele disse, apontado para os mármores do lado esquerdo. &#8220;Mães, irmãos e esposas.&#8221; Eu deduzi que ele se referia aos civis.&#8221;E esses aqui são para os mártires. Cada pedra homenagiea 14 soldados.&#8221; Quinze combatentes da sua cidade natal morreram em 2006, ele nos disse.</p>
<p>&#8220;Você é bem-vindo aqui,&#8221; ele disse. &#8220;Fotos aqui, ok. Mas do lado de fora, nada de fotos.&#8221; Eu concordei.</p>
<p><strong>O cemitério</strong></p>
<p>O taxista fez uma última parada antes de nos trazer de volta à Bint Jbeil: um cemitério. Pelas bandeiras e fotos era evidente que ele foi construído para os soldados do Hezbollah. O taxista nos conduziu pela fileira de túmulos, cada um decorado com um pequeno relicário de vidro.</p>
<p>Paramos na penúltima tumba, e o motorista nos apontou para a foto de um homem já maduro, segurando um AK-47. &#8220;Esse é o meu pai,&#8221; ele disse.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2769" title="bintjbeil 16" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p><strong>Quanto custa visitar o sul do Líbano a partir de Beirute:</strong></p>
<p>(para duas pessoas. $1 = 1,500 libras libanesas )</p>
<p>Shared taxi de Beirute a Tyre: 15,000 LBP</p>
<p>Taxi de Tyre a Bint Jbeil: 12,000 LBP</p>
<p>Taxi ida e volta para Maroun el Ras, Aytarun : 20,000 LBP</p>
<p>Taxi de Bint Jbeil a Tyre: 25,000 LBP</p>
<p>Micro-onibus de Tyre a Beirut: 10,000 LBP</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<item>
		<title>Um hotel na Índia por 5 dólares é assim</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/11/what-a-5-hotel-in-india-looks-like/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 18:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[adventure]]></category>
		<category><![CDATA[animals]]></category>
		<category><![CDATA[budget]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu gostaria de encontrar o sacana mentiroso que me disse que com $5 dólares dá pra conseguir um quarto de hotel bom, limpo e confortável em qualquer lugar na Índia. 

Ele merece sofrer por ter criado na gente expectativas tão falsas.

Isso é uma amostra do que o seu dinheiro pode comprar por U$5, na cidade de Kottayam, no estado de Kerala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gostaria de encontrar o sacana mentiroso que me disse que com $5 dólares dá pra conseguir um quarto de hotel bom, limpo e confortável em qualquer lugar na Índia. </p>
<p>Ele merece sofrer por ter criado na gente expectativas tão falsas.</p>
<p>Isso é uma amostra do que o seu dinheiro pode comprar por U$5, na cidade de Kottayam, no estado de Kerala.</p>
<p><strong>A cama:</strong><br />
Uma colônia de mofo é estrategicamente posicionada para pular na sua cabeça à noite e invadir o seu cérebro. A fronha do travesseiro vem abastecida de um (1) pêlo pubiano.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-4.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-4.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2547" title="cheaphotel 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-4.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><strong>A pia</strong><br />
<strong><br />
</strong><br />
<a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-1.jpg?referer=');"><img class="size-large wp-image-2544 alignnone" title="cheaphotel 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-1-374x499.jpg" alt="" width="314" height="418" /></a></p>
<p><strong>O banheiro</strong><br />
Uma lâmpada de 20 watts emite uma luz ambiente suave, proporcionando um brilho âmbar no limo dos azulejos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2545" title="cheaphotel 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-2-374x499.jpg" alt="" width="374" height="499" /></a></p>
<p>As aranhas são cortesia da casa. </p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2546" title="cheaphotel 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/cheaphotel-3-374x499.jpg" alt="" width="329" height="438" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Lobos em pele de cordeiro: Parte II</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/10/portugues-lobos-em-pele-de-cordeiro-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 11:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vietnam]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[danger]]></category>
		<category><![CDATA[emotions]]></category>
		<category><![CDATA[incident]]></category>
		<category><![CDATA[people]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto]]></category>

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		<description><![CDATA[Em comum eles tinham a pouca idade, o aspecto simples e uma aparente vontade de nos ajudar sem pedir nada em troca. Vietnamitas boa-praça, na nossa opinião cidadãos acima de qualquer suspeita.

Ou você desconfiaria de um quase adolescente solícito sentado ao seu lado num país pacífico como o Vietnam?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_2338" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/dalat.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/dalat.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2338" title="dalat" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/10/dalat.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">A cidade de Dalat</dd>
</dl>
</h3>
<p style="text-align: center;" lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">Em comum eles tinham a pouca idade, o aspecto simples e uma aparente vontade de nos ajudar sem pedir nada em troca. Vietnamitas boa-praça, na nossa opinião cidadãos acima de qualquer suspeita.</p>
<p lang="pt-BR">Ou você desconfiaria de um quase adolescente solícito sentado ao seu lado num país pacífico como o Vietnam?</p>
<p lang="pt-BR"><strong>Segundo caso: O Trombadinha em Treinamento</strong></p>
<p lang="pt-BR">A viagem corria como era de esperar. O motorista do micro-ônibus que nos levava de Ho Chi Minh a Dalat, a “Campos do Jordão” do Vietnam, não faria feio como motorista de ambulância. Do ar-condicionado prometido quando compramos a passagem, nem a sombra. Pra cada 4 assentos, eles enfiavam uns 5 neguinhos. E a cada minuto, a buzina era disparada umas 15 vezes.</p>
<p lang="pt-BR">Enfim, nada de extraordinário.</p>
<p lang="pt-BR">O trajeto duraria umas 6 horas. Fazer esse percurso num ônibus grande de viagem é fichinha. Mas numa van onde você fica sentado em ângulo reto, colado no seu companheiro de banco, suando bicas e sem apoio para o pescoço, o bicho pega. Chega uma hora que a bunda perde a sensibilidade. Dormir é um desafio: aonde é que você enfia o pescoço?</p>
<p lang="pt-BR">Lá pela quinta hora de viagem, o Beto resolveu apoiar a cabeça nos braços e se encostar no banco da frente. Uma tentativa desesperada de mudar de posição. Seu colega de assento pareceu se penalizar e cutucou o seu ombro: apenas com mímica, já que ele não falava inglês, ele começou a dar sugestões de como o Beto poderia descansar melhor. “Se encosta assim, aqui no banco ó. É só você empurrar seu quadril pra frente e deixar a cabeça aqui atrás”, ele dizia com o corpo e as mãos. Não diga!</p>
<p lang="pt-BR">O Beto, meio grogue, mal reagiu. Mas a situação me fez sorrir. Uma coisa é alguém te ver com expressão confusa, camisa florida e um mapa gigante aberto no meio de uma avenida e te oferecer ajuda. Outra coisa é um companheiro de ônibus desconhecido querer te mostrar como dormir. Apesar do conselho ter sido inútil, achei o menino prestativo e a cena inusitada.</p>
<p lang="pt-BR">Mas meu encantamento tinha hora pra terminar. De olhos fechados, o Beto sentiu uma mãozinha roçar na sua perna. O menino ao lado parecia dormir. Mas não passaram cinco minutos e a mãozinha, desta vez mais decidida, já alcançava a carteira do Beto guardada no bolso lateral da bermuda.</p>
<p lang="pt-BR">Felizmente meu querido Mojo é muito vivo e agarrou a mão do garoto no ato. O vietnamitazinho, pego com a boca na botija, era a pura expressão da vergonha: olhos baixos, ombros caídos, boca curvada e cabeça baixa. Com cara de puto e mímica, o Beto mandou ele sentar no banco da frente, que nesta hora já estava vazio.</p>
<p lang="pt-BR">A cena foi triste e patética. Dividir um micro-ônibus com um grupo pequeno de pessoas, todas com o mesmo destino, dividindo a mesa na parada pro jantar, compartilhando as agruras e a excitação de ir pra um lugar novo cria uma espécie de liga no grupo. Chame-me de romântica, mas por aquelas 6 horas, estamos todos dentro do mesmo barco, conhecemos nossos rostos, somos companheiros de viagem.</p>
<p lang="pt-BR">A gente só torce que a vergonha dele tenha sido tanta que ele decida mudar de profissão.</p>
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		<title>Chegando junto dos crocodilos em Cape Tribulation</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/08/up-close-with-crocs-at-cape-tribulation/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 07:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/2010/08/up-close-with-crocs-at-cape-tribulation/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/08/up-close-with-crocs-at-cape-tribulation/?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="capetrib" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/08/capetrib.jpg" alt="capetrib" width="160" height="120" /></a></p>

Cairns, na Austrália, é geralmente sinônimo da Grande Barreira de Coral, o maior recide de coral do mundo. Mas a apenas duas horas de viagem, ao norte, há uma floresta infestada de crocodilos perigosos, praias selvagens, rios refrescantes e pelo menos um morcego.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nypye5dcNXY?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Nypye5dcNXY?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Cairns, na Austrália, é geralmente sinônimo da Grande Barreira de Coral, o maior recide de coral do mundo. Mas a apenas duas horas de viagem, ao norte, há uma floresta infestada de crocodilos perigosos, praias selvagens, rios refrescantes e pelo menos um morcego.</p>
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		<title>A escalada do Monte Giluwe</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 16:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papua New Guinea]]></category>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/2010/07/climbing-mt-giluwe/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/07/climbing-mt-giluwe/?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="giluwe" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/07/giluwe.jpg" alt="giluwe" width="160" height="120" /></a></p>

O plano: subir a segunda maior montanha de Papua Nova Guiné, cercado de guias e dormindo em um camping. A realidade: embarcamos no trekking mais difícil e memorável das nossas vidas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/v6828XZV65o?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/v6828XZV65o?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O plano: subir a segunda maior montanha de Papua Nova Guiné, cercado de guias e dormindo em um camping. A realidade: embarcamos no trekking mais difícil e memorável das nossas vidas.</p>
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		<title>Bungy em Queenstown</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/04/the-nevis-highwire-bungy/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 10:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[New Zealand]]></category>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/04/the-nevis-highwire-bungy/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/04/the-nevis-highwire-bungy/?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="bungy" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/04/bungy-4.jpg" alt="bungy" width="160" height="120" /></a></p>
Nós saltamos do 3o maior pulo de bungee do mundo, na Nova Zelândia. Confira como foi a experiência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a5AeTn1Zhuw&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/a5AeTn1Zhuw&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Nós saltamos do 3o maior bungee do mundo, na Nova Zelândia. Confira como foi a experiência.</p>
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		<title>Bungy jumping em Queenstown</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/04/bungy-jumping-in-queenstown/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 03:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[New Zealand]]></category>
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		<description><![CDATA[(English) When the technician clips the bungy cord on your feet, you vaguely start to realize what you got yourself into.

We had just watched six other people do the jump, billed as the third highest in the world. As thousands have done in the past, they jump, the cord stretches, they bounce. When they're reeled back to the platform, they look stunned and thrilled, probably wondering what to call the neurochemical sucker punch they just took.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A.J. Hackett Nevis Highwire Bungy Jump: 134 metros<br />
<strong>Preço</strong>: $250 NZD (<a href="http://www.xe.com/ucc/convert.cgi?Amount=250&amp;From=NZD&amp;To=CAD&amp;image.x=29&amp;image.y=19&amp;image=Submit" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.xe.com/ucc/convert.cgi?Amount=250_amp_From=NZD_amp_To=CAD_amp_image.x=29_amp_image.y=19_amp_image=Submit&amp;referer=');">converta</a>)<br />
<strong>Dificuldade</strong>: pra quem curte a sensação de quase-morte</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1390" style="margin-top: 15px; margin-bottom: 15px;" title="bungy 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/04/bungy-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>É quando o funcionário amarra a corda bungy nos seus pés que você começa a entender aonde é que você foi amarrar seu burrinho.</p>
<p>Tínhamos acabado de assistir outras seis pessoas pularem o terceiro maior bungy comercial do mundo. E, assim como os milhares que o fizeram antes deles, eles saltaram, a corda esticou, eles quicaram, e em seguida subiram. E, ao serem trazidos de volta à plataforma, parecem atônitos e emocionados, embriagados de um estranho e caro ponche neuroquímico.</p>
<p>Não é nada demais, você pensa. Eu também posso fazer isso. Certamente é isso que você estava pensando ao desembolsar os absurdos $250 pelo pulo, ao embarcar no ônibus oferecido pelo empresa e rodar por 40 minutos até chegar à sede do Nevis, e ao subir no bondinho que carrega seis pessoas até plataforma, uma cabine metálica pendurada sobre um precipício e sustentada por cabos de metal.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1389" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="bungy 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/04/bungy-1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Você já está todo afivelado. O técnico te senta numa cadeira reclinável, feito poltrona de dentista, e te conecta à a corda bungy escolhida de acordo com o seu peso.</p>
<p>&#8220;Esta é a corda que vai te soltar&#8221;, ele diz, e enfia uma tira vermelha dentro da cinta acolchoada que está amarrada aos seus tornozelos. &#8220;Quando você parar de quicar, puxe aqui. A corda tem a função de liberar seus pés, e você vai ser puxado de volta pra cima pelo cinto que está amarrado ao seu peito&#8221;.</p>
<p>Assim, você pode ser trazido de volta na posição vertical ao invés de ter que encarar as pedras que pareciam anunciar a sua morte durante a queda de 50 metros por segundo.</p>
<h5 class="mceTemp">
<dl id="attachment_1391" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1391" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="bungy 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/04/bungy-3.jpg" alt="" width="500" height="375" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><strong>Bianca esperando a sua vez.</strong></dd>
</dl>
</h5>
<p>O técnico te ajuda a ficar de pé, indicando a plataforma do pulo que fica logo ao lado. Você vê o rio 134 metros abaixo, que com a distância mais parece um riacho seco. Você vê as pedrinhas e imagina que elas sejam na verdade enormes rochedos. Não há nada que te separe do chão duro e áspero.</p>
<p>E é nessa hora que você percebe &#8211; mesmo &#8211; aonde é que você se enfiou.</p>
<p>&#8220;Não…eu não consigo&#8221;, eu disse. Os inúmeros pulos feitos em perfeita segurança pelos outros turistas deixam de ter qualquer significado. O instinto básico de auto-preservação supera qualquer sofisticada e lógica racionalização.</p>
<p>E é exatamente por isso que o técnico fica bem atrás de você, não te dando outra escolho a não ser ir em frente.</p>
<p>&#8220;Ai, Jesus&#8221;, eu repetia a cada passo, invocando meu salvador, como qualquer católico de meia pataca, ou seja, quando eu estou completamente fodido. &#8220;Ai Jesus!&#8221;</p>
<p>&#8220;Vamos lá, cara, você consegue&#8221;, disse calmamente o técnico.</p>
<p>Meus dedões já estavam pra além da plataforma. Não demora nada e o técnico já está fazendo a contagem: 3! 2! 1!</p>
<p>Todo mundo que pulou antes de mim naquele dia, o fez no 1. Todas as vezes. Ninguém deu pra trás ou enrolou, e essa obediência me deixou pasmo. Até que a minha hora chegasse.</p>
<p>Na teoria da sedução, existe uma técnica apelidada &#8220;regra dos três segundos&#8221; : ao avistar uma mulher que te agrade, nunca espere mais do que três segundos para abordá-la. Mais do que isso, você começa a imaginar tudo o que poderia dar errado e seus mecanismos de defesa passam a ditar as mil razões que fazem com que chegar junto dela pareça uma péssima e patética idéia.</p>
<p>De pé naquela plataforma, olhando pra baixo em direção ao abismo inóspito, sentindo a garganta gelada, meus pensamentos se sobrepondo feito panquecas e minhas pernas mole feito geléia. Nada naquela hora tem o poder de te reconfortar, te encorajar. Você não tem o luxo de espantar o medo. A única coisa concreta são os números saindo sucessivamente da boca do técnico, a familiaridade da contagem regressiva funcionando como um magro fiozinho de segurança.</p>
<p>E você pula no 1.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1392" style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="bungy 4" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/04/bungy-4.jpg" alt="" width="500" height="320" /></p>
<p>No começo, o silêncio é total. Mesmo seu próprio grito parece abafado, como se ele nunca deixasse seus lábios. Um buraco negro se forma dentro do peito e você não sabe se é por conta da velocidade ou da visão do chão se aproximando estupidamente rápido da sua cara. Você sacode seus braços, como se isso pudesse te trazer qualquer estabilidade, ou melhor ainda, amortecer a queda.</p>
<p>Para algumas pessoas a queda parece durar mais do que os prometidos 8.3 segundos. Para mim, foi muito menos do que isso. Quando eu senti o tranco na minha canela e avistei as pedras abaixo mudaram de direção, nem mesmo um segundo havia passado.</p>
<p>Eu puxei a corda que serve pra te colocar novamente em posição vertical, mas foi inútil. Eu tentei seis vezes. A outra corda que desce da plataforma e que te traz de volta pra cima estava se aproximando de mim, e rápido. Normalmente você deve estar de pé durante a subida, mas no meu caso eu subi de cabeça pra baixo mesmo.</p>
<p>Eu comecei a entrar em pânico por causa disso também. Mas eu me lembrei que havia acabado de desobedecer meu instinto mais básico ao pular voluntariamente da plataforma. Resolvi ser rebelde uma segunda vez: soltei meus braços, relaxei meu abdômen, e deixei as cordas e os técnicos fazerem seu trabalho.</p>
<p>E como no pulo, o pânico falou primeiro e coube a mim jogá-lo de lado por um instante para dar o pulo. Como em cada importante decisão que eu já tomei antes, fui confrontado com os piores cenários possíveis mas ainda assim saltei no vazio.</p>
<p>Enquanto eu era gentilmente trazido de volta à cabine trêmula, o técnico indagou: &#8220;e aí, como foi&#8221;? E eu me perguntando se ele poderia entender, ou se ele se importa. Como explicar o que eu senti? Para ele, cada pulo e cada reação é uma peça de linha de montagem, talvez diferente na cor ou formato, mas essencialmente a mesma peça. Esses caras são profissionais. Eles são técnicos de bungy.</p>
<p>E pra eles, eu estava apenas morrendo de medo.</p>
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		<title>Como sobrevivemos ao Tsunami em Fiji</title>
		<link>http://mojotrotters.robertorocha.info/pt/2010/03/portugues-como-sobrevivemos-ao-tsunami-em-fiji/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 05:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fiji]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[danger]]></category>
		<category><![CDATA[Tsunami]]></category>

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		<description><![CDATA[-Bianca! Minha mãe acaba de me mandar uma mensagem pelo celular. Na noite passada, houve um terremoto em Chile. E ela avisou que há risco de um Tsunami atingir Fiji às 9 da manhã!

Ainda de pijama, com os cabelos desgrenhados e ar agitado a turista inglesa me abordou, às 7 da manhã, no jardim do resort. Eu, sonolenta, dividia minha atenção entre as notícias e a colorida alvorada que eu havia levantado para assistir junto ao Beto. Sorry, a tsunami?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1039" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="tsunami 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-1.jpg" alt="tsunami 1" width="500" height="375" /></a></p>
<p>-Bianca! Minha mãe acaba de me mandar uma mensagem pelo celular. Na noite passada, houve um terremoto no Chile. E ela avisou que há risco de um Tsunami atingir Fiji às 9 da manhã!</p>
<p>Ainda de pijama, com os cabelos desgrenhados e ar agitado a turista  inglesa me abordou, às 7 da manhã, no jardim do resort. Eu, sonolenta, dividia minha atenção entre as notícias e a colorida alvorada que eu havia levantado para assistir junto ao Beto. Sorry, a tsunami?</p>
<p>Em pouco tempo já não se falava em outra coisa. Presos numa ilha sem televisão ou internet, as notícias eram escassas. Encontramos um rádio ligado na recepção do hotel. O Beto, 3 fijianos e eu paramos para ouvir o boletim. Uma mulher saiu da recepção carregando cerca de 10 grandes lanternas verde-musgo. O locutor dava maiores detalhes sobre os mortos em Chile e pedia:</p>
<p>-Atenção a todos em Fiji. É preciso agir agora. Todos devem evacuar as áreas próximas da costa. Esse aviso deve ser levado a sério!</p>
<p>Começamos a fazer as vezes de porta-voz para os outros turistas, que, preocupados, nos pediam maiores detalhes. Achei graça quando um alemão comentou, apontando para o Beto :<br />
-Nossa, esse cara parece um repórter!</p>
<p>Durante o café-da-manhã recebemos as instruções de Berry, gerente do resort. Entre as nove e dez da manhã todos deveriam se dirigir ao deck localizado no andar superior do terreno. A boa notícia era que, ao contrário da maioria das ilhas que visitamos, esse resort tinha dois níveis. Ou seja: era possível ficar acima do nível do mar e escapar da maré que, durante um tsunami, varre a costa.</p>
<dl id="attachment_1040" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-2.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-1040 " style="margin-top: 12px; margin-bottom: 12px;" title="tsunami 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-2.jpg" alt="tsunami 2" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">
<h5><strong>Berry, a.k.a. Strawberry, mandou todo mundo subir no deck.</strong></h5>
</dd>
</dl>
<p>Isso reconfortava a maioria. Mas não todos: uma menina, que dizia que todos pareciam calmos demais, queria escalar a montanha, temendo o pior. Eu, secretamente, desejava fazer a mesma coisa. Tanto para me proteger como para aumentar as chances de assistir o fenômeno de um ângulo mais privilegiado. O que me faltou foi a auto-confiança para ser a voz dissidente de um grupo de mais de 50 pessoas.</p>
<p>9 horas. Berry deu o alarme usando uma concha como sirene. Feito apito de navio, o som era grave e longo. Os turistas e os fijianos se aglomeraram no deck.</p>
<p>9 horas e meia e o mar parecia um lago de tão calmo. Mais notícias, dessa vez vindas de um Iphone: a onda que atingiu a Nova Zelândia tinha apenas meio metro de altura. O zumzumzum tenso começava a dar lugar as risadas ou a conversas mais relaxadas. Em pequenos grupos, os turistas jogavam cartas na grama, dormiam na rede, tomavam sol.</p>
<p>O grupo foi se dissipando, sem que nenhum anúncio tenha oficializado o fim do perigo. Naquele dia, não houve tsunami, não houve nada.</p>
<p>E já batiam as 10 horas. Hora de ir à missa de domingo, para a qual fomos todos convidados. Hora de pedir proteção. Ou agradecer. A ilha continuava intacta, e seus habitantes, vivos.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-31.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-31.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-1042" style="margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="tsunami 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/03/tsunami-31.jpg" alt="tsunami 3" width="500" height="375" /></a></p>
]]></content:encoded>
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