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	<title>Mojotrotters &#187; people</title>
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	<description>Mobile journalists on a world adventure</description>
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		<title>A terra onde toda sexta-feira é Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 00:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi com saudações de “Shabat Shalom!” que dois jovens colegas em um café de Jerusalém se cumprimentaram alegremente, pouco depois das 4 da tarde. O dia era sexta-feira, quando o pôr-do-sol marca o início do dia sagrado para os judeus. Centenas de chassídicos, Torá na mão, caminhavam em direção ao Muro das Lamentações, aquele que é o seu local mais sagrado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2974" title="israel 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-2.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Foi com saudações de “Shabat Shalom!” que dois jovens colegas em um café de Jerusalém se cumprimentaram alegremente, pouco depois das 4 da tarde. O dia era sexta-feira, quando o pôr-do-sol marca o início do dia sagrado para os judeus. Centenas de chassídicos, Torá na mão, caminhavam em direção ao Muro das Lamentações, aquele que é o seu local mais sagrado.</p>
<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-2973" title="israel 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p lang="pt-BR">O Shabat é celebrado toda semana entre família ou amigos em Israel. Para os judeus ortodoxos, toda atividade é proibida: trabalhar, dirigir, assistir televisão ou ouvir rádio, usar eletrodomésticos, servir-se do forno e até mesmo ligar ou apagar a luz. Os comércios fecham no fim da sexta-feira para só abrir no domingo, primeiro dia da semana em Israel.</p>
<p lang="pt-BR">Mas em toda religião há aqueles menos beatos. Nossos anfitriões em Jerusalém, judeus seculares, não se consideram religiosos. Eles apenas cultivam semanalmente uma das tradições mais gostosas do judaísmo: o jantar do Shabat.</p>
<p lang="pt-BR">Os filhos que já moram sozinhos vêm visitar e trazem esposa e sogro. O filho que está de viagem na América do Sul aparece em videoconferência pelo Skype. Aquele outro que mora nos Estados Unidos telefona e bate papo com todos, desejando Shabat Shalom.</p>
<p lang="pt-BR">A certa hora nos abraçamos e desejamos bons votos uns aos outros.O pão judeu, challah, é partido e cada um recebe um pedaço. Há peixe com ervas, lasanha, dois tipos de frango, arroz com nozes, taboule e salada, batata doce assada, hummus, torta pecã e frutas, além de vinho e sucos de frutas. Os homens usam o quipá e alguém se ocupa de ler uns versos sagrados. “Mas só por tradição”, eles explicam.</p>
<p lang="pt-BR">A festa só acaba de madrugada quando os visitantes, cansados e de barriga cheia, partem para suas casas. Com exceção do Papai Noel, árvore de Natal e presentes, você poderia achar que é Natal. Mas aqui eles tiveram a excelente ideia de não reduzir a festa a apenas uma vez por ano.</p>
<p lang="pt-BR">Por aqui, toda sexta-feira é dia de celebrar, de beber, de encontrar a família, de fazer uma refeição especial, de se abraçar e desejar tudo de bom.</p>
<p lang="pt-BR"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3.jpg?referer=');"><img class="aligncenter size-large wp-image-2975" title="israel 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/israel-3-400x500.jpg" alt="" width="400" height="500" /></a></p>
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		<title>Os souks da Síria</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 14:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Syria]]></category>
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		<category><![CDATA[people]]></category>
		<category><![CDATA[shopping]]></category>

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		<description><![CDATA[Se eu já desconfiava que ir ao shopping era um programa chato, depois de visitar a Síria eu não tenho mais nenhuma dúvida. Os souks são muito mais do que centros de compras. Eles são espaços humanos, coloridos, feitos pelo povo e para o povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2930" title="souks 3" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-3.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Se eu já desconfiava que ir ao shopping era um programa chato, depois de visitar a Síria eu não tenho mais nenhuma dúvida. Os <em>souks </em>são muito mais do que centros de compras. Eles são espaços humanos, coloridos, feitos pelo povo e para o povo.</p>
<p>É tão gostoso perder-se entre ao suas vielas quanto encontrar <em>khans</em> enormes, ou hospedarias de viajantes, escondidos atrás de uma pequena porta. Convertidos em escolas ou centros de artesanato, os <em>khans</em> são construídos ao redor de um pátio central e contam com diversos quartos fechados ao redor. No Khan <em> </em>As&#8217;ad Pacha, em Damasco, você pode visitar uma exposição de arte em cartaz.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-large wp-image-2928" title="souks 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-1-374x499.jpg" alt="" width="374" height="499" /></a></p>
<p>Mesquitas, casas de banho turco e palácios também podem ser acessados de dentro do <em>souk</em>.  Um dos mais impressinonantes é o Azem Palace, construído em 1750 e que hoje funciona como museu.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2929" title="souks 2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/02/souks-2.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Mas a função principal do souk ainda é a compra e venda de mercadorias. Você pode fazer perfumes, comprar roupas, sedas, jóias, cosméticos, temperos, pratarias, utensílios pra casa, tomar sorvete artesanal, suco de romã, café turco, comer shish taouk&#8230; ou simplesmente assistir uma rotina que não mudou muito nos últimos 200 anos.</p>
<p lang="pt-BR">Fique aqui com uma galeria de fotos dos souks de Damasco e Aleppo, na Síria.</p>

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<p><span style="color: #ffffff;">i</span></p>
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		<title>Desarmados pela hospitalidade síria</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 19:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Syria]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.

“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.

Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2798" title="simpatico" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/simpatico.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.</p>
<p>“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.</p>
<p>Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”</p>
<p>A hospitalidade na Síria é sagrada. É código de honra, que corre na veia dos seus habitantes há gerações. A morada tradicional síria, das mais simples aos palácios reais, tem uma sala dedicado aos visitantes. O cômodo é decorado com a melhor mobília da casa e a sua porta fica destrancada. Segundo a tradição, qualquer um que estivesse de passagem poderia entrar e se hospedar, por um dia ou um ano. E, historicamente, apenas no terceiro dia de estadia é que o viajante precisaria dizer seu nome e porque veio.</p>
<p>É difícil passar um dia na Síria sem ser desarmado pela generosidade do seu povo. Logo no nosso primeiro dia no país, encontramos por acaso na rua Aesha, uma garota que havíamos conhecido brevemente num ônibus na cidade de Beirute, no Líbano. “So luck! So luck see you”, ela nos disse, com a expressão e abraço de quem encontra um amigo que não vê há anos.</p>
<p>Misturando mímica e vocabulário do inglês Básico 1 andamos pelas ruas movimentadas da cidade, com a Aesha me segurando pelos braços e se oferecendo para pagar, apesar dos nossos protestos, nozes e pizzas árabes. “You my visit, my guest, I pay for you, please!”</p>
<p>Nós não fizemos muita onda, já que tudo era bem baratinho. Horas mais tarde, fomos a um restaurante. Apesar de Esha não ter comido ou bebido nada além de água, ela foi com a carteira na mão em direção ao caixa. Sem jeito de deixar uma estudante de 22 anos pagar por uma conta razoavelmente alta para os padrões locais, o Beto correu atrás dela.</p>
<p>“No no no no no, you don&#8217;t have to pay, plese, you student, no need”, pediu o Beto.</p>
<p>“Yes, yes please, please, my pleasure, please”, respondia a Aesha.</p>
<p>Por longos e constrangedores minutos, com pequenas variações no vocabulários e os gestos cada vez mais expansivos das duas partes, o diálogo prosseguiu. Esha finalmente desistiu quando o dono do restaurante a confiou, com a fisionomia resignada, algo em árabe. “Eles são americanos, eles são assim”, foi o que a gente pescou do diálogo.</p>
<p>Estar num país onde as lojas são decoradas com fontes em formato de bule de café, derramando o líquido continuamente, simbolizando a generosidade, nos faz pensar sobre as nossas atitudes no ocidente. Onde a gente come sozinho em frente ao computador, ou se sente meio ofendido se a visita não traz uma garrafa de vinho ao jantar. Onde geralmente cada um paga exatamente o que consumiu no restaurante. Falta de grana, você diz? Pois o poder aquisitivo dos sírios é muito menor do que o nosso.</p>
<p>Wajdi, nosso anfitrião em Damasco, passava quase todos os dias em jejum. “Eu não gosto de comer sozinho, prefiro esperar a noite chegar pra comer com vocês. Refeição é algo que se compartilha”, ele dizia, noite após noite, seja num restaurante incrível ou em casa, com um pacote de comida farta e quentinha nas mãos. Que ele fazia questão de nos pagar. E que a gente, ocidental demais, tinha uma dificuldade enorme em aceitar.</p>
<p><strong>Post Scriptum: </strong>esse texto foi publicado em um Internet Café muito especial, na cidade de Homs. Ao sentar, sem que pedíssemos nada, recebemos para nossa surpresa uma cerveja do atendente. “Welcome”, ele disse, palavra que aliás ouvimos várias vezes por dia, até de quem não fala inglês. Quando fomos pagar a conta &#8211; um total combinado de 6 horas de Internet, um scanner e várias impressões &#8211; fomos surpreendidos outra vez.</p>
<p>“How much”, we asked.</p>
<p>“No sir, it&#8217;s free”, respondeu o atendente.</p>
<p>“Free? No possible, free! 6 hours Internet, printing, scan, no free!” protestamos.</p>
<p>“Yes, sir. Today, first day business. Thank you, thank you very much, please welcome”, ele nos disse, entregando um cartão da loja.</p>
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		<title>Fronteira do Líbano com Israel: roteiro</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 00:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lebanon]]></category>
		<category><![CDATA[Words]]></category>
		<category><![CDATA[pays]]></category>
		<category><![CDATA[adventure]]></category>
		<category><![CDATA[culture]]></category>
		<category><![CDATA[danger]]></category>
		<category><![CDATA[people]]></category>
		<category><![CDATA[travel-tips]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.

Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atração</strong>: Visita dos domínios do Hezbolla, no sul do Líbano: Bint Jbeil, Maroun el-Rass, e Aytaroun</p>
<p><strong>Preço:</strong> Variável, mas cerca de US$50 para duas pessoas (veja explicação no fim do texto)</p>
<p><strong>Dificuldade:</strong> Negociar transporte barato e responder a eventuais interrogações</p>
<p><strong>Atenção: O sul do Líbano é a região com maior instabilidade política em todo e país, além de ser palco principal do conflito com Israel. Turistas teoricamente precisam de autorização para entrar, mas ninguém nos pediu nada. Talvez porque a gente tem meio que cara de libanês. Ou talvez tivemos sorte. Mas quem estiver interessado em visitar a região deve consultar as autoridades locais: policiais, soldados ou agentes de turismo.</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ffffff;">.</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_2759" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2759" title="bintjbeil 5" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-5.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></dt>
<h5 style="text-align: left;"><strong>A entrada de um parque familiar em in Maroun el Ras, uma cidade acima da fronteira israelita.</strong></h5>
</dl>
</div>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Os proprietários de uma confeitaria em Tyre negociaram em nosso nome um bom preço pra uma corrida de táxi. O destino: Bint Jbeil, sul do Líbano. Isso é pura hospitalidade libanesa: compre uns doces e bata um papo com um comerciante regado a chá que você ganha um amigo e ajudante pra vida toda.</p>
<p>A viagem foi tranquila, com mais checkpoints militares do que de costume. Estávamos esperando que um dos soldados nos perguntasse sobre o objetivo da nossa visita. Nós então deveríamos solicitar uma autorização. Mas a cada parada, simplesmente eles gesticulavam para que o nosso carro seguisse em frente.</p>
<p>Bandeiras e pôsteres de partidos políticos são comuns nas ruas do Líbano, marcando territórios feito grafite de gangues. Mas quanto mais ao sul se vai, mais bélicas as faixas: rapazes com keffiyeh ao redor do pescoço e rifles nas mãos, a barba e porte inconfundíveis de <a href="http://www.cfr.org/publication/11132/profile.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cfr.org/publication/11132/profile.html?referer=');">Hassan Nasrallah</a>.</p>
<p>Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.</p>
<p>Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.</p>
<p>Essa foi a última imagem que eu pude capturar nas duas horas seguintes:</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2755" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-1.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><strong>Bint Jbeil</strong></p>
<p>O único sinal que denuncia o estrago feito pelas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil" target="_self" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Bint_Jbeil?referer=');">bombas de Israel em 2006</a> é o ritmo frenético de contrução. A rua comercial principal – apenas uma dúzia de lojas de cada lado, não mais que isso – exibe arcos arabescos novinhos em folha. Para onde quer que você olhe, há casas e mansões em diferentes estágios de edificação.</p>
<p>Ao invés de estátuas e monumentos, parques e rotatórias exibiam peças de artilharia pesada, como pedaços de mísseis anti-aéreos e aglomerados de foguetes Katyusha.</p>
<p>Nós caminhávamos pra além da área comercial, em direção à uma mesquita de pedra. Um Ford antigo com dois rapazes dentro parou na nossa frente. O motorista, que falava um francês bem razoável, perguntou o que é que a gente veio fazer ali.</p>
<p>&#8220;Só estamos dando uma volta&#8221;, eu disse, nos apresentando. &#8220;Tudo bem&#8221;?</p>
<p>&#8220;Você tem autorização pra estar aqui&#8221;?</p>
<p>&#8220;Não, ninguém nos pediu ou ofereceu nada. Mas nós temos nossos documentos&#8221;. A seu pedido, eu mostrei pra ele meu passaporte canadense.</p>
<p>&#8220;Certo. Vocês podem continuar. Mas não sou eu quem decido nada, há outras pessoas responsáveis por esse tipo de controle. Você tem uma câmera?&#8221;</p>
<p>&#8220;Tenho, mas não estou tirando fotos.&#8221;</p>
<p>Ele fez uma pausa pra refletir. &#8220;Ok, mas não continue nessa rua. Por favor, dê meia-volta.&#8221;</p>
<p>Fizemos o que ele pediu e paramos pra tomar um café na rua principal. Foi aí que o passeio começou a ficar interessante.</p>
<p>&#8220;Sejam bem-vindos ao Líbano&#8221;, um senhor de cinquenta e poucos anos nos disse com um grande sorriso no rosto. Durante sua estadia de alguns meses por ano na cidade, ele cuida de uma loja vizinha que vende sapatos e bolsas. No resto do tempo ele mora e trabalha perto de Detroit, onde é proprietário de um posto de gasolina, e onde moram sua mulher e seis filhos.</p>
<p>&#8220;Eu amo os norte-americanos,&#8221; ele disse, sem que tivéssemos perguntado nada.&#8221;Eles são maravilhosos. Eu não me importo com o que os outros pensam.&#8221;</p>
<p>Nós sentamos do lado de fora da loja com ele, o proprietário do café e a sua cunhada. Ocasionalmente um ou outro amigo ou membro da família passava, tomava um café e dava um alô.</p>
<p>&#8220;O que você acha das mulheres libanesas&#8221;?, ele me perguntou. &#8220;Porque eu as amo. Elas são tão limpas. Isso é muito importante pra gente. Primeiro, a limpeza. Depois, vem a beleza&#8221;.</p>
<p>E assim como os senhores em Tyre, ele nos ajudou a negociar um preço justo para uma corrida de táxi, ida e volta, à Maroun el-Rass e Aytaroun. Nós fechamos em  20,000 LBP, cerca de US$13.</p>
<p><strong>Maroun el-Ras</strong></p>
<p>Apenas cinco km de uma estrada íngreme separam Bint Jbeil de Maroun el-Rass, povoado com vista para a fronteira israelense. Bandeiras iranianas ondulam na entrada da cidade.</p>
<p>Um tanque israelense destruído, com uma bandeira do Hezbolla em trapos, observa de cima a cidade Bint Jbeil. A poucos metros dali, uma estátua de pedra tem um pé sobre um capacete verde decorado com a Estrela de Davi.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2765" title="bintjbeil 11" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-11.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2763" title="bintjbeil 9" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-9.jpg" alt="" width="434" height="651" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg?referer=');"><img class="size-full wp-image-2755 aligncenter" style="margin-top: 14px; margin-bottom: 14px;" title="bintjbeil 1" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-10.jpg" alt="" width="467" height="305" /></a></p>
<p>Fomos conduzidos ao recém-construído <a href="http://www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.foreignpolicy.com/articles/2010/03/17/hezbollah_s_extreme_makeover?referer=');">parque familiar</a> da cidade. O portão foi decorado com símbolos iranianos. Pôsteres enormes do Ayatollah Khamenei e Mohammad Ahmedinejan são claramente visíveis do lado de fora.</p>
<p>A entrada nos fazia lembrar um parque temático: canteiros manicurados alinhados à ruazinhas de paralelepípedos. Diversas tendas com telhado de palha abrigavam mesas de piquenique e churrasqueiras. Uma pequena mesquita, com o exterior já finalizado, ainda estava em construção do lado de dentro.</p>
<p>O dia estava frio e os ventos, fortes. O parque estava vazio, se não fosse pela presença de dois jovens libaneses que vivem e trabalham na África Ocidental, atualmente passando férias em seu país de origem. Eles nos cumprimentaram calorosamente.</p>
<p>&#8220;Então quer dizer que o Irã ajudou a construir esse lugar,&#8221; eu perguntei a um deles. .</p>
<p>&#8220;Não,&#8221; ele sorriu. &#8220;Foi o Irã que construi tudo.&#8221;</p>
<p>Segundo o rapaz, famílias de todo o sul do Líbano vão para lá em finais-de-semana durante o verão. O parque ainda está finalizando a construção de um hotel, uma piscina e um terreno de paintball.</p>
<p>Ele nos levou a uma extremidade do terreno, onde as montanhas descem vertiginosamente.</p>
<p>&#8220;Olha aí os nossos vizinhos&#8221;, ele disse, apontando para o horizonte. De lá dava pra ver claramente a fronteira cercada e a cidade israelita Avivim, com bem mais árvores do que no lado libanês.</p>
<p>&#8220;E as pessoas aqui não tem medo de estarem tão próximas de Isarel?&#8221;,  eu o perguntei. Ele sorriu: &#8220;Nós aqui do sul não temos medo de nada.&#8221;</p>
<p><span style="color: #ffffff;">I</span></p>
<p><strong>Aytarun e Aynata</strong></p>
<p>Nosso motorista nos levou de carro à Aytaroun, outra cidade fronteiriça sem nada que a distinguisse. &#8220;Aytaroun, nothing&#8221;, ele disse, com seu inglês quase inexistente.</p>
<p>Sem que a gente pedisse, ele nos levou à vizinha Aynata, onde um memorial aos combatentes do Hezbollah mortos foi construído.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2768" title="bintjbeil 15" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-15.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2767" title="bintjbeil 13" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-13.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2770" title="bintjbeil (1)" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-14.jpg" alt="" width="500" height="667" /></a></p>
<p>Do lado de dentro, várias pedras de mármore foram esculpidas com escrituras árabes e o logo do Hezbollah. Em muitas delas, repousavam coroas de flores, fotos de soldados e cópias do Alcorão com capas de couro. Eu fui do lado de fora pra poder tirar uma foto do monumento e fui interceptado por um Ford SUV, guiado por um homem fortão de jaqueta de couro, óculos de sol e um Bluetooth na orelha. &#8220;Salaam aleykum,&#8221; ele me disse, sem muita convicção.</p>
<p>&#8220;Aleykum salaam,&#8221; eu respondi. &#8220;Ana min Brazil. Turisti. Afwan, ma behki arabi.&#8221; Eu sou brasileiro. Turista. Desculpe, eu não falo árabe&#8221;.</p>
<p>Ele sorriu: &#8220;Você sabe o que é isso,&#8221; ele perguntou em inglês. &#8220;É um monumento aos nossos mártires.&#8221; Ele desceu do carro, que ficou parado no meio da rua. &#8220;Venha, eu te mostro.&#8221; A passageira, uma mulher bem-vestida de véu, nos seguiu, sorrindo educadamente. Ele nos levou de volta pra dentro.</p>
<p>&#8220;Esses aqui são para o <em>populi</em>,&#8221; ele disse, apontado para os mármores do lado esquerdo. &#8220;Mães, irmãos e esposas.&#8221; Eu deduzi que ele se referia aos civis.&#8221;E esses aqui são para os mártires. Cada pedra homenagiea 14 soldados.&#8221; Quinze combatentes da sua cidade natal morreram em 2006, ele nos disse.</p>
<p>&#8220;Você é bem-vindo aqui,&#8221; ele disse. &#8220;Fotos aqui, ok. Mas do lado de fora, nada de fotos.&#8221; Eu concordei.</p>
<p><strong>O cemitério</strong></p>
<p>O taxista fez uma última parada antes de nos trazer de volta à Bint Jbeil: um cemitério. Pelas bandeiras e fotos era evidente que ele foi construído para os soldados do Hezbollah. O taxista nos conduziu pela fileira de túmulos, cada um decorado com um pequeno relicário de vidro.</p>
<p>Paramos na penúltima tumba, e o motorista nos apontou para a foto de um homem já maduro, segurando um AK-47. &#8220;Esse é o meu pai,&#8221; ele disse.</p>
<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2769" title="bintjbeil 16" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2011/01/bintjbeil-16.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p><strong>Quanto custa visitar o sul do Líbano a partir de Beirute:</strong></p>
<p>(para duas pessoas. $1 = 1,500 libras libanesas )</p>
<p>Shared taxi de Beirute a Tyre: 15,000 LBP</p>
<p>Taxi de Tyre a Bint Jbeil: 12,000 LBP</p>
<p>Taxi ida e volta para Maroun el Ras, Aytarun : 20,000 LBP</p>
<p>Taxi de Bint Jbeil a Tyre: 25,000 LBP</p>
<p>Micro-onibus de Tyre a Beirut: 10,000 LBP</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
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		<title>Todos estamos conectados: versão hindu</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 08:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando uma mulher prestes a dar a luz não encontrou um leito disponível no hospital particular da região, sua família ligou para o Manu.

Quando o dono de uma mercearia foi pego ao vender maconha pros turistas – sem ter pago a devida propina aos policiais antes – ele chamou o Manu.

Advogado, dono de hotel e filho de políticos, Manu é o padroeiro informal de Varkala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR">Quando uma mulher prestes a dar a luz não encontrou um leito disponível no hospital particular da região, sua família ligou para o Manu.</p>
<p lang="pt-BR">Quando o dono de uma mercearia foi pego ao vender maconha pros turistas – sem ter pago a devida propina aos policiais antes – ele chamou o Manu.</p>
<p lang="pt-BR">Advogado, dono de hotel e filho de políticos, Manu é o padroeiro informal de Varkala.</p>
<p lang="pt-BR">Numa pequena cidade à beira mar no estado de Kerala, a polícia cumpre o seu papel de proteger. No caso, a proteção é pra quem paga o baksheesh (ou propina) em dia. Comerciante que tem mais, paga mais. Quem quiser vender álcool – e quem não quer numa cidade turística que atrai principalmente europeus? &#8211; deve pagar suas parcelas em dia, sob o risco de <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/11/varkala-boozy-skulduggery-in-paradise/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/11/varkala-boozy-skulduggery-in-paradise/?referer=');">perder o negócio</a>.</p>
<p lang="pt-BR">Ao caminhar com Manu pela rua principal de Varkala, é fácil perceber a sua influência. Todos o cumprimentam, alguns o puxam de lado para fazer pedidos, trocar cartões ou fazer confidências na língua local. Seu telefone toca sem parar: hora de ajudar um pobre motorista de moto-táxi, que foi preso por um delito mínimo e não tem dinheiro para contratar um advogado.</p>
<p lang="pt-BR">O hotel de Manu é novo, enfrenta concorrência de centenas de outros negócios e não aparece no guia Lonely Planet, a bíblia dos viajantes independentes. Mas mesmo assim, nesse momento o seu estabelecimento está operando em ocupação máxima.</p>
<p lang="pt-BR">Isso porque uma mão lava a outra: os motoristas de moto-táxi, ao receber turistas sem reservas na estação de trem, têm uma indicação na ponta da língua pra fazer. Os donos de restaurantes vizinhos, amigos e protegidos de Manu, também não hesitam ao recomendar o Golden Beach a quem pergunta.</p>
<p lang="pt-BR">E quando eu pedi que o Manu me dissesse onde ficava um determinado restaurante que me havia sido recomendado, ao invés de me entregar um mapinha xerocado,  ele me acompanhou até lá pessoalmente. Manu é amigo dos donos (claro), e minha refeição saiu&#8230; de graça. “Amigo do Manu é amigo nosso”, eu ouvi. “Volte amanhã”!</p>
<p lang="pt-BR">Todos estamos conectados. Essa é a famosa teoria da física quântica, dos adeptos de filosofia de auto-ajuda como “The Secret” e  várias correntes espirituais e religiosas, entre elas o hindu Vedanta.</p>
<p lang="pt-BR">Na Índia, isso é não é uma crença: é uma realidade. Sem conexões, você não abre um negócio, consegue licenças, contorna a sufocante burocracia indiana ou tira um visto (foi graças a nosso amigo indiano Harveen, amigo do cônsul, que conseguimos contornar uma regra que impede que não-residentes de Cingapura tirem um visto pra Índia por lá). E se fazer conexões fosse uma língua, o Manu seria fluente.</p>
<p lang="pt-BR">Também ajuda o fato de que o Golden Beach Resort em North Cliff – próximo à Black Beach &#8211; seja bem localizado, tenha quartos simples mas limpos e baratinhos (de $4 a $16 dólares, dependento da vista e da temporada) e vista pro mar. O Manu é porreta. Até eu tô recomendando.</p>
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
<p lang="pt-BR">
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		<title>As passarelas urbanas de Cingapura</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 07:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Images]]></category>
		<category><![CDATA[Singapore]]></category>
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		<description><![CDATA[Após vários meses em países onde pijama é roupa de usar na rua e máscaras de rosto são tão banais como usar brincos, foi uma delícia chegar em Cingapura e me deparar com um povo que se veste tão bem.

Parecia que um catálogo da BCBG, sessão “work-chic” ou “party dress” acabava de se materializar ao meu redor em milhares de mulheres de carne e osso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR">Após vários meses em países onde pijama é roupa de usar na rua e <a href="http://mojotrotters.com/pt/2010/10/portugues-como-ser-bela-no-vietna/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/pt/2010/10/portugues-como-ser-bela-no-vietna/?referer=');">máscaras de rosto são tão banais como usar brincos</a>, foi uma delícia chegar em Cingapura e me deparar com um povo que se veste tão bem.</p>
<p lang="pt-BR">Parecia que um catálogo da BCBG, sessão “work-chic” ou “party dress” acabava de se materializar ao meu redor em milhares de mulheres de carne e osso.</p>
<p lang="pt-BR">Não que o estilo delas seja particularmente fashion. Mas o que falta em ousadia, sobra em bom gosto e elegância. O que vi por lá foi um excesso de tecidos finos, calças de alfaiataria, muitos vestidos super femininos e pouquíssimo jeans. Os acessórios, sempre chiques e exatos. E não atrapalha o fato que as mulheres sejam, em sua maioria, magrinhas, com aquele corpo onde qualquer coisa cai bem. No distrito financeiro, bem no centro da cidade, é onde os homens e mulheres capricham mais no visual.</p>
<p lang="pt-BR">Foi divertido tentar fazer uma sessão de moda de rua. Muitas, por modéstia ou timidez, não quiseram ser fotografadas. Mas gosto de pensar que, elas tendo colaborado ou não, eu fiz um agradinho no ego dessas mulheres que me parecem pouco reconhecidas e elogiadas pelo seu estilo tanto dentro como fora do país.</p>
<p lang="pt-BR">Fique aqui com a galeria de fotos. Para avançar, é só clicar no botão inferior à direita.</p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">
<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-15-2525">


	<!-- Piclense link -->
	<div class="piclenselink">
		<a class="piclenselink" href="javascript:PicLensLite.start({feedUrl:'http://mojotrotters.robertorocha.info//wp-content/plugins/nextgen-gallery/xml/media-rss.php?gid=15&amp;mode=gallery'});">
			[View with PicLens]		</a>
	</div>
	
	<!-- Thumbnails -->
		
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	</div>
	
		
 		
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		<title>Pra não dizer que eu não falei das flores</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 21:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Images]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
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		<description><![CDATA[Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-BR">Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.</p>
<p lang="pt-BR">Mas os vendedores pedem pra posar pras fotos, te oferecem flores incrivelmente perfumadas e fazem arranjos com habilidade. Flores que servem para enfeitar o cabelo das mulheres ou para serem oferecidas aos deuses. E a experiência aos pouquinhos se transforma.</p>
<p lang="pt-BR">O pequeno mercado de Madurai é feito o resto da Índia: bolsos de beleza em meio ao caos, um lugar feio mas surpreendentemente fotogênico. É só saber <em>olhar</em>.</p>
<p lang="pt-BR">Fique aqui com a galeria de fotos desse passeio. Para avançar, é só clicar na seta no canto inferior direito.</p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">
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		<title>O barato legal da Austrália</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 22:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mojotrotters.com/2010/11/getting-legally-high-in-australia/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/2010/11/getting-legally-high-in-australia/?referer=');"><img class="aligncenter size-full wp-image-763" title="herbs" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/grab.jpg" alt="herbs" width="160" height="120" /></a></p>

Uma pequena loja em Arlie Beach vende pílulas, ervas e pós que te deixam eufórico, energético ou cheio de amor pra dar. Tudo feito com substâncias naturais e legais.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tCMmoLMMhvM?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tCMmoLMMhvM?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Uma pequena loja que vende pílulas que te deixam doidão &#8211; naturalmente e legalmente &#8211; está lentamente se transformando num pequeno império. Happy High Herbs conta com 23 lojas na Austrália, e está expandindo seus negócios para os Estados Unidos e a Inglaterra.</p>
<p>Nós passamos uns dias em Airlie beach, porto de embarque para as <a href="../2010/05/divine-diving-and-pedophile-jokes-on-the-apollo/" target="_blank">Whitsunday Islands</a>, e batemos um papo sobre &#8220;drogas&#8221; herbais.</p>
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		<title>Filosofando sobre arrotos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 06:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando a gente viaja, descobrimos que nem sempre nosso jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.

Tudo isso é muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha de boas maneiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg?referer=');"><img class="alignnone size-full wp-image-2539" title="haikus-2" src="http://mojotrotters.com/wp-content/uploads/2010/11/haikus-2.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p lang="pt-BR">Quando a gente viaja, descobrimos  que nem sempre nosso  jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre  tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas  necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.</p>
<p>Tudo isso é  muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado  que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha  de boas maneiras.</p>
<p lang="pt-BR">É só eu ver um cara reunindo  aquela catarrada sonora na garganta, antes de arremessar tudo com gosto  na calçada, e eu tenho vontade de ir lá bater um papo com ele sobre  hábitos de boa higiene.</p>
<p lang="pt-BR">É eu sentir uma mulher me  empurrando loucamente pra tentar pegar meu lugar na fila, e meu instinto  é mandar um “ô minha filha, não tá vendo que eu cheguei antes não”?</p>
<p>E ao ser encarada, ao andar na rua ou sentar um restaurante ? Eu grito por dentro um “perdeu alguma coisa aqui, foi?”</p>
<p lang="pt-BR">A  Archana, uma indiana dançarina super graciosa que eu conheci me contou  que ao passar uma temporada estudando na França ela ficou  hor-ro-ri-za-da ao ver seu colega de classe russo assoar o nariz na  classe. E que o russo, por sua vez, achou a Archana nojentona quando ela  deu um sonoro arroto depois do almoço.</p>
<p>Como é difícil aceitar  nossas mútuas diferenças culturais. Como é duro olhar para outros  hábitos com olhos de curiosidade antropológica. No meu caso, pega forte  tudo o que involve fluídos e sons naturais. Eu passo os dias a julgar,  condenar e criticar intimamente cada um desses gestos. E isso cansa.</p>
<p lang="pt-BR">O  detalhe é que a estrangeira aqui sou eu. Eu sou a visita, que  naturalmente, não está em posição de criticar os hábitos e a cultura  compartilhada por mais de um bilhão de anfitriões.</p>
<p lang="pt-BR">Mesmo  porque eu, por ignorância ou esquecimento, também já fiz coisas que por  aqui são consideradas rudes. Mas jamais recebi lição de moral de  indiano algum ao, por exemplo, comer com a mão esquerda &#8211; mão que  deveria ser reservada para a higiene, e nunca para levar comida à boca.</p>
<p lang="pt-BR">Não, nunca recebi nem sermão ou olhar torto. Os indianos são delicados demais pra fazer isso.</p>
<p>Lembro  com graça de que ao fazer intercâmbio para os Estados Unidos, aos 15  anos, fui avisada com apostila e tudo que os hábitos, alimentação e  clima diferentes no novo país poderiam provocar uma série de sintomas,  como letargia, irritação, sonolência e outras mazelas, e que a isso  chamamos choque cultural.</p>
<p lang="en-US">A-hã. O país dos Nikes, McDonald&#8217;s, do Kleenex e da Madonna. Aqueles bárbaros!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vivendo a mil por hora em Cingapura</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 23:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca M. Saia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Singapore]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda inconveniência de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm5.static.flickr.com/4153/5126338386_df842412d1.jpg" alt="DNA bridge" width="500" height="332" /></p>
<p><p lang="pt-BR">Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda <em>inconveniência</em> de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.</p>
<p lang="pt-BR">Dentro de um elevador, no centro da cidade, uma mini televisão de plasma exibe os noticiários internacionais. Quem disse que todas aqueles segundos gastos entre o térreo e o 12o. andar também não podem ser produtivos?</p>
<p lang="pt-BR">Em Cingapura, a eficiência é a lei.</p>
<p lang="pt-BR">Outros pequenos exemplos: ao fazer a baldeação no metrô para trocar de linha, você não precisa subir ou descer escadas e atravessar grandes corredores. Os trens de linhas opostas são instalados frente a frente. Alguns passos bastam.</p>
<p lang="pt-BR">No zoológico – por sinal o mais bem-feito que eu já vi – os animais são alimentados em horários que seguem uma sequência lógica. Os tigres brancos comem às 14h30, e os gorilas, seus vizinhos, às 14h45. Tudo para que você possa ver todos os bichos almoçarem sem ter que ziguezaguear pelo parque. Se quiser otimizar ainda mais o seu tempo, carrinhos elétricos na entrada estão disponíveis para aluguel.</p>
<p lang="pt-BR">Tanta eficácia e praticidade – fantásticas pra que vem a Cingapura a turismo – são na verdade sintomas de uma epidemia: a síndrome da correria.</p>
<p><img src="http://farm2.static.flickr.com/1082/5125747229_8f18081e29.jpg" alt="Afternoon jogger" width="500" height="375" /></p>
<p lang="pt-BR">Veja a cena: o domingo estava ensolarado. Eu, o Beto e nosso querido anfitrião  Harveen iríamos passar o dia na ilha Pulau Ubin curtindo a natureza, fazendo passeio de bicicleta e tomando água de côco. Um dia tranquilo, certo? Não para o Harveen, que ao ver que o trem já estava na estação partiu em disparada pelo corredor, e a gente atrás tentando alcançar, correndo escada rolante abaixo pra gente não perder o trem. Trens esses que passam a cada 3 ou 4 minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Ao chegar na balsa, nos disseram que a gente teria que esperar o barco, de 10 pessoas, ficar cheio antes de zarpar. O Harveen levantava, sentava,  visivelmente tomado pela agonia de quem se sente impotente, se desculpando efusivamente pra gente pela demora de menos de 10 minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Detalhe:  Ninguém nos esperava, estávamos sentados olhando para a água e tínhamos o dia inteiro pela frente.</p>
<p lang="pt-BR">E esse está longe de ser um caso isolado ou o comportamento de um cara meio inquieto. Em Cingapura, todos parecem andar rápido. O Blackberry sempre a tiracolo é consultado e usado para responder e-mails  mesmo em jantares finos, durante conversas animadas entre amigos às 23hs numa sexta-feira. Para não ter que enfrentar a espera do táxi, tem gente que fura a fila andando alguns metros e pescando sorrateiramente o táxi que se dirigia à fila. Perde-se em civilidade, mas ganham-se preciosos minutos.</p>
<p lang="pt-BR">Em 8 meses de viagem nunca tivemos a agenda tão cheia. Pulávamos de encontros a compromisso a passeios a almoços e a jantares. Nosso roteiro era diariamente orquestrado e agendado pelo nosso anfitrião e a sua turma de amigos, que não podiam conceber que a gente pudesse vagar sem rumo, passear sem propósito. Os bate-papos, apesar de relaxados e bastante interessantes, eram geralmente sobre temas como política, economia, imigração, história, tecnologia. Nada de gastar o verbo por horas a fio com piadas ou papinho besta.</p>
<p lang="pt-BR">“Quanto tempo vocês vão passar no museu?”, nos perguntavam. Para a gente, acostumados com a total liberdade há tantos meses, o conceito de decidir quanto tempo a gente iria dedicar a uma passeio era esdrúxulo.</p>
<p lang="pt-BR">Para eles, é um modo de vida. Não há tempo a perder.</p></p>
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