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Fiji time
Viajamos 4 horas no catamarã amarelo para chegar no extremo norte das Ilhas Yasawa, em Fiji.
O percurso é tipo de ônibus rodoviário pinga-pinga: para-se em cada ilha onde há passageiros que desejam subir ou descer. Um filme de guerra, estrelado pelo Val Kilmer já meio velho e gordinho, entretém os passageiros talvez cansados de olhar pro mar do Pacífico.
A atmosfera do Nabua Lodge, na Ilha Nacula, é bem distinta de Bounty, nossa primeira parada. Seus homens e mulheres têm poucas palavras, sorriem mais timidamente, e são pouco vistos durante o dia. À noite, todos trocam as camisetas surradas de trabalho por camisa florida e pareô ou vestido. Os Fijianos se perfumam e se enfeitam de flores: o jantar, refeição mais copiosa do dia, merece mais pompa e circunstância do que o almoço, geralmente simples e vegetariano.
Nesta ilha a paisagem parece ainda mais deslumbrante: o mar, feito um bufê de azuis, mistura turquesas, azul profundo, tons esverdeados. Montanhas altas e verdes, coqueiros de pôster de agência turística, vista para o pôr-do-sol logo após as 19hs.
O dormitório é rústico, feito de palha. O vento constante balança preguiçosamente as cortinas feitas de um tecido que parece chita. A temperatura parece ideal a todo instante: sem humidade, não se transpira, e à noite, nunca faz frio. Penso que aqui se poderia viver nu. Na praia sempre há uma sombra que te protege do sol.
Dentre os passeios disponíveis, há a visita à “Lagoa Azul”, cenário do filme de estreia de Brooke Shields (e do seu parceiro que ninguém lembra o nome). Também pode-se visitar cavernas de lagos cristalinos e um arrecife de corais, bom para mergulho.
Na primeira noite, não houve cerveja, ou kava. Dormimos embalados pelo som de mar, protegidos pelas redes, abençoados por Deus.



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