Words
Desarmados pela hospitalidade síria
Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.
“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.
Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”
Pra não dizer que eu não falei das flores
Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.
Filosofando sobre arrotos
Quando a gente viaja, descobrimos que nem sempre nosso jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.
Tudo isso é muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha de boas maneiras.
Vivendo a mil por hora em Cingapura
Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda inconveniência de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.
Os turistas indianos são tão cafonas como os nossos
Quando eu vi que os turistas indianos são tão patetas como os nossos, eu comecei a curtir mais a Índia.
Aqui também há um mercado efervescente de turismo interno. Os indianos podem ser encontrados comendo em restaurantes medíocres, caros, mas com vista pro mar. Eles compram bugigangas bregas feitas de conchas ou plástico chinês como lembrancinhas.
Dez coisas que eu aprendi no Camboja
1. Uma moto pode carregar tranquilamente uma família de cinco pessoas.
2. O papel da polícia não é proteger seus cidadãos, e sim aqueles que pagam mais.
Por quê? Propinas fazem parte da cultura do Camboja há muito tempo. Sabe-se que a polícia e os militares já sequestraram e ameaçaram cidadãos honestos em troca de dinheiro.
3. O [...]
A Índia tá se lixando pras sinopses
Seja o que for que você afirme sobre a Índia, o oposto também será verdadeiro.
Isso torna a tarefa de escrever sobre o país bastante complicada. Mas, de acordo com a minha própria lógica, isso faz com que escrever sobre o país seja muito fácil.
E, sim, há muito há ser dito sobre o país após apenas alguns dias aqui. O problema é que encontro pouca coisa a dizer que fuja dos clichês.
Como ser bela no Vietnã
No Vietnã, mulher não está se matando pra ser magra. Porque na grande maioria das vezes elegantes elas já são.
Ser bela aqui é ter a pele clara. Quer elogiar uma mulher vietnamita? Então mande essa: “Você tem a pele tão branca”! Provavelmente, ela vai ficar vermelha.
Em Cingapura, é a comida que te consome
Recusar comida em Cingapura é tão produtivo como teclar cinco vezes na tecla Enter do computador, na esperança que a operação se apresse. Insistir é inútil.
É como o povo expressa seu carinho. É como eles agradam e honram os visitantes. É o que eles sabem fazer de melhor.
O desafio pro turista é se sentir lisonjeado, ao invés de frustrado e indigesto.
Uma tragicomédia em três atos.
Camboja 40 graus
Ao pensar em Camboja – se você for como eu – talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?