Words
Camboja 40 graus
Ao pensar em Camboja – se você for como eu – talvez uma ou três coisas te venham à cabeça. Angelina Jolie e seu filhinho adotivo. Pobreza. O templo de Angkor Wat. Mais alguma coisa?
…
Três vivas à minha ignorância. Descobrir esse país foi um pouco como quando a gente vai ao cinema e escolhe um filme desconhecido porque o horário é conveniente. E quem diria? O filme acaba mudando sua vida.
A começar pelo alfabeto, rococó e indecifrável. O que pode te fazer sentir criança ou analfabeto. E meio impotente, meio bobo frente à sua beleza, linhas arredondadas e ausência de espaços.
E o que dizer dos seus templos, pagodas e palácios? Verdadeiros oásis de beleza e serenidade, com seus monges e aprendizes de traje laranja, jardins tranquilos e oferendas de frutas. Antes de entrar, retire os sapatos, e certifique-se de cobrir seus ombros e coxas. Acenda um incenso e pare para admirar seus Budas, ora risonhos, ora gigantes, ora dormentes.
Siem Reap, destino obrigatório (e às vezes único) de quem vem ao Camboja, é ponto de partida para o que algumas pessoas chamam oitava maravilha do mundo: Angkor Wat. O templo, que estampa a bandeira nacional, que dá nome à cervejas e hotéis, é muito mais do que uma obra de arte arquitetônica: ele é o epicentro e fonte maior de orgulho da civilização khmer.
Sihanoukville, principal balneário do país, na costa sul, nos sugou como um buraco negro. Viemos pra passar três dias, acabamos passando oito. Suas praias nem são lá essas coisas, e choveu um pouco quase todo dia. Mas lá, dá pra comer como rei, beber feito esponja e festejar como se todo dia fosse sábado, gastando quase nada.
Quem se aventura a sair do circuito padrão de turismo é altamente recompensado. Você pode alugar uma scooter e desfrutar de estradas panorâmicas e vazias, e matar sua sede de aventura. Poder interagir com o povo local, que fala com você sem tentar te vender alguma coisa a toda hora. Mas não esqueça: nada de caminhar fora das trilhas marcadas. Calcula-se que ainda há cerca de 4 milhões de minas enterradas e não detonadas, espalhadas em todo o país. E que ainda matam ou ferem centenas de pessoas por ano, em sua maioria crianças brincando nos campos.
Sua capital, Phnom Penh, surpreende pela atmosfera cosmopolita, cheia de cafés na calçada e bares que não fariam feio em Nova York. Só que lá a caneca de chope custa 50 cents. E andando uma quadra você chega num dos vários mercados tradicionais, templos de pechincha, alimentação e fofoca para os locais.
E as centenas de crianças, vendendo pulserinhas na praia, cartões postais ou livros sobre o Khmer Rouge, lado a lado dos amputados de guerra a pedir esmolas não te deixam esquecer: você está no Camboja, um país que não deixa ninguém indiferente.








Comments
Bi, a matéria tá maravilhosa…. mas olha lá por onde vc pisa aí no Camboja !
Cocô de cachorro a gente tira esfregando o chinelo na grama… mas uma mina faz um estraaaaaaaaaaaaago.
Obrigada! E não se preocupe porque saí vivinha dessa experiência. Já estamos no Vietnam. Mais histórias do Camboja em breve, aguarde!
/ Que nada!Nunca se lane7ou tantos lirvos como agora, f1 se compara um livro q agente ganha de presente c\ nada desse mundo!Amo lirvos. Diziam q o telefone fixo iria acabar, agora vemos um incentivo te3o grande das operadors p\ pessoas terem um fixo.O sabe3o em barra vende tanto quanto o em pf3 e o ledquido. O preservativo (camisinha), o Ff3sforo em palito ainda e9 te3o vendido quanto quando f1 havia o isqueiro big.Inventam mil e uma caneta mas nada supera a boa e barata caneta big azul. O prendedor de roupas de madeira supera qualquer um de plastico ou de qualquer outro material.O absorvente modess externo ainda e9 o mais usado no mundo todo.O sabonete em barra supera a venda de qualquer outro tipo de sabe3o p\ higiene corporal.O leite ninho da Nestle e o leite Moe7a ainda se3o insuperaveis Eassim vai muitos produtos cairam no gosto do consumidor ,se fizeram fie9is ao produto e o livro impresso e9 uma coisa boa q nunca vai acabar.Gostei deste comente1rio ou ne3o: 3
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