Words
Ameaça de tsunami em Fiji
Após o terremoto no Chile, as ilha de Fiji estavam em alerta contra um possível tsunami. Eu quis documentar as preparações na ilha de Wayalailai em caso de desastre. Felizmente, nada aconteceu.
Como sobrevivemos ao Tsunami em Fiji
-Bianca! Minha mãe acaba de me mandar uma mensagem pelo celular. Na noite passada, houve um terremoto em Chile. E ela avisou que há risco de um Tsunami atingir Fiji às 9 da manhã!
Ainda de pijama, com os cabelos desgrenhados e ar agitado a turista inglesa me abordou, às 7 da manhã, no jardim do resort. Eu, sonolenta, dividia minha atenção entre as notícias e a colorida alvorada que eu havia levantado para assistir junto ao Beto. Sorry, a tsunami?
Para você, o que é Fiji?
Paraíso ou armadilha para turistas? Santuário rústico ou preso no passado? Perguntamos aos visitantes e aos nativos o que é que Fiji representa para eles. As reportas foram diversas e, por vezes, surpreendentes.
Fiji time
Viajamos 4 horas no catamarã amarelo para chegar no extremo norte das Ilhas Yasawa, em Fiji.
O percurso é tipo de ônibus rodoviário pinga-pinga: para-se em cada ilha onde há passageiros que desejam subir ou descer. Um filme de guerra, estrelado pelo Val Kilmer já meio velho e gordinho, entretém os passageiros talvez cansados de olhar pro mar do Pacífico.
Dançando com dois pés esquerdos em Fiji
Lulu, nosso anfitrião no Nabua Lodge “resort”, em uma das ilhas Yawasa, em Fiji, nos anunciou que, agora, éramos parte da sua família. Contando comigo e com a Bia éramos sete à mesa de jantar, incluindo as meninas alemãs e os rapazes noruegueses. Lulu continuou, dizendo que esta família cresce a cada dia quando os novos hóspedes chegam no albergue. Contam-se dúzias de redutos de mochileiros à beira-mar salpicados pelas ilhas, com quartos privados ou dormitórios mistos. E onde a electricidade não dura mais do que cinco horas por dia.
A cada check-out – Lulu anunciou num tom solene – a família diminui de tamanho outra vez.
O desconto que parecia calote
Ainda estou pra ver um bom negócio que venha disfarçado de calote. Geralmente o que encontramos é o inverso. Os caloteiros são verdadeiros mestres em engenharia social: feito hackers, eles improvisam uma ligação direta no impulso inato que todos nós temos de confiar nos outros.
A agente de viagem que tentou nos vender um pacote de traslados para as ilhas de Fiji, no aeroporto internacional de Nadi, estava fazendo tudo certinho: seus sorrisos eram largos, e seu calor humano, farto. Ela parecia curiosa sobre nós. E explicou em detalhes quais opções se enquadrariam nos nossos planos e no nosso orçamento.
Bula Fiji!
Foram necessárias 24 horas de viagem para que a gente pudesse sair de Vancouver e chegar à Fiji. Um total de 2 noites mal dormidas. Bate-boca na agência de turismo. Some isso ao fuso horário de 21 horas.
Um choque no sistema que fez com que meus primeiros passos nas areias de Fiji, às 10 horas da manhã, parecessem irreais. Meu corpo já havia chegado num dos mais espectaculares paraísos tropicais onde eu já pisei. Mas minha cabeça ainda estava presa dentro de uma nuvem de sono, confusão e cansaço.
Mas, aos poucos, a harmonia se fez.

