Words
Trocando experiências pelos cartões postais
Minha hora chegou. Aquela hora em que a idéia de visitar templos, palácios e museus de pequeno ou médio calibre começam a dar uma certa preguiça. Acumulei um sem-número de experiências talvez belas, mas pouco significativas, que acabam se amontoando na cabeça como uma baguncinha dentro de uma gaveta. Já tenho mais fotos estilo cartão-postal que loja de souvenir.
Como manter a energia e o interesse frescos nos seus arredores, 6 meses de estrada depois?
Vinda do país do futebol
Ter nascido no pais do futebol é uma maravilha. Do Zimbábue ao Vanuatu, você pode ter certeza que sua nacionalidade será imediatamente reconhecida – e até mesmo amada – pelo seu interlocutor, o que vai desencadear na simpatia imediata e transferida a você, ilustre viajante desconhecido.
Ter nascido no pais do futebol é um inferno. Principalmente se a ferida da derrota ainda estiver fresca.
Hello, Mister
Se você sente curiosidade em saber como é a experiência de uma celebridade retrô, você já sabe: vá para a Papua Nova Guiné
Agora, se seu objetivo e provar um gostinho de celebridade contemporânea, permita-me sugerir a Indonésia.
Viajar acompanhado ou sozinho?
A discussão é antiga entre os viajantes. Há quem não se arrisque a sair de casa rumo à estrada sem um amigo ou amante a tiracolo. E há quem ache que jornadas importantes são experiências pessoais e intransferíveis, e que precisam ser feitas a sós.
Quanto a nós? Na dúvida, ficamos com os dois.
Trem da alegria
É gozado como as experiências mais irritantes dentro do seu próprio país se tornam automaticamente folclóricas e exóticas em terras distantes.
Acho que pouco brasileiro em sã consciência, tendo a escolha entre tomar um táxi com ar-condicionado ou um ônibus quente e cheio de vendedores ambulantes – se o preço fosse o mesmo – ficaria com a segunda opção. Incluindo eu. Mas, longe de casa, a experiência povão e gloriosa. É entretenimento puro e gratuito.
(English) A love letter to Indonesia
(English) We’ve been together for month now, and it’s time we had that talk. I don’t know where you see this going, but I could say “the hell with it” to the rest of my year-long trip and stay here with you.
Indonésia: Retratos
Fotografar pessoas na Indonésia e um prazer. Primeiro, porque aqui há muita gente atraente, de pele linda e olhar luminoso. Segundo, porque eles adoram posar. Terceiro, porque eles vivem tirando fotos da gente na rua. Ou seja: se eles podem, eu também posso!
Fique aqui com uma seleção de alguns dos nossos retratos preferidos, todos tirados na ilha de Sulawesi.
Togean Islands: Chore para sair
Você não acha que lugar é que nem gente? Há os atraentes, os violentos, aqueles difíceis de gostar à primeira vista, os chatos, os frios, os exuberantes, os generosos.
Viajando a gente encontra todo tipo de lugar. E todo tipo de gente. E descobre lugares como Togean Islands, também conhecido como o número que eu calço, minha menina dos olhos, meu novo amor. Putz, como é bom se apaixonar.
Togean Islands: Pague para entrar
Primeiro eu tive a idéia de visualizar cachoeiras: geladas, poderosas, daquelas que tem um poço fundo na frente. Me imaginei deixando a água descer com força pelo meu corpo, sentindo o choque térmico bem-vindo num dia quente. Em seguida fiz respirações profundas, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, sentindo meu ventre aumentar e diminuir de tamanho. Aí olhei para os céus e fiz um pedido, que veio sincero, do fundo da alma.
-Se alguém estiver me ouvindo, faça com que essa serra termine logo e que meu enjôo passe, pelo amor de Deus!
O jeitinho indoneasiano
Há quem viaje para escalar montanhas, nadar em mares azul-turquesa, desbravar florestas selvagens. Há quem goste das cidades vibrantes, dos campos tranquilos, das línguas e cultura estrangeiras, das comidas exóticas. Quanto a nós? Gostamos de tudo isso, claro. Mas a vida em outro país produz incontáveis momentos de descoberta, momentos de cama, mesa e banho, banais e fascinantes ao mesmo tempo. A Indonésia está cheio deles.