Words
A terra onde toda sexta-feira é Natal
Foi com saudações de “Shabat Shalom!” que dois jovens colegas em um café de Jerusalém se cumprimentaram alegremente, pouco depois das 4 da tarde. O dia era sexta-feira, quando o pôr-do-sol marca o início do dia sagrado para os judeus. Centenas de chassídicos, Torá na mão, caminhavam em direção ao Muro das Lamentações, aquele que é o seu local mais sagrado.
Os souks da Síria
Se eu já desconfiava que ir ao shopping era um programa chato, depois de visitar a Síria eu não tenho mais nenhuma dúvida. Os souks são muito mais do que centros de compras. Eles são espaços humanos, coloridos, feitos pelo povo e para o povo.
Desarmados pela hospitalidade síria
Quando contamos ao nosso anfitrião em Damasco que no Canadá é costume levar sua própria bebida e por vezes até comida à uma festa ou churrasco, ele parecia incrédulo.
“O que você faria nessa situação”, Wajdi?, eu perguntei.
Rindo muito, ele me respondeu: “Eu agradeceria o convite, mas passaria longe dessa festa!”
Fronteira do Líbano com Israel: roteiro
Depois de um certo ponto, já não se viam mais as cores branco e vermelha do exército libanês. Apenas verde e amarelo. Estávamos em território Hezbollah.
Ao nosso redor, montanhas verdejantes salpicadas de pedras brancas. Em alguns desses morros ainda resistiam tradicionais casas de pedra. A paisagem era bem bíblica. Num certo ponto, nosso táxi teve problemas mecânicos e o motorista foi estudar o problema dentro do capô. Eu desci pra tirar algumas fotos e o chofer me disse discretamente para guardar a câmera.
Todos estamos conectados: versão hindu
Quando uma mulher prestes a dar a luz não encontrou um leito disponível no hospital particular da região, sua família ligou para o Manu.
Quando o dono de uma mercearia foi pego ao vender maconha pros turistas – sem ter pago a devida propina aos policiais antes – ele chamou o Manu.
Advogado, dono de hotel e filho de políticos, Manu é o padroeiro informal de Varkala.
As passarelas urbanas de Cingapura
Após vários meses em países onde pijama é roupa de usar na rua e máscaras de rosto são tão banais como usar brincos, foi uma delícia chegar em Cingapura e me deparar com um povo que se veste tão bem.
Parecia que um catálogo da BCBG, sessão “work-chic” ou “party dress” acabava de se materializar ao meu redor em milhares de mulheres de carne e osso.
Pra não dizer que eu não falei das flores
Na Índia, mesmo o mercado de flores é conduzido por homens. Um lugar que não encanta à primeira vista, cheio de lixo, flores mortas pelo chão, pôsteres de filmes antigos e paredes descascadas. “É isso, o tal mercado”??, foi minha primeira reação.
O barato legal da Austrália
Uma pequena loja em Arlie Beach vende pílulas, ervas e pós que te deixam eufórico, energético ou cheio de amor pra dar. Tudo feito com substâncias naturais e legais.
Filosofando sobre arrotos
Quando a gente viaja, descobrimos que nem sempre nosso jeito é o único ou o certo. Que a nossa cultura é apenas mais uma entre tantas outras. Que os seres humanos, no fundo, têm as mesmas necessidades, seja lá quais forem as suas diferenças.
Tudo isso é muito lindo. Mas é eu ouvir um indiano arrotar alto na mesa ao meu lado que minha vontade é, feito mamãe, dar uma bronca seguida de uma aulinha de boas maneiras.
Vivendo a mil por hora em Cingapura
Em Cingapura, ao tomar um ônibus de dois andares, você pode consultar uma placa luminosa que indica o número de assentos disponíveis no andar superior. Isso te poupa da tremenda inconveniência de subir as escadas e perceber lá em cima não há lugar pra sentar.
