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7 Dicas para uma estadia tranquila em Papua Nova Guiné
1- Seja cuidadoso, fique esperto, mas vá sem medo
O Brasil e a Papua Nova Guiné têm algo em comum. Uma das primeiras coisas que vêm na cabeça do estrangeiro ao pensar nesses dois países é a questão da segurança. E tanto no Brasil como em PNG, há um tanto de verdade e um tanto de exagero em relação ao que é divulgado no exterior. O que descobrimos: a maioria da violência pesada que acontece por aqui é resultado de lutas entre as tribos inimigas. Os turistas não são o alvo principal do crime, que é geralmente oportunista e não organizado.
O lugar mais perigoso do país é Port Moresby, a capital, onde realmente não se deve andar sozinho (e nem acompanhado) à noite, em lugar nenhum da cidade. Claro que você deve ter cuidado com a bolsa e a carteira, sempre. Mas de dia, e nas regiões rurais a qualquer hora, a gente se sentiu bastante seguro em todos os lugares onde estivemos no país.
2 – Cubra-se
Dica importante para os dois sexos, mas fundamental para as mulheres: vista-se de maneira conservadora, ou seja, cubra as pernas no mínimo até os joelhos, deixe de lado os decotes e roupas transparentes e apertadas. Biquínis e roupas de banho muito reveladoras são inaceitáveis, a não ser que você esteja na praia de um resort.
3 – Aprenda um pouco de Tok Pisin
Apesar da língua oficial da mídia, da política e dos negócios ser o inglês, na vida real pouco mais de 20% da população teve a chance de ir à escola e aprender a língua. Se você quiser se comunicar com esse povo tão variado – que fala mais de 700 línguas – a melhor aposta é o pidgin, uma espécie de inglês mal falado. Para quem fala português a leitura e a pronúncia da língua são fáceis e intuitivas.
Falar pidgin vai te ganhar a simpatia imediata dos adultos, e fazer as crianças delirar ou cair na gargalhada.
4 – Use as figuras de linguagem com moderação
Ironia. Hipérbole. Sarcasmo. Pra gente, lubrificantes de comunicação que servem pra injetar um pouco de humor e leveza numa conversa.
Mas aqui em PNG, tudo o que conseguimos com estas gracinhas foram olhares de espanto e confusão da parte dos nossos interlocutores. Evite, a não ser que você esteja com alguém que fale muito bem inglês.
Outra história que gerou uma boa dose de confusão: eles respondem à perguntas negativas com “sim”. Exemplo:
Eu – “Você não trabalha hoje, trabalha?”
Nativo – “Yeah”
Eu – “Ah, você trabalha hoje?”
Nativo – “No”
Eu – “Sim ou não”?
Nativo – “O quê?”
Eu: …
Minha dica: poupe a sua saliva. Faça perguntas diretas, sem usar o negativo.
5 – Use guias
Em PNG, a terra pertence ao povo, às tribos. E é a terra que gera grande parte das guerras, lutas e conflitos por aqui. Não quer virar uma estatística? Então, contrate um guia antes de sair pra bater perna por aí. Isso porque se você decidir fazer uma caminhada fora da cidade ou uma trilha sem querer você pode estar invadindo o “quintal” de alguém. Um guia local vai saber te informar se seu trajeto é seguro, fazer o primeiro contato com os locais e te apresentar pra eles. E aproveite: a terra aqui ainda está incrivelmente preservada, proporcionando caminhadas lindas e cheias de desafio.
6 – Vá preparado para chamar a atenção
Você já foi encarado por 50 pessoas ao mesmo tempo ao caminhar na rua ou comprar frutas na feira? Já teve uma platéia de crianças que te segue pelas ruas? A experiência é intensa, mas inofensiva. Aqui, encarar alguém não é falta de educação. As pessoas fazem isso por curiosidade, já que elas quase nunca vêem homens brancos, principalmente nas áreas remotas. Aprenda a se divertir com isso e interagir com o seu “respeitável público”.
7 – Peça ajuda
Chegamos neste país sem muita idéia do que fazer e por onde começar. O que pode ser um enorme desafio, já que o material impresso e a infra-estrutura turística disponível são escassos. Devemos o sucesso da nossa estadia ao “Papua New Guinea Tourism Promotion Authority”, órgão governamental instalado no centro de Port Moresby. Recebemos conselhos valiosos e gratuitos da Taita, que nos deu contatos no país que correspondiam às nossas necessidades.
Os australianos expatriados de Moresby também ofereceram uma ajuda inestimável. Talvez a dureza do país criou um sistema onde a solidariedade entre os estrangeiros é lei. Em poucos lugares fomos tão paparicados como por lá.






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